Resumo PreçoCarroBR
- A notícia ajuda a medir o momento da indústria automotiva e suas consequências para o Brasil.
- O ponto central está na combinação entre produção, vendas, eletrificação, preços, crédito e comportamento do consumidor.
- O destaque do momento é: Audi vai matar 5-cilindros do RS3 e culpa é dos elétricos
O que muda para o consumidor
Movimentos do setor podem afetar disponibilidade de modelos, preço, financiamento, manutenção, desvalorização e escolha de compra. A leitura prática é entender quem ganha espaço e quais tendências chegam ao showroom.
Impacto no mercado
O movimento ajuda a revelar como montadoras, importadores, concessionárias e consumidores estão reagindo a tecnologia, câmbio, demanda e competição.
O que aconteceu
Alemã confirma que motor 2.5 TFSI não será atualizado para o Euro 7 para focar investimentos no desenvolvimento de elétricos
A última década não tem sido nada fácil para as marcas europeias. Ainda se recuperando do baque pós-dieselgate, muitas montadoras resolveram apostar todas as suas fichas em modelos elétricos, corroborados por uma expectativa de mudanças na legislação até 2030. O mercado, no entanto, não reagiu com a mesma pressa, o que lhes deu fôlego extra. Mas esse tempo está perto de acabar.
Recentemente, a Mercedes-Benz se despediu do motor V12, e agora sua conterrânea Audi se prepara para também dar adeus a um conjunto mecânico igualmente icônico. Hoje presente majoritariamente no RS3, o motor de cinco cilindros do esportivo deixará de ser feito para o mercado local em 2027. Vale dizer que o modelo segue em produção para mercados menos restritivos.
Em declaração ao Motor1, a porta-voz da linha A3, Julia Winkler, confirmou que o RS3 não vai desaparecer por completo. Embora a marca tenha de encerrar a vida do 2.5 TFSI na Europa por causa das futuras normas de emissões Euro 7, a Audi manterá o esportivo à venda em mercados fora da Europa além de meados do ano que vem.
Ainda segundo Winkler, embora fosse tecnicamente possível mantê-lo, a Audi não vai atualizar o motor para atender à legislação mais rígida porque o retorno sobre o investimento não justificaria o esforço. O RS3, nas carrocerias hatch e sedã, é o último modelo a usar esse motor depois que RS Q3 e o TT RS saíram de linha.
É triste ver esse capítulo se encerrar, mas é o caminho inevitável diante das regras cada vez mais rígidas na Europa. Outra baixa recente no segmento premium que vem à mente é o V8 da BMW - o biturbo 4,4 litros precisou ser "amansado" no M5 e no XM para se adequar à Euro 7 através da eletrificação.
Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.
Motor1 Brasil - Oficial