Resumo PreçoCarroBR
- A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
- Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
- O destaque do momento é: F1: Equipes exploram ausência do modo reta em Mônaco e modificam asas traseiras
Leitura da pista
A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.
Impacto esportivo
Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.
O que aconteceu
Times como Mercedes e Red Bull se aproveitaram da falta de aerodinâmica ativa nas ruas de Monte Carlo para tentar melhorar a aerodinâmica
A eliminação do modo reta no GP de Mônaco de Fórmula 1 levou a uma abordagem interessante por parte de algumas equipes, que aproveitaram a oportunidade para substituir os atuadores do aerofólio traseiro por um conjunto de pequenas aletas.
Toda a carroceria deve se encaixar nas caixas de legalidade definidas pelos regulamentos técnicos da FIA. Há uma pequena caixa retangular na parte superior da asa traseira para o compartimento do atuador da asa, anteriormente usada para o DRS e agora utilizada para a aerodinâmica ativa.
Como o modo reta não está em operação neste fim de semana, o atuador é supérfluo. No entanto, isso ofereceu a oportunidade de usar essa caixa para fins de downforce, um componente essencial para o desempenho em Mônaco.
A busca dos aerodinamicistas pela força descendente geralmente precisa ser equilibrada pela eficiência: embora um desenvolvimento possa oferecer altos níveis de carga máxima, não seria viável usá-lo caso a penalidade de arrasto fosse muito alta. Os carros de melhor desempenho são aqueles que encontram o equilíbrio mais forte entre downforce e arrasto em geral.
As baixas velocidades nas curvas em Mônaco reduzem significativamente a necessidade de eficiência, assim, as equipes podem instalar suas asas maiores e se beneficiar do aumento de aceleração sob tração. Isso pode ser descrito como “downforce sujo”, mas faz sentido seguir esse caminho no circuito de Monte Carlo, já que nenhuma das retas é longa o suficiente para criar uma penalidade de arrasto realista.
Além disso, essas aletas também podem ajudar a asa traseira a trabalhar mais, gerando um fluxo ascendente que expande o campo de baixa pressão na parte traseira do carro. Se isso estiver ligado ao difusor, gera mais sucção e, assim, puxa o fluxo de ar por baixo do carro a uma velocidade maior — aumentando, portanto, o downforce.
Tudo isso é possível porque a caixa delimitadora do compartimento do atuador se estende bem acima dos elementos da asa traseira, permitindo que as equipes usem a verticalidade para encaixar suas aletas.
A Mercedes adotou uma abordagem particularmente radical aqui, e seu arranjo de dispositivos aerodinâmicos se parece muito com uma série de aerofólios em uma trepadeira. O pilar montado na asa principal abriga um trio de aletas em cascata, com outra aleta montada no topo.
Há mais dois conjuntos de duas aletas atrás disso, com o conjunto final montado na aba superior da asa traseira. Cada uma das aletas finais em cada “cascata” possui uma aba Gurney para aumentar ainda mais sua potência.
A Red Bull, por sua vez, parece ter modificado o compartimento do atuador padrão para acomodar duas aletas, envoltas por placas laterais.
A Audi possui dois elementos em cascata posicionados no plano superior da asa traseira, fixados a um pilar montado na asa principal. Isso se encaixa como uma aba extra, muito semelhante ao design padrão da asa traseira da Ferrari, e essa é uma abordagem que a Cadillac também adotou para esta etapa. Para acomodar isso, a equipe americana removeu totalmente a seção do atuador.
A Racing Bulls também modificou o compartimento padrão do atuador para formar uma única aba, a fim de aumentar o comprimento da corda de trabalho da parte central da asa traseira, também com uma aba de Gurney na borda traseira.
Pilotos CHORÕES, o golpe em Russell, GALVÃO, Bortoleto, NASCAR Brasil e + | Cacá Bueno e Caio Collet
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