Alemão e espanhol voltaram a disputar em Ímola em 2006 — mas o caçador havia se tornado a presa
Em 23 de abril de 2006, Michael Schumacher conseguiu segurar Fernando Alonso e conquistar a vitória no GP de San Marino, repetindo o que havia acontecido na corrida do ano anterior da Fórmula 1 em Ímola.
Em 2005, Alonso venceu por 0,215s sobre um Schumacher em recuperação, que largou da 13ª posição no grid. O espanhol resistiu à intensa pressão da Ferrari nas últimas 12 voltas.
Desta vez, Schumacher largou na pole – batendo o recorde histórico de Ayrton Senna – com Alonso na quinta posição. O piloto da Renault ultrapassou Rubens Barrichello pela parte externa de Tamburello na largada, depois superou facilmente Felipe Massa, da Ferrari, e Jenson Button, da Honda, na primeira rodada de pit stops, aproveitando ao máximo uma carga maior de combustível para sua primeira etapa.
Quando voltou dos boxes na volta 26, Alonso estava 11 segundos atrás de Schumacher. O espanhol levou apenas oito voltas para alcançar o heptacampeão.
Mas o piloto alemão simplesmente não cometeu nenhum erro nas 28 voltas restantes, e Alonso não encontrou uma maneira de ultrapassá-lo na pista. A segunda parada de Schumacher foi meio segundo mais lenta, mas sua volta foi significativamente mais rápida, permitindo que mantivesse a vantagem.
Michael Schumacher, Ferrari 248 F1, Fernando Alonso, Renault R26
Foto: Rainer Schlegelmilch / Getty Images
“Acho que o Renault era o carro mais rápido, mas, na verdade, essa impressão provavelmente foi exagerada pelo fato de Schumacher ter tido uma parte intermediária da corrida tão ruim”, ponderou Pat Symonds, diretor executivo de engenharia da Renault, após a corrida.
“Com Fernando preso atrás dele, ficamos com muito poucas opções para tentar capitalizar nossa vantagem de desempenho, pois acreditamos que nossa volta planejada para a segunda parada estava, ao contrário do que os números na televisão pareciam indicar, muito próxima da dele", continuou.
“Entramos mais cedo porque era improvável que correr por mais tempo valesse a pena para nós, já que os pneus da Ferrari pareciam muito rápidos no início de uma etapa. Então, tentamos dar a Fernando uma volta com pista livre para vencer Michael nos boxes, e isso não funcionou muito bem, mas, como diz o ditado, ‘quem não arrisca, não petisca’. E, neste caso, também não perdemos nada", concluiu Symonds.
Um erro de Alonso na chicane Villeneuve na volta 59 acabou por encerrar o duelo de tirar o fôlego.
“O momento-chave foi manter a liderança após a segunda parada nos boxes”, comentou Schumacher. “Como vimos no ano passado, ultrapassar nesta pista é quase impossível, a menos que o piloto à frente cometa um erro. Com todos os meus anos de experiência, sabia que o que queria fazer era manter Alonso atrás de mim, mas no meu ritmo, sem forçar ao máximo, e foi o que fiz".
Michael Schumacher, Ferrari, Fernando Alonso, Renault
Foto: Vladimir Rys / Bongarts / Getty Images
“Em um circuito normal poderíamos ter vencido, mas é Ímola, ultrapassar é quase impossível”, acrescentou Alonso. “Eu percebia que estava muito mais rápido que Michael na segunda parte da corrida e estava apenas tentando pressioná-lo, na esperança de que ele cometesse um erro. Não planejávamos fazer nossa segunda parada naquele momento. Entramos nos boxes mais cedo para tentar ultrapassá-lo, mas não deu muito certo. Então, me mantive próximo e, nas últimas cinco voltas, acelerei ao máximo e tentei ultrapassar, mas a Ferrari estava muito mais rápida novamente no final, e não deu certo".
“Olhando para o campeonato, porém, isso é perfeito. Meus rivais mais próximos no início do fim de semana eram Fisichella e Raikkonen, e tirei pontos de ambos", falou o bicampeão.
Embora a declaração de Alonso estivesse correta, em retrospecto não foi muito perspicaz, especialmente com a Ferrari claramente mais competitiva do que em 2005.
Foto: Paul-Henri Cahier / Getty Images
Ao entrar no fim de semana, o piloto da Renault liderava a classificação com 28 pontos, contra os 14 de seu companheiro de equipe, Giancarlo Fisichella, e do piloto da McLaren, Kimi Raikkonen, com Schumacher e Button com 11. Ele, portanto, saiu de Ímola com uma vantagem ligeiramente maior, tendo somado 36 pontos contra os 21 de Schumacher.
Mas o alemão provaria ser seu verdadeiro rival pelo título, vencendo mais corridas no restante da temporada, embora Alonso tenha acabado prevalecendo e conquistando o segundo campeonato.
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