Fórmula 1

F1: A tática secreta de Hamilton no Canadá que fez Leclerc ter seu pior fim de semana

Heptacampeão venceu companheiro de Ferrari nas duas sessões de classificação em Montreal com abordagem de 'menos simulador, mais pista'

F1: A tática secreta de Hamilton no Canadá que fez Leclerc ter seu pior fim de semana

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: F1: A tática secreta de Hamilton no Canadá que fez Leclerc ter seu pior fim de semana

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

Heptacampeão venceu companheiro de Ferrari nas duas sessões de classificação em Montreal com abordagem de 'menos simulador, mais pista'

O jogo parece ter virado para Lewis Hamilton na Ferrari, ao menos nos primeiros momentos do GP do Canadá de Fórmula 1, em que ele superou Charles Leclerc nas duas sessões de classificação. E isso não aconteceu do nada, pois o heptacampeão adotou, para Montreal, uma abordagem 'sim-less', em que utiliza menos o simulador.

Ele superou o monegasco por 0s084 no grid da corrida sprint e 0s108 na principal, além de ter sido mais rápido em todos os seis segmentos das qualificações (SQ1, Q1 e assim em diante). Antes do fim de semana, o placar histórico na Scuderia era de 27 a 9 para Leclerc – e das nove vezes em que Hamilton venceu, quatro foram na China, uma de suas especialidades.

Concidentemente ou não, Xangai é a outra etapa de 2026 em que o britânico não usou o simulador de Maranello na preparação.

"Fizemos algumas boas mudanças na classificação", comentou o britânico após garantir o quinto lugar no grid, sem estar totalmente satisfeito. "Eu esperava um resultado melhor, mas não consegui completar minha última volta. Acho que, sinceramente, se eu tivesse conseguido, provavelmente poderia ter ficado em terceiro".

Questionado sobre em quais áreas o carro lhe dá mais confiança, Hamilton respondeu: “São os freios, a estabilidade na entrada das curvas e, com o acerto que adotei, estou muito, muito mais satisfeito em poder atacá-las". Curiosamente, Leclerc teve experiência contrária com esse equipamento.

Heptacampeão larga da quinta colocação no GP do Canadá de Fórmula 1, enquanto monegasco será o oitavo.

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

Na última quinta-feira (21), o veterano explicou sua decisão de não usar o simulador, uma ferramenta que “mal utilizou” na Mercedes e que, segundo ele, apesar de ser "um recurso poderoso", raramente emula o mesmo acerto que adota em pista.

“(O simulador da Ferrari) é um espaço incrível para trabalhar. É o melhor que já vi e o melhor grupo de pessoas que já conheci", reiterou Hamilton. "Acho que, desde que cheguei lá, contribuí bastante para evoluir e eles têm sido muito receptivos, fazendo muitas mudanças, e nós só temos melhorado".

O heptacampeão revelou que usou muito o recurso na McLaren, mas demorou um pouco para engatar na Mercedes. "Eles estavam bem atrasados ​​com o simulador na época. Não o usei em todos os campeonatos que ganhamos, mal o usei, muito raramente", contou.

"Acho que, em todos esses 20 anos usando o simulador, houve apenas uma vez em que a configuração que eu tinha era exatamente a mesma que usei na qualificação e na pole position, e isso foi em Singapura 2012, talvez, algo assim. Então, em todas as outras vezes, não foi perfeito, mas como eu disse, é uma ferramenta poderosa", adicionou.

Hamilton demorou a utilizar o simulador com frequência na época da Mercedes, mas dados virtuais raramente se repetiam em pista.

Foto de: Andrew Ferraro / Motorsport Images

Desde que chegou na Ferrari, em que passa por altos e baixos, Hamilton utiliza o simulador "toda semana", o que às vezes o confunde nos fins de semana de corrida. "Na maioria das vezes, sinto que você faz todo o trabalho lá, encontra uma configuração com a qual se sente confortável, chega na pista e tudo é o oposto".

"Então, você acaba desfazendo o que aprendeu, precisa mudar e ajustar algumas das suas abordagens às curvas, a configuração que você achava boa no simulador não é a mesma na pista. Às vezes é, então é meio que uma questão de sorte", explicou o heptacampeão.

Por conta disso, Hamilton decidiu "se concentrar mais nos dados" em Montreal. Segundo ele, estudou profundamente o equilíbrio nas curvas, mecânico, dos freios e sua otimização. O resultado foi encontrar dados eficiente e opiniões em harmonia com as de seus engenheiros.

Para Hamilton, o simulador é mais eficiente quando se trata de análise de distribuição da potência.

Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

O britânico deixou claro, porém, que isso não significa que descartará o simulador. "É algo que, com certeza, continuaremos a utilizar, principalmente na distribuição de potência", reiterou.

A previsão do tempo indica chuva para o GP do Canadá, clima em que Hamilton é especialista. O fato curioso é que, mesmo com essa característica, nenhuma de suas sete vitórias em Montreal foram no molhado. “Espero que isso nos coloque em pé de igualdade com os pilotos da frente e talvez nos dê uma chance de brigar com a Mercedes", concluiu.

Informações adicionais de Ronald Vording

Grid de largada do GP do Canadá de Fórmula 1

Dudu BARRICHELLO analisa VERSTAPPEN no endurance, F1 pré-Canadá, BORTOLETO, HAMILTON e mais

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