Resumo PreçoCarroBR
- A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
- Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
- O destaque do momento é: F1: Mercedes irá recorrer contra reversão de punições de Gasly em Mônaco
Leitura da pista
A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.
Impacto esportivo
Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.
O que aconteceu
Equipe não está esperançosa de que obterá resultados positivos, mas não quer deixar George Russell desamparado
A McLaren e a Red Bull já estavam considerando entrar em uma batalha jurídica para reverter a decisão da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) sobre o GP de Mônaco - as punições aplicadas a Pierre Gasly foram retiradas e, assim, ele foi considerado no terceiro lugar. Agora, é a Mercedes que informa que entrará nessa disputa na Fórmula 1.
Vale lembrar que Toto Wolff já havia dito que estava entrando em contato com os advogados da Mercedes para estudar e entender o que poderia ser feito logo depois que a notícia foi dada. O chefe da equipe ficou furioso, uma vez que George Russell também foi punido pelo mesmo motivo e o cumprimento da penalidade o tirou do pódio.
No processo entre a Alpine e a FIA, os comissários reconheceram que havia, em sua opinião, um erro na medição da velocidade que contribuiu para que o francês fosse considerado em excesso de velocidade pelos instrumentos da FIA e da FOM, apesar de uma velocidade real que nunca teria ultrapassado 60 km/h.
Com base nisso, após uma longa deliberação, decidiram, portanto, anular as duas sanções, ao mesmo tempo em que esclareceram em suas conclusões que os outros pilotos que haviam sido atingidos por sanções semelhantes, caso estas também fossem ilegítimas, dificilmente poderiam esperar uma alteração nos resultados, tanto pela ausência de recurso quanto porque algumas penalidades já haviam sido cumpridas durante a corrida.
Russell foi um dos primeiros a receber uma penalidade por excesso de velocidade nos boxes — de 0,1 km/h —, pagou um preço particularmente alto, pois a Mercedes não cumpriu essa penalidade durante sua segunda passagem pelo pit lane.
George Russell foi um dos grandes prejudicados pelas penalidades por excesso de velocidade em Mônaco.
Foto de: EYE4images / NurPhoto via Getty Images
Recebendo um drive-through por esse descumprimento da penalidade, Russell foi, portanto, obrigado a passar pelos boxes no final da corrida, quando já vislumbrava o quarto ou até mesmo o terceiro lugar na pista, o que o tirou do top 10.
Enquanto a Mercedes é a grande favorita ao título, esses pontos perdidos por Russell no contexto de uma medição de velocidade errada devido a um cálculo incorreto da distância mínima que um carro poderia percorrer nos boxes são difíceis de aceitar, ainda mais se Gasly for o único dos pilotos penalizados a poder ser reabilitado.
Este caso levanta questões espinhosas, já destacadas pela notificação de intenção de recurso apresentada pela McLaren e pela Red Bull após a decisão de anulação das penalidades. Estas últimas tinham 96 horas a partir do meio-dia de sexta-feira para apresentar formalmente o recurso.
Pela Mercedes, Wolff declarou neste domingo à imprensa internacional, incluindo o Motorsport.com:
"Sobre o caso Gasly, sim, exercemos nosso direito de revisão, pois simplesmente queremos estar presentes na mesa quando as decisões são tomadas".
A Mercedes não acredita muito em suas chances
De acordo com as informações que coletamos, a Mercedes quer se basear nos novos elementos que constituem o reconhecimento pelas instâncias de uma medição errada da velocidade, o fato de que a penalidade de Gasly foi considerada reversível e a publicação de uma nova classificação — todos decorrentes da decisão de anulação das sanções contra o francês — para tentar corrigir a possível injustiça sofrida por Russell.
A equipe permanece, no entanto, bastante cautelosa quanto às suas chances de sucesso nessa iniciativa, como explicou Wolff à Sky Sports:
"Para ser honesto, não tenho certeza se [a alteração da classificação de Russell em Mônaco] é um desfecho realista, pois isso abriria uma caixa de Pandora".
"Normalmente, no caso de uma penalidade do tipo ‘stop-and-go’ [Russell recebeu apenas um drive-through] e se você não a cumpriu, isso representa 20 segundos [adicionados ao tempo de corrida], o que levaria George de volta à quarta posição".
"Mas então, quais seriam todas as outras consequências ? Portanto, não acho que isso vá se sustentar perante os juízes, mas precisamos fazer isso no interesse de George."
Quanto à McLaren e à Red Bull, o recurso delas contra a decisão dos comissários permanece, por enquanto, em aberto. Elas têm até terça-feira para agir e nem documento foi publicado, até o momento.
KIMI já é GRANDE? Russell em mais um FIASCO, Hamilton FREIA Leclerc, BORTOLETO e + | FELIPE MOTTA
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