Resumo PreçoCarroBR
- O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
- A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
- O destaque do momento é: Dossiê Stellantis: o futuro de Fiat, Jeep, Peugeot e Ram até 2030
O que muda para o consumidor
A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.
Impacto no mercado
Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.
O que aconteceu
Do novo Argo aos esportivos de Dodge e Alfa Romeo: te contamos tudo o que esperar de cada marca do grupo até o fim da década
Disputando o posto de grupo com mais marcas ativas no mundo, a Stellantis planeja uma grande reformulação em boa parte de sua linha de produtos, focando principalmente nas marcas mais importantes - e lucrativas - como Fiat, Jeep e Peugeot. Mas não serão só elas que contarão com novidades.
A ideia é que marcas como Maserati, Abarth e Chrysler atuem de maneira mais regional, com modelos desenvolvidos a partir do que as principais estão lançando. Ao todo, são esperadas 60 novidades absolutas e 50 atualizações de modelos existentes com previsão de lançamento entre 2026 e 2030, abrangendo cada marca do grupo. Abaixo, reunimos e resumimos todos os carros já anunciados de maneira alfabética
Conhecida por aqui pela versão esportiva do Stilo nos anos 2000 e como "grife" para os Pulse e Fastback com motor 1.3 T270, a Abarth não foi citada durante o documento de apresentação. Hoje, além dos SUVs vendidos aqui, ela foca principalmente na linha 500 e 600, sempre elétricos.
Há algum tempo, Gaetano Thorel, chefe da divisão europeia da marca, ao ser questionado sobre um eventual retorno aos carros a combustão, nos disse: "Vamos transformar a Abarth em algo muito maior". Esta continua sendo a informação oficial mais recente por parte do grupo e não sabemos, portanto, se haverá um retorno - mesmo que apenas parcial - aos motores a gasolina ou não.
Apesar de a Alfa Romeo não viver sua melhor fase no momento - na verdade, há alguns anos -, o grupo Stellantis não desistiu de sua marca de modelos premium com alma mais esportiva. Mas há algumas questões: os antigos Stelvio e Giulia, lançados há cerca de dez anos, não têm previsão de ganhar sucessores.
O que sabemos, no entanto, é que a italiana está focando suas atenções em plataformas flexíveis para introduzir soluções multienergia de forma progressiva. Será a partir delas que a marca terá dois novos modelos até 2030. Serão eles: um clássico - herdeiro do 147 e Giulietta - e um com carroceria SUV. Ambos serão baseados na plataforma STLA One. Chegará também um novo esportivo especial, herdeiro do novo 33 Stradale.
Outra marca esquecida dentro da ampla gama de produtos do grupo, a Chrysler é uma das mais históricas e antigas montadoras dos EUA, mas atualmente só conta com a minivan Pacifica, lançada em 2016.
Diferente de Alfa Romeo e Abarth, no entanto, ela ganhará novos produtos até 2030, caso do Airflow, um SUV médio, e dos Chrysler Arrow / Arrow Cross, que serão - veja só - derivados dos novos Fastback e Pulse europeus, chamados no Velho Continente de Grizzly.
Em baixa na América do Sul, a francesa Citroën terá muitas novidades até 2030, mas a maioria delas focada no mercado europeu. O único já confirmado é o retorno do 2CV, clássico modelo de entrada que é tão importante para a marca quanto o Fusca é para a Volkswagen.
Ele será um elétrico pequeno construído na Europa - especificamente na Itália, em Pomigliano d'Arco - com preço de partida em torno de 15.000 euros. Haverá também o novo Ami - o primeiro à esquerda -, enquanto para o resto a gama se ampliará com novos SUVs. Dois desses novos utilitários esportivos serão baseados na plataforma Smart Car do C3 e do C3 Aircross.
Agora considerada uma marca regional e com apelo ainda mais emocional, a Dodge terá seis novos produtos. Entre eles, há um sucessor do Hornet - um SUV médio derivado do Alfa Romeo Tonale que nunca emplacou -, um novo modelo de sete lugares para suceder o Durango e, talvez o mais importante: um novo esportivo, baseado no Charger, que herdará o posto do Viper.
Lembra dos DS? Nascidos como modelos de luxo da Citroën e promovido a marca em meados da década passada, o futuro da francesa é nebuloso. Não foram citados novos modelos, plataformas e nem motorizações até 2030, mas sabe-se que ela voltará a responder diretamente à sua marca-mãe.
Marca fundamental dentro do ecossistema do grupo tanto na Europa quanto no Brasil, a Fiat é naturalmente a fabricante que teve mais anúncios revelados. Para o nosso mercado, sabemos que a italiana terá a nova geração do Argo - agora baseada no Grande Panda -, além de três novos SUVs. Todos eles serão baseados na Smart Car/CMP, que já está por aqui nos Citroën, Peugeot e, muito em breve, também no Jeep Avenger.
O primeiro a chegar é o Argo, que fará parte da celebração dos 50 anos de atuação da empresa por aqui. Já os SUVs chegarão até 2030, tendo ainda a companhia das novas gerações de Toro e Strada. Vale lembrar que, no ano passado, a Fiat anunciou que terá um lançamento por ano até o fim da década na região.
Para a Europa, os próximos meses serão reservados para a família Grizzly, os derivados SUV e SUV cupê da família Panda, e que originarão os Fastback e Pulse de nova geração por aqui. Para o médio prazo, há um novo subcompacto rival do BYD Dolphin Mini, fruto da família E-Car - e que pode gerar o novo Mobi.
Haverá também o Quattrolino, um simpático monovolume pouco maior que o Topolino, um microcarro feito para as ruas apertadas das cidades locais. O 500 até aparece no release, mas não há mais informações do que esperar para os próximos anos.
Outra marca importantíssima para o grupo, a Jeep terá papel vital em manter o share de vendas da Stellantis tanto por aqui como em outras regiões. Ela terá alcance global, sendo uma das únicas a atuarem na América do Norte, América do Sul e também no Velho Continente.
Para o Brasil, nos próximos meses haverá a chegada do Avenger, novo SUV de entrada da marca. Ele é mais Peugeot e Fiat do que Jeep, mas isso dará a oportunidade para que ele concorra em faixas de preço até então não disputadas pela norte-americana. Até o fim da década, chegam as novas gerações de Renegade, Compass e Commander.
Nos EUA, chega em breve o Recon, um SUV com jeito de Wrangler, mas eletrificado. Por falar em Wrangler, a marca investirá mais em derivados, principalmente em uma picape. Quanto ao resto, não conhecemos outras novidades da Jeep a caminho até 2030.
Destino semelhante ao da DS: a Lancia, de fato, será controlada diretamente pela Fiat e por enquanto não temos notícias sobre novidades após o novo Gamma.
A Maserati talvez mereça uma consideração à parte: será uma marca regional, mas com aspirações em numerosos mercados. Para voltar a crescer, apresentará dois novos modelos do segmento E. A fabricante apostará em um sedã e um SUV, provavelmente herdeiros do Quattroporte e Levante.
Ex-parceira da General Motors e principal responsável pelos maiores sucessos da Chevrolet por aqui, a Opel manterá o papel que ocupa desde meados da década passada: uma marca de produtos rebatizados.
Os seus próximos produtos serão versões locais dos Leapmotor, mas não se sabe quão diferentes eles serão no visual. Além dos derivados da fabricante chinesa, haverá ainda quatro novidades, incluindo um novo Corsa. O compacto chegará entre 2027 e 2028 e utilizará a plataforma STLA One.
A Peugeot tem 7 novidades no gatilho. Começamos com o topo de gama, uma perua esportiva - aos moldes do Porsche Panamera Sport Turismo - desenvolvida sobre uma plataforma de origem Dongfeng. Depois, um SUV médio baseado na plataforma STLA One e oferecido com diferentes motorizações, para atuar ao lado do 3008.
O segmento de médios, hoje composto por 308 e 408, também será coberto com dois novos modelos que não são SUVs. Enquanto isso, para os carros pequenos, haverá duas novidades completamente elétricas, muito provavelmente as novas gerações de Peugeot 208 e 2008.
O que realmente pega é seu futuro na América do Sul. Em baixa nas vendas em mercados como Argentina e Brasil, não houve menções sobre novidades para cá, e isso deixa em aberto se há espaço para ela - e para a Citroen - por aqui.
Fechando os anúncios, a Ram terá grandes novidades nos próximos anos, a maioria focada nas Américas do Norte e do Sul. Em sua terra natal, a marca finalmente terá uma rival para a Ford Maverick: a nova geração da Rampage.
Também confirmada para cá, ela fará dupla com a Dakota, pensada exclusivamente para EUA, México e Canadá. Diferente da nossa picape média atual, que usa como base a Fiat Titano/Changan Hunter, a vendida para os norte-americanos será derivada da Jeep Gladiator, com motores bem maiores do que o 2.2 turbodiesel utilizado por aqui. Por fim, a marca ganhará, em algum momento ainda nesta década, seu primeiro SUV de três fileiras.
Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.
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