Resumo PreçoCarroBR
- A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
- Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
- O destaque do momento é: F1 - "É como deve ser": Wolff defende veredito da FIA sobre ADUO após surpresa com liderança da Red Bull
Leitura da pista
A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.
Impacto esportivo
Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.
O que aconteceu
Chefe da Mercedes reforçou que sistema se baseia apenas em dados, sem influência política
Os resultados da primeira avaliação do sistema “ADUO”, recebidos pelas equipes e fabricantes durante o fim de semana do GP de Mônaco, continuam sendo um dos principais assuntos em pauta no paddock da Fórmula 1 em Barcelona.
Contrariando o esperado, a Mercedes não foi classificada como proprietária da melhor unidade de potência. Em vez disso, o projeto de motores da Red Bull Ford ficou na liderança, o que tornou a nova montadora a única não qualificada para obter oportunidades adicionais de desenvolvimento no sistema ADUO.
O anúncio oficial da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) continua adiado, após a Red Bull ter solicitado uma nova verificação dos resultados. Esse processo consiste em uma revisão técnica dos dados e dos sensores utilizados, mas seus resultados também destacaram algumas falhas fundamentais no sistema.
A avaliação atual mede apenas o desempenho do motor de combustão interna, enquanto as atualizações permitidas pelo ADUO incluem outros componentes da unidade de potência, como a bateria e a unidade de recuperação de energia cinética, “MGU-K”.
Para a Mercedes, ter uma oportunidade adicional de desenvolvimento é naturalmente bem-vindo, embora Wolff tenha lidado com a situação com bom humor em Barcelona.
“A primeira coisa que ouvi foi uma ligação do Flavio, que me disse que o acordo era que ele havia comprado o motor mais potente, mas depois descobriu que não era. O que eu posso dizer?”, brincou. “Ter uma nova oportunidade de homologação é certamente útil, porque, se você não a aproveitar, há uma grande chance de outra equipe que possa se beneficiar dela passar à sua frente”.
Isso levanta uma questão importante sobre se o sistema ADUO realmente funciona da maneira para a qual foi projetado. Enquanto Wolff falava sobre o risco de ser ultrapassado pelos concorrentes, ele havia afirmado durante a pausa de abril que o objetivo do sistema não era permitir que fabricantes ultrapassassem uns aos outros, mas ajudar os que estavam atrasados.
Naquela época, a crença predominante dentro da equipe era de que a Mercedes teria a melhor unidade de potência, enquanto Wolff via que apenas a Honda precisava de apoio adicional. Porém, o atual discurso do chefe de equipe é que o sistema, apesar do resultado surpreendente, está cumprindo o objetivo para o qual foi criado.
“Acredito que tenha sido concebido como um mecanismo de proteção para evitar a repetição do que aconteceu em 2014, quando um dos fabricantes de motores detinha uma vantagem muito grande e se distanciava de todos em termos de desenvolvimento, quilometragem e resultados”, disse.
“Nós fomos os beneficiados naquela época, mas era exatamente isso que queríamos evitar, especialmente com a entrada de novos fabricantes como a Audi e, até certo ponto, a Honda com a Aston Martin, e a Red Bull, é claro. Esse é o objetivo do sistema, é assim que deve ser", acrescentou.
Apesar disso, ainda há dúvidas sobre a medição se limitar apenas ao motor de combustão interna, enquanto as oportunidades de desenvolvimento adicional abrangem outras partes da unidade de potência.
Porém, Wolff enfatizou que basear-se apenas nos dados continua sendo a opção mais objetiva: “Na minha opinião, se você conversar com Nicholas Tombazis [diretor de monopostos da FIA], verá que tudo depende inteiramente dos dados que foram medidos e coletados. Não há nenhum contexto político ou cortesia a ninguém, mas sim um resultado direto da análise dos dados dos sensores de torque. É assim que o processo funciona e este é o resultado".
Tombazis havia admitido em abril que a FIA está aberta a estudar critérios adicionais, mas as equipes e os próprios fabricantes concordaram no ano passado em manter o sistema o mais simples possível.
Entre os exemplos apresentados nesse contexto, está o fato de a Ferrari utilizar um turbocompressor de menor tamanho em comparação com alguns de seus concorrentes, o que lhe confere algumas vantagens em termos de design, mas também afeta a capacidade total da unidade de potência.
Permanece a questão de se tais fatores devem ser levados em consideração ao determinar a elegibilidade dos fabricantes para se beneficiarem do sistema ADUO.
No entanto, Wolff defendeu a manutenção do sistema em sua forma atual, alertando contra a tendência de cair no conceito de “Balanço de Performance” (BoP) conhecido em outros campeonatos.
“É algo de que devemos nos manter totalmente afastados na F1. Em outros campeonatos, isso se transforma em caos político e até leva alguns fabricantes a abandonarem o esporte", explicou. "Estive muito próximo desses sistemas nas competições DTM, nas corridas de GT e em Le Mans. Por isso, nunca devemos chegar a um ponto em que haja pessoas sentadas decidindo como deve ser o balanço de performance”.
E concluiu: “Se houver um mecanismo que apenas ajuste as coisas com precisão para garantir que nenhum fabricante passe por constrangimentos no que diz respeito à unidade de potência, acredito que esse seja o caminho certo”.
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