Monegasco falou sobre um 'algo a mais' dos rivais ao chegarem no Q3
Em comparação com a sexta, a classificação indica que a Ferrari ganhou uma posição no grid, já que Charles Leclerc conseguiu superar as duas McLarens. No entanto, a mesma sensação do início desta temporada da Fórmula 1, de que ainda falta um 'algo a mais' em termos de potência para Scuderia, parece continuar.
Já não é segredo que, em termos de gestão de energia e do motor térmico, quando se chega ao Q3 os carros com motor Mercedes geralmente conseguem dar um salto à frente, ampliando a vantagem nas retas. A menos que haja pequenos erros no software, como aconteceu ontem com Kimi Antonelli, que hoje conseguiu a pole position.
Também hoje os dados são bastante claros, sobretudo no primeiro setor, onde Leclerc perdeu cerca de três décimos apenas no trecho entre a curva 2 e a curva 4, com uma diferença de quase 20 km/h em relação ao pole, o mesmo ponto em que Antonelli sofreu uma queda de potência ontem. O problema, porém, é diferente: é um pouco como se faltasse potência, o que limita a Ferrari desde o início deste ano.
Charles Leclerc, Ferrari, Zak Brown, McLaren
Foto de: Lubomir Asenov / LAT Images via Getty Images
Como também se viu na sprint, para conseguir acompanhar o pelotão da frente em algum ponto é preciso aceitar um compromisso, e esse tema surge claramente também na volta do monegasco.
Sacrificar o primeiro setor permite limitar o tempo perdido nas duas longas retas do segundo e do terceiro. No entanto, é preciso conviver com essas limitações no momento, enquanto a Mercedes, podendo contar com maior potência do motor, consegue mascarar parte de suas deficiências e, mesmo assim, garantir a primeira fila no último minuto.
À Ferrari, no momento, falta aquele 'algo a mais' na classificação, e o próprio Leclerc destacou isso nas entrevistas à Sky ao final da sessão, deixando claro que se trata sobretudo de uma questão de motor quando é preciso encontrar os últimos cavalos e maximizar a gestão de energia.
Há, no entanto, duas maneiras de interpretar as palavras do monegasco: por um lado, transparece a amargura por um SF-26 que, na classificação, parece correr limitado; por outro, há a consciência de que, no futuro, há margem para melhorar e tentar diminuir a diferença também em volta rápida e não apenas na corrida. É lógico, porém, que serão necessárias intervenções mais profundas, que exigem tempo.
Charles Leclerc, Ferrari, Andrea Kimi Antonelli, Mercedes
Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images
“A segunda posição talvez fosse possível, talvez até a primeira, para ser sincero. Mas o fato é que os outros chegam ao Q3 com algo a mais, na performance, tem sido assim desde o início do ano, então, por enquanto, nós não temos isso”, disse o monegasco, que, no entanto, também mencionou a sintonia com o carro como um dos aspectos a serem melhorados.
De fato, na sexta-feira, com os pneus médios, a Ferrari parecia muito à vontade, enquanto, com os pneus macios, teve mais dificuldade em buscar o tempo e o próprio Leclerc foi o piloto com a margem de melhoria mais limitada entre o Q2 e o Q3. Hoje, porém, não é apenas uma questão de pneus, mas também de pista: as condições mudaram ligeiramente em relação a ontem e o vento tornou os carros muito mais instáveis.
Algo que afetou também a McLaren, e que Leclerc destacou em sua análise antes de voltar à questão do motor no Q3: “Além disso, a sensação com o carro piorou um pouco em relação a ontem, então, nesse aspecto, perdemos um pouco de vantagem em relação a ontem. E, além disso, os outros têm aquele 'plus' no Q3 que nós não temos, por enquanto…”.
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Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.
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