Fórmula 1

ANÁLISE: Comparando os segundos anos de Verstappen e Antonelli na F1

Declaração dada por Montoya durante o fim de semana do Canadá vem ganhando repercussão nas redes

ANÁLISE: Comparando os segundos anos de Verstappen e Antonelli na F1

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: ANÁLISE: Comparando os segundos anos de Verstappen e Antonelli na F1

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

Declaração dada por Schumacher durante o fim de semana do Canadá vem ganhando repercussão nas redes

Andrea Kimi Antonelli, Mercedes, Max Verstappen, Red Bull Racing

Foto de: Brett Farmer / LAT Images via Getty Images

Uma declaração dada pelo ex-piloto de Fórmula 1 Ralf Schumacher, durante o fim de semana do GP do Canadá, vem dando o que falar nas redes sociais. Para o alemão, Andrea Kimi Antonelli pode ser o "novo Max Verstappen".

Durante a transmissão da Sky Sports Alemanha, onde trabalha como comentarista das transmissões de F1, Schumacher rasgou elogios aos jovem italiano, falando ainda sobre o tetracampeão.

"Foi um duelo épico. E também é preciso dizer que Kimi lida com isso de forma incrivelmente calma e madura. E George realmente continuou cometendo erros ali. Ele mesmo cometeu um também, é claro, mas era claramente o mais rápido".

"E você tem que lidar com isso em uma idade tão jovem, ter a situação tão sob controle e aprender com os erros que ele também cometeu. Então, excelente trabalho. Se isso continuar, podemos realmente ter um sucessor para Max Verstappen um dia".

Apesar de não gostar dessas comparações, é inegável que é possível traçar alguns paralelos entre a carreira de Verstappen a de Antonelli nesta altura, de um piloto no segundo ano na categoria. Por isso, vamos olhar um pouco para como foram as segundas temporadas de cada um?

Verstappen estreou na F1 em 2015 em meio a uma onda de interesse e hype em torno dele. O holandês teve uma ascensão meteórica pelas categorias de base. Seu último ano no kart foi 2013 e, em 2014, competiu na Fórmula 3 Europeia, onde terminou na terceira posição, com 10 vitórias em 33 corridas disputadas.

O passe de Verstappen foi comprado a ouro. O holandês despertou o interesse da Mercedes mas, sem ter onde colocá-lo no grid em 2015, acabou nas mãos da Red Bull, que lhe ofereceu a oportunidade de estrear pela então Toro Rosso, hoje Racing Bulls. 

Max chamava a atenção desde antes de sua estreia. Em 2014, com apenas 16 anos fez seu primeiro teste com um carro de F1, antes da primeira corrida oficial, o GP da Austrália de 2015, com 17 anos e 166 dias. Consultor da Red Bull, Helmut Marko bradava aos quatro ventos que Verstappen era um futuro campeão da F1, uma lenda em construção.

Ele terminou o campeonato na 12ª posição, com 49 pontos conquistados e tendo como melhor resultado dois quartos lugares, na Hungria e em Austin. Já seu companheiro de equipe, Carlos Sainz, também estreante, foi o 15º, com 18 pontos e com um sétimo lugar no GP dos EUA como sua melhor performance.

Mas nem tudo foram flores. A chegada de Verstappen à F1 com menos de 18 anos levantou uma discussão importante que terminou com a FIA aumentando a idade mínima de emissão da superlicença para 18, impedindo que "novos Verstappens" surgissem. O debate ganhou força em meio aos erros e afobações cometidos pelo holandês em 2015.

Kimi Antonelli também teve uma trajetória meteórica, mas em menor escala. Em 2021, o italiano fez um ano de transição, competindo em categorias de kart e de monopostos ao longo da temporada, passando de vez para os campeonatos de fórmula em 2022.

Antonelli também pulou uma das etapas tradicionais na escada rumo à F1, indo direto da Fórmula Regional para a Fórmula 2. E, exceto pela F2, foi campeão por onde passou nas categorias de base.

Membro da Academia da Mercedes desde o início de 2018, Antonelli também foi colocado como uma futura estrela da F1 e um campeão em potencial pelo chefe da equipe alemã, Toto Wolff.

Mas uma temporada relativamente decepcionante na F2 em 2024 levantou dúvidas se estava pronto ou não para estrear na F1 no ano seguinte. Claro, Antonelli teve sua performance limitada por um carro ruim da Prema em meio à introdução de um novo regulamento, mas ficou fora da briga pelo título, que terminou nas mãos de Gabriel Bortoleto.

A saída de Lewis Hamilton para a Ferrari em 2025 abriu caminho para a estreia de Antonelli na F1 direto na Mercedes, ocupando a vaga deixada pelo heptacampeão.

Sua primeira temporada pode ter terminado com resultados mais expressivos que os de Verstappen, concluindo o campeonato em sétimo, com 150 pontos conquistados e três pódios, incluindo um fim de semana de destaque em São Paulo, mas é inegável que o italiano teve um momento muito ruim após seu pódio no Canadá, fazendo apenas três pontos nas seis provas seguintes.

Lewis Hamilton, Ferrari, Max Verstappen, Red Bull Racing, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes

Red Bull de 2016 x Mercedes de 2026

É importante lembrar que Verstappen não inicia a temporada de 2016 na Red Bull. O holandês disputa as quatro primeiras corridas do ano ainda com a Toro Rosso, sendo promovido a partir do GP da Espanha, ocupando o lugar de Daniil Kvyat.

O cenário de 2016 era ainda mais favorável à Mercedes do que o que temos em 2026. A equipe alemã era amplamente dominante. Desde a introdução dos motores turbo híbridos em 2014, ela havia perdido apenas seis dos 38 GPs disputados nos dois anos anteriores. Já a Red Bull havia perdido força no Mundial de Construtores, indo do vice-campeonato de 2014 com mais de 400 pontos conquistados para o quarto lugar em 2015, com menos de 200.

Em 2016, a Red Bull volta a ser a segunda força, mas ainda mais distante da Mercedes. Enquanto a equipe alemã é campeã vencendo 19 dos 21 GPs e com 765 pontos, a Red Bull levou as outras duas provas (uma com Ricciardo e outra com Verstappen) e 300 tentos a menos.

Já Antonelli chega a 2026 sabendo que teria em mãos o carro favorito ao título deste ano. A Mercedes iniciou o campeonato como a melhor de forma inquestionável, impulsionado pelo combo de um bom motor e um chassi que, mesmo sem inovar muito, fez um arroz e feijão bem feito.

As mudanças no regulamento anunciadas para o GP de Miami e a cautela no pacote de atualizações apresentados na Flórida deixaram no ar uma dúvida sobre possíveis rachaduras no telhado de vidro da Mercedes, mas que rapidamente foram deixadas de lado após mais uma apresentação dominante no Canadá.

Daniel Ricciardo (e Carlos Sainz) x George Russell

Verstappen chega a 2016 como piloto da Toro Rosso, dividindo a garagem segundo ano consecutivo com Carlos Sainz. No ano anterior, o holandês havia dominado o espanhol na classificação, e tudo apontava para uma repetição em sua segunda temporada.

Mas, ao passar para a Red Bull, Verstappen encontrou aquele que é, até hoje, seu companheiro de equipe mais forte: Daniel Ricciardo. O australiano vinha de um histórico de altos e baixos na equipe taurina, tendo superado o tetracampeão Sebastian Vettel em 2014, terminando em terceiro no Mundial, mas perdendo para Daniil Kvyat no ano seguinte.

Mesmo com cada um obtendo uma vitória em 2016, Ricciardo venceu a disputa interna com certa tranquilidade, cenário que se repetiu em 2017, mesmo com Verstappen começando a se impor internamente.

Um ponto assemelha o Ricciardo de 2016 com o Russell de 2016: ambos são / eram vistos como futuros campeões mundiais. Mas, na época, o australiano não tinha condições de brigar pelo título, enquanto o britânico tem em mãos o melhor carro do grid.

Antonelli chega à F1 em 2025 já na Mercedes e tendo Russell como companheiro de equipe. Um Russell que já estava ali desde 2022, que havia superado Lewis Hamilton em dois dos três anos da parceria, e que assumia o posto de primeiro piloto com a saída do heptacampeão.

O ano de 2025 foi um passeio de Russell em cima de Antonelli, terminando com quase o dobro dos pontos do jovem italiano, criando a expectativa de uma repetição deste cenário em 2026, o que claramente não está ocorrendo até aqui.

Sim, há alguns paralelos que podem ser traçados entre Andrea Kimi Antonelli e Max Verstappen em seus segundos anos de F1. Porém, falar já que o jovem italiano é o "próximo Verstappen", como disse Montoya durante o GP do Canadá é um exagero dos grandes.

Antonelli vive um belo momento em sua carreira, liderando o Mundial com apenas 19 anos, tendo vencido quatro corridas consecutivas, mas ainda é cedo para falar sobre o que ele pode se tornar no futuro. Mesmo Verstappen, que era visto por todos como um futuro campeão, precisou esperar seis temporadas até levantar seu primeiro título e abrir as portas para uma das histórias de maior sucesso da história da F1.

Então é preciso dar tempo ao tempo, deixar Antonelli seguir seu caminho e, principalmente, é hora de minimizarmos esse comparativos que mais afetam as carreiras dos pilotos envolvidos do que ajudam.

KIMI é o NOVO VERSTAPPEN? Lewis DESABROCHA! Bortoleto NERVOSO e FUTURO de MAX 'IMPACTADO' PELA AUDI

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