Escuderia austríaca caiu para o meio do pelotão este ano, o que representa um contraste gritante em relação ao domínio das temporadas de 2022 e 2023
O CEO da McLaren, Zak Brown, considera que seria “muito estúpido” descartar a Red Bull após um início fraco na temporada 2026 de Fórmula 1, pois a hierarquia competitiva acabará se equilibrando. Além disso, ele também considera que a Audi, de Gabriel Bortoleto, faz um "ótimo trabalho" até o momento.
A equipe austríaca caiu para o meio do pelotão este ano, ocupando a sexta posição após três etapas com apenas 16 pontos, o que deixou Max Verstappen, que ainda não subiu ao pódio, extremamente frustrado.
Isso ocorre no início de um novo ciclo de regulamentos que, em parte, abalou a hierarquia e fez com que a diferença entre os primeiros e os últimos aumentasse. O grid da F1 estava separado por 1s235 no Q1 do GP da Austrália de 2025, em comparação com 3s737 em 2026.
Assim, como acontece em qualquer era de regulamentos, as equipes devem se aproximar com o tempo, à medida que compreendem melhor os novos carros e desenvolvem atualizações — a McLaren é um ótimo exemplo disso.
A equipe enfrentou dificuldades no início da era do efeito solo, em 2022, antes de evoluir e conquistar os títulos de construtores em 2024 e 2025 e o de pilotos em 2025; é por isso que Brown ainda não descarta as outras equipes, especialmente porque muitas trarão atualizações para o GP de Miami deste fim de semana.
“Seria muito estúpido descartar a Red Bull; também acho que a Audi fez um ótimo trabalho”, disse o CEO da McLaren, cuja equipe está em terceiro lugar na classificação, 30 pontos à frente da Red Bull e 44 à frente da Audi, que ocupa a oitava posição.
“Então, acho que seria tolice não acreditar que as outras equipes vão subir rapidamente no grid. As coisas só vão se consolidar com o tempo, não se ampliar. Vemos como o esporte pode mudar rapidamente e como as pessoas podem se tornar competitivas em pouco tempo e, às vezes, não".
A Red Bull sofreu um grande declínio desde seu domínio na temporada 2023, quando venceu 21 dos 22 GPs da F1, quebrando recordes como o maior número de vitórias e pontos (860) em uma campanha.
Mas então a equipe foi superada em desenvolvimento por seus rivais à medida que a era do efeito solo avançava, enquanto a Red Bull também passou por uma enorme transformação de pessoal, já que muitos nomes deixaram o time taurino e foram contratados por outras equipes.
A McLaren contratou Rob Marshall e Will Courtenay, com Gianpiero Lambiase também prestes a se juntar à equipe; Jonathan Wheatley foi para a Sauber (agora Audi), enquanto Adrian Newey partiu para a Aston Martin.
Laurent Mekies também substituiu Christian Horner como chefe de equipe no meio de 2025, que foi também o último ano de Helmut Marko na organização, o que significa que foi uma enorme transformação.
Assim, ao falar sobre o que a Red Bull precisa fazer, especialmente por ser o primeiro ano em que a equipe desenvolve unidades de potência internamente, Brown disse: “Eles precisam, de certa forma, fazer uma pequena reinicialização. Perderam muitas pessoas: Christian, Wheatley, GP [Lambiase] eventualmente, Newey".
“Era bem diferente do que eu encontrei, pois a situação era outra, já que eles eram muito competitivos, mas a maior parte da equipe de pitwall da mudou. Eu admiro o Laurent, acho que ele faz um ótimo trabalho. Ele é técnico, é jovem e precisa reconstruir o time que perdeu e reconstruir a equipe".
"Não tenho dúvidas de que ele vai conseguir, e assim como a McLaren tinha um imenso talento que só precisava ser liberado, acho que provavelmente é a mesma coisa com a Red Bull".
“Eles foram muito dominantes até pouco tempo atrás, então há muito talento lá e acho que ele só precisará redirecioná-lo", concluiu.
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Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.
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