Fórmula 1

Ben Sulayem defende F1 mais leve com motores V8

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, continua defendendo uma mudança de direção para a Fórmula 1 no futuro. O dirigente quer o retorno de carros mais leves, barulhentos e ba…

Ben Sulayem defende F1 mais leve com motores V8

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: Ben Sulayem defende F1 mais leve com motores V8

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, continua defendendo uma mudança de direção para a Fórmula 1 no futuro. O dirigente quer o retorno de carros mais leves, barulhentos e baratos, equipados com motores V8 aspirados e combustíveis sustentáveis.

Embora as fabricantes da categoria já tenham chegado a um acordo sobre ajustes nas regras de motores para 2027 e 2028, Ben Sulayem revelou que já pensa no próximo ciclo de regulamentos. Segundo ele, os atuais carros da F1 ficaram complexos demais, caros demais e pesados demais.

Ben Sulayem critica peso e complexidade dos carros atuais

Em entrevista ao Canal Plus, o presidente da FIA afirmou que a evolução tecnológica trouxe desafios para a categoria, principalmente pelo aumento da complexidade dos sistemas e dos custos de desenvolvimento.

“O que há de pior nos carros agora?”, questionou Ben Sulayem.

“A complexidade dos sistemas, a enorme quantidade de dinheiro gasto no desenvolvimento, os custos e também o carro grande.”

Além disso, o dirigente relacionou o peso elevado dos carros atuais com questões de segurança. Para ele, a Fórmula 1 precisa encontrar uma forma de reduzir a massa dos monopostos sem comprometer a proteção dos pilotos.

“Um carro grande e pesado significa o quê? Significa que ele é inseguro.”

Segundo Ben Sulayem, a FIA aumentou o peso dos carros nos últimos anos por motivos de segurança, porém agora pretende reverter essa tendência. Dessa forma, o objetivo é criar uma geração mais leve e próxima da filosofia tradicional da categoria.

“Agora eu gostaria de ver um carro, um carro totalmente finalizado, pesando menos de 650 quilos. Meu objetivo é 630.”

Retorno dos motores V8 poderia reduzir custos

Para alcançar essa meta, Ben Sulayem acredita que a volta dos motores V8 aspirados seria uma alternativa. O presidente da FIA avalia que uma unidade de potência mais simples, combinada com combustível sustentável e um sistema híbrido menor, poderia equilibrar desempenho e eficiência.

“Você terá a potência de um motor de combustão interna, talvez 760 cavalos de potência, com 10% de eletrificação. Isso vai fazer barulho. Será muito mais barato.”

Além do ganho em peso e emoção para os fãs, o dirigente acredita que a mudança reduziria significativamente os gastos das fabricantes envolvidas na Fórmula 1.

“A pesquisa e desenvolvimento será muito mais barato. O próprio motor é muito mais leve, mais agradável de usar e os espectadores ouvirão o som.”

FIA quer ouvir equipes antes de qualquer mudança

Apesar da defesa pelo retorno dos V8, Ben Sulayem destacou que qualquer alteração dependerá de conversas com as equipes e fabricantes que fornecem as unidades de potência da categoria.

O presidente da FIA afirmou que a decisão precisa considerar os interesses de todos os envolvidos, especialmente em um momento de grandes investimentos tecnológicos na Fórmula 1.

“É importante consultar as equipes, especialmente aquelas que fornecem as unidades de potência.”

Ainda assim, Ben Sulayem deixou claro que aceitaria uma mudança antecipada caso exista consenso entre os envolvidos. Atualmente, uma possível nova geração de motores seria considerada para depois de 2031.

“Se eles quiserem fazer isso um ano antes (de 2031), ficaríamos muito felizes, porque seria mais fácil de fazer e mais barato.”

Para o dirigente, a prioridade é aproximar novamente a Fórmula 1 dos fãs, mantendo a sustentabilidade, mas sem perder elementos tradicionais como som, leveza e emoção.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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