Dados de Fenabrave e ABVE detalham avanço de BEVs e PHEVs e destacam menor relevância dos MHEVs
Após o recorde de 2025, as vendas de veículos eletrificados seguem em forte expansão no Brasil em 2026. De acordo com a Fenabrave, foram emplacadas 39.621 unidades em março, considerando apenas automóveis, resultado que confirma a aceleração da transição energética no país.
Do total registrado no mês, 13.991 unidades correspondem a veículos 100% elétricos (BEVs), enquanto 25.630 são híbridos. A entidade agrupa nessa última categoria os modelos HEV, PHEV e MHEV, sem distinção entre os diferentes níveis de eletrificação.
No acumulado do primeiro trimestre, o avanço é ainda mais expressivo. Os eletrificados somaram 94.700 unidades, crescimento de 89,23% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, os híbridos responderam por 63.865 emplacamentos, enquanto os elétricos alcançaram 30.835 unidades.
Para uma análise mais detalhada e uma melhor divisão entre os tipos de propulsão, os dados da ABVE permitem identificar a composição tecnológica do mercado. Em março de 2026, foram emplacados 35.356 veículos leves eletrificados, distribuídos da seguinte forma:
• BEV (100% elétricos): 14.073 unidades (39,8%)
• PHEV (híbridos plug-in): 12.367 unidades (35,0%)
Os modelos plug-in, que incluem BEVs e PHEVs, responderam por cerca de 75% das vendas do mês, deixando claro o avanço das tecnologias com recarga externa no mercado brasileiro.
Já os micro-híbridos (MHEV), que não são considerados eletrificados pela ABVE, totalizaram 4.600 unidades em março. Embora contribuam para a eficiência energética, possuem menor grau de eletrificação e impacto tecnológico inferior em relação aos demais.
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Os números da Fenabrave e da ABVE apresentam pequenas diferenças devido a critérios distintos de classificação. Enquanto a Fenabrave inclui os micro-híbridos (MHEV) no total de eletrificados, a ABVE considera apenas BEV, PHEV e HEV, excluindo os modelos de hibridização leve. Essa distinção explica a diferença entre os totais divulgados pelas duas entidades.
Ainda assim, ambas as bases convergem ao apontar uma expansão acelerada da eletromobilidade no país, impulsionada pela ampliação da oferta, pela maior competitividade dos modelos e pelo avanço das marcas chinesas no mercado brasileiro. E a tendência é de crescimento contínuo dos eletrificados em 2026 com a chegada de novas marcas, modelos inéditos e anúncios de expansão.
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