Fórmula 1

F1: Hamilton destaca evolução da Ferrari e quer ver Scuderia bater a Mercedes 'por mérito próprio'

Heptacampeão falou sobre seu envolvimento nas melhorias do SF-26 e confirmou que mudança para os discos de freio da Carbon Industries foi realizada no Japão

F1: Hamilton destaca evolução da Ferrari e quer ver Scuderia bater a Mercedes 'por mérito próprio'

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: F1: Hamilton destaca evolução da Ferrari e quer ver Scuderia bater a Mercedes 'por mérito próprio'

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

Heptacampeão falou sobre seu envolvimento nas melhorias do SF-26 e confirmou que mudança para os discos de freio da Carbon Industries foi realizada no Japão

Os resultados obtidos nos últimos dois GPs colocaram Lewis Hamilton no segundo lugar da classificação geral da Fórmula 1. O britânico também ocupa agora o papel de principal adversário da Mercedes, uma posição que provavelmente não era tão óbvia no início da temporada, mas que, no fim das contas, não lhe desagrada.

No entanto, quando o assunto passa para a possibilidade de dar o bote e conquistar uma vitória, talvez até no curto prazo, Hamilton mantém uma postura muito cautelosa e, acima de tudo, traça uma linha bastante clara: uma vitória favorecida pelas circunstâncias pode acontecer, mas certamente esse não é o objetivo da Ferrari.

“Acredito que será difícil vencer a Mercedes. Estamos nos concentrando em nós mesmos para tentarmos melhorar e espero que seja apenas o começo. Viemos de um ano difícil, mas observamos mudanças realmente positivas e acho que estamos indo na direção certa. Ainda não acabou, temos muito trabalho pela frente e precisamos melhorar ainda mais. Espero que estejamos prontos para um cenário como esse. Mas estamos aqui para vencer, para conseguir isso graças ao nosso desempenho e por merecê-lo. É o nosso objetivo”, falou. 

“Foi uma primeira parte da temporada fantástica", continuou. "Obviamente poderia ter sido melhor, mas acredito que tenha sido uma experiência realmente positiva. A harmonia entre mim, minha equipe pessoal e a equipe geral está melhor. Levou um ano para nos conhecermos a fundo e agora estamos mais alinhados do que nunca". 

"É uma excelente base sobre a qual construir o futuro. Ainda há muito trabalho a ser feito, mas no que diz respeito à motivação da equipe, todos estão muito entusiasmados. Na fábrica, nunca vi tanto amor e paixão pela equipe como vejo hoje. Trata-se de canalizar toda essa energia e direcioná-la para o caminho certo, é o que procuro fazer”.

Sobre o avanço alcançado desde que assumiu o comando do SF-26, Hamilton não tem dúvidas de que seus feedbacks fizeram a diferença. É uma questão que passa também pelas diretrizes seguidas no desenvolvimento do carro, um aspecto que, no caso do SF-25, não o envolveu diretamente. 

“No ano passado, pilotei um carro 'herdado', sobre o qual não tinha nenhum controle. Agora, passei para um no qual tive voz ativa. É o resultado da colaboração de muitas pessoas que contribuíram para o projeto. Cada pessoa tem algo a oferecer e meu objetivo, quando cheguei, era incentivar todos a darem o máximo e a se aperfeiçoarem. Este ano cheguei com uma mentalidade melhor, uma condição e uma abordagem melhor”, continuou. 

Foto de: Sam Bloxham / LAT Images via Getty Images

Hamilton deixou Mônaco com um pódio importante e de grande peso, mas permanece o fato de que, em uma pista onde a unidade de potência tem menos impacto no desempenho, a Mercedes ainda ditou o ritmo. Segundo o heptacampeão, o cenário é "apenas uma questão de aerodinâmica". 

 “Em Miami, levamos um pacote de atualizações enquanto a Mercedes não introduziu novidades técnicas e, mesmo assim, conseguiu vencer com facilidade. Na etapa seguinte, foi a vez deles de trazer um pacote que vale quatro ou cinco décimos, mas as características do circuito não destacaram completamente o potencial. Depois chegamos a Mônaco e, quando eu estava atrás das Mercedes, pude ver o quanto elas conseguiam acelerar mais cedo e quanto downforce tinham nas curvas”, explicou. 

Por fim, Hamilton confirmou que passou a usar discos de freio Carbon Industries a partir do GP do Japão: “Eu vinha pedindo há tempos. Sempre analiso cada elemento do nosso carro e tento entender como melhorá-lo. Nesse caso, a escolha depende das preferências e das sensações do piloto".

"Nós dois testamos essa solução na pista e, no final, Charles não quis, preferindo o que já usava. Posteriormente, ele mudou de ideia, mas para mim isso não faz diferença. Não é um único fator que faz a diferença e meu objetivo é dar uma contribuição que melhore toda a equipe. Charles faz parte desse projeto”, concluiu. 

KIMI já é GRANDE? Russell em mais um FIASCO, Hamilton FREIA Leclerc, BORTOLETO e + | FELIPE MOTTA

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