Futuro i1 elétrico será hatch compacto com tração traseira e proposta mais acessível
A BMW parece disposta a provar que nem todo carro elétrico premium precisa ser um SUV caro e grande. Enquanto parte da indústria abandona os compactos para priorizar modelos maiores e mais rentáveis, a fabricante alemã prepara um novo hatch elétrico que pode se tornar a porta de entrada da futura geração Neue Klasse.
Previsto para estrear em 2028, o futuro BMW i1 deverá assumir o posto de modelo elétrico mais acessível da marca, apostando em uma fórmula pouco comum no segmento: hatch compacto, posição de dirigir baixa e tração traseira. O objetivo é ampliar o alcance da ofensiva elétrica da BMW sem abrir mão do DNA tradicional da marca.
Segundo informações da revista britânica Autocar, a próxima geração do Série 1 seguirá um caminho incomum. Em vez de apenas eletrificar o modelo atual, a BMW terá dois carros visualmente semelhantes, mas mecanicamente distintos: um seguirá com motores a combustão e híbridos, enquanto o outro será um elétrico puro construído sobre a plataforma dedicada Neue Klasse Gen6.
A estratégia ajuda a explicar por que a BMW ainda vê espaço para um hatch compacto em um mercado dominado por SUVs. O Série 1 segue relevante em países europeus como Itália e França e vendeu perto de 200 mil unidades globalmente no último ano, sendo considerado pela marca uma peça importante para atrair consumidores mais jovens.
Mas o novo i1 não deve repetir a receita do antigo BMW i3, aquele hatch alto e de visual quase futurista lançado em 2013. A nova aposta terá proporções tradicionais, mais baixa e próxima de um hatch esportivo convencional, preservando a dinâmica de condução característica da BMW. A decisão também diferencia o modelo de rivais previstos da Mercedes-Benz e Audi, que devem adotar formatos mais próximos de crossovers compactos.
O i1 deverá compartilhar boa parte da arquitetura elétrica do futuro i3, mas com especificações ajustadas para reduzir custos. A expectativa é de versões com motor elétrico único traseiro, entregando até 322 cv nas configurações mais potentes convencionais. Mais adiante, uma versão esportiva assinada pela divisão M pode surgir com cerca de 463 cv e tração integral por dois motores.
Para manter o preço mais próximo do atual Série 1, a BMW também deve recorrer a baterias menores do que o enorme pacote de 108 kWh previsto para o novo i3. Isso naturalmente deve limitar a autonomia, mas reforça a proposta do modelo: ser um elétrico premium mais acessível e voltado ao uso cotidiano, não necessariamente um campeão de alcance.
Se a estratégia funcionar, o i1 poderá se tornar um dos modelos mais importantes da Neue Klasse. Indo além de novo hatch elétrico, ele representa uma tentativa da BMW de tornar sua próxima geração de EVs menos elitizada e mais próxima de um público amplo, algo que poucas marcas premium parecem dispostas a fazer hoje. Será que vai dar certo?
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