Resumo PreçoCarroBR
- A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
- Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
- O destaque do momento é: F1: FIA e Liberty pressionam por acordo sobre unidade de potência de 2027 antes do GP da Espanha
Leitura da pista
A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.
Impacto esportivo
Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.
O que aconteceu
Federação não viu com bons olhos mudança de opinião da Audi e da Ferrari e espera que solução seja rapidamente encontrada
O prazo para aprovação definitiva do regulamento de unidades de potência da Fórmula 1 de 2027 está se aproximando. A FIA e a Liberty Media estão exercendo forte pressão para que os fabricantes cheguem a um acordo capaz de satisfazer todas as partes envolvidas, esperando que tudo se resolva no próximo fim de semana, no GP da Espanha.
A FIA espera ajustar as regras das unidades de potência para 2027, afastando-se da divisão quase 50/50 entre potência elétrica e combustão, prevista atualmente. No entanto, a entidade não viu com bons olhos uma mudança repentina de posição da Ferrari e da Audi.
As duas fabricantes mudaram seu discurso apenas alguns dias após uma reunião realizada antes do GP do Canadá, na qual todos os fabricantes pareciam convergir para a necessidade de intervir nas futuras unidades de potência.
Nessa reunião, a FIA apresentou uma proposta específica: um aumento de 14% no fluxo de combustível, elevando a potência do motor de combustão interna em 50 kW e, ao mesmo tempo, reduzindo a parcela elétrica em 50 kW. Com uma proporção de 450 kW provenientes do motor a combustão e 300 kW do MGU-K, seria possível eliminar problemas críticos como o superclipping e a gestão excessiva da bateria durante uma volta de classificação, segundo a Federação.
Mohammed ben Sulayem, presidente FIA e Stefano Domenicali, CEO di F1 Group
Foto di: James Sutton / LAT Images via Getty Images
Quando o paddock chegou a Montreal, a posição da Audi e da Ferrari já não era a mesma que havia surgido apenas uma semana antes: as duas montadoras destacaram que uma modificação dessa magnitude exigiria intervenções significativas nas unidades de potência, com implicações inevitáveis em termos de confiabilidade, além de custos e gestão do trabalho interno.
Na base da mudança de rumo estaria, sobretudo, o receio de perder os benefícios garantidos pelo ADUO. Nos dias seguintes ao GP do Canadá e anteriores ao fim de semana de Monte Carlo, ganhou força uma solução alternativa que, pelo menos no papel, permitiria atingir a proporção de 60/40 entre potência endotérmica e elétrica sem exigir alterações substanciais nas unidades de potência já em fase avançada de desenvolvimento.
Enquanto isso, a Comissão de Fórmula 1 já aprovou uma redução da carga aerodinâmica nos carros de 2027. Fala-se de um corte entre 40 e 50 pontos, com o objetivo de reduzir o arrasto e diminuir as velocidades nas curvas, favorecendo as fases de recuperação de energia. Combinando essa medida com um aumento do fluxo de combustível limitado a 5%, acredita-se que seja possível reduzir significativamente o fenômeno do lift and coast, sem intervir fortemente na arquitetura das unidades de potência.
O prazo para chegar a um acordo, no entanto, já está reduzido ao mínimo. Seja qual for a direção escolhida, ela deverá ser definida rapidamente. A FIA e a Liberty Media esperam chegar a uma posição comum ainda até o final deste fim de semana, para que possam levar o pacote definitivo para aprovação durante o GP da Espanha.
Pilotos CHORÕES, o golpe em Russell, GALVÃO, Bortoleto, NASCAR Brasil e + | Cacá Bueno e Caio Collet
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