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CEO da MotoGP acredita em fim da 'novela' do acordo comercial: "As fábricas já têm as motos e pilotos de 2027"

Um dos entraves nas negociações está na distribuição da receita da MotoGP entre as equipes

CEO da MotoGP acredita em fim da 'novela' do acordo comercial: "As fábricas já têm as motos e pilotos de 2027"

Um dos entraves nas negociações está na distribuição da receita da MotoGP entre as equipes

Em um evento realizado na Catalunha nesta semana, o CEO da MotoGP Sports Entertainment Group (ex-Dorna Sports), Carmelo Ezpeleta, expressou confiança de que as negociações do novo acordo comercial da categoria, que se arrastam desde o ano passado, devem chegar ao fim logo, apontando o fato de que as montadoras já estão com seus planos para 2027 bem consolidados.

O acordo comercial da MotoGP segue uma linha similar ao Pacto de Concórdia da F1 que, entre outras coisas, rege a governança da categoria por um período de cinco anos, além de dividir a receita comercial da categoria entre as equipes.

O novo acordo comercial da categoria entra em vigor a partir de 01 de janeiro de 2027 e, mesmo a oito meses do início de sua vigência, as partes ainda não chegaram a um meio termo satisfatório, mesmo com um ano de negociações em andamento.

O grande entrave nas negociações está na entrada da Liberty Media na categoria. Montadoras e equipes pedem que a divisão das receitas siga a mesma lógica da F1, com um percentual flexível de acordo com os rendimentos da categoria no ano anterior, enquanto a MotoGP SEG estaria oferecendo um valor fixo.

Durante um evento na Catalunha que abre as atividades da etapa de Barcelona, marcada para 17 de maio, Ezpeleta, que foi o primeiro diretor do Circuito de Barcelona, quis destacar o forte vínculo entre a Dorna e a região. 

“Quando assumimos o Mundial, em  1992, todos os funcionários da Dorna eram catalães, e muitos continuam lá. Sempre contamos com o apoio do circuito”, acrescentou. “Sempre disse que na Fórmula 1 se fala inglês e no MotoGP, catalão”, expôs Ezpeleta antes de definir Barcelona como “o berço” do motociclismo.

Foto de família da apresentação do GP da Catalunha no Hospital de Sant Pau


Como todos os anos, após a apresentação, Ezpeleta atendeu a um pequeno grupo de jornalistas para falar sobre o momento atual da MotoGP, admitindo que houve muitas mudanças desde o ano passado.

“Sim, mudou muito”, admitiu o executivo. “Desde o ano passado até agora, mudou o fato de que o acordo com a Liberty Media já foi definitivamente aprovado e, na verdade, as coisas mudaram muito para nós. De fora, isso será percebido aos poucos, mas a empresa está se transformando e as perspectivas são muito boas”, observou.

“Existe um interesse enorme pela MotoGP, sobretudo por parte de muitos investidores e pessoas que querem fazer parte das equipes. E também pelos 22 GPs que temos; se pudéssemos fazer 27, teríamos cidades interessadas em sediá-los. A mudança, como deve ser, tem corrido muito bem e estamos muito empenhados em fazer as coisas cada vez melhores".

"Não gosto de pessoas que não discutem os contratos"

“Também no que diz respeito ao acordo com as fabricantes, a proposta para o futuro é diferente do que havia até agora, e todas essas mudanças exigem tempo de negociação. Não gosto de pessoas que não discutem os contratos, porque se não discutem é porque não têm intenção de cumpri-los. E nós discutimos os contratos para cumpri-los, mas chegaremos a um acordo, com certeza".

Apesar de haver indícios muito claros de que a categoria estabeleceu o GP da França como prazo final para começar a assinar acordos com as equipes e as fabricantes, Ezpeleta não quis entrar no assunto.

“Não há prazos. No próximo ano, em março, começará o campeonato; todas as fabricantes já criaram as motos e todos já contrataram os pilotos”, deixando claro que vê nisso um blefe das marcas. “É preciso dar tempo para que as coisas se consolidem; o assunto está avançabdo. Estamos contentes; as fabricantes e as equipes são peças importantíssimas do campeonato e tudo o que fizermos será para melhor".

O presidente do RACC, Josep Mateu, Carmelo Ezpeleta, CEO da MGPEG, e Pol Espargaró, piloto da base do Circuito da Catalunha

Aproveitando que Ezpeleta situou o início do Mundial de 2027 em março, o Motorsport.com perguntou se já se sabia onde o campeonato começaria no ano que vem e se continuaria sendo na Tailândia. “Não, por enquanto não se sabe. Poderemos dizer quando estiver confirmado, ainda não”, disse ele com um sorriso.

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