Fórmula 1

Ferrari prepara novo motor para o GP da Áustria

A Ferrari aguarda a aprovação oficial da FIA para estrear uma evolução de sua unidade de potência no GP da Áustria. Caso receba o sinal verde da federação, a equipe utilizará o no…

Ferrari prepara novo motor para o GP da Áustria

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: Ferrari prepara novo motor para o GP da Áustria

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

A Ferrari aguarda a aprovação oficial da FIA para estrear uma evolução de sua unidade de potência no GP da Áustria.

Caso receba o sinal verde da federação, a equipe utilizará o novo conjunto já em Spielberg. Assim, espera reduzir a diferença de potência para a Mercedes.

A principal novidade está no desenvolvimento do cabeçote fabricado em liga de aço. Dessa forma, a Ferrari leva esse conceito ainda mais longe.

Ao contrário do alumínio, esse material suporta temperaturas muito mais elevadas na câmara de combustão. Como consequência, evita falhas estruturais que seriam inevitáveis com um cabeçote convencional.

A marca italiana trabalhou em conjunto com a Shell para desenvolver um combustível específico para essa configuração. Com isso, a expectativa é aumentar a potência do motor e diminuir o déficit em relação aos principais concorrentes.

Novo motor depende apenas da aprovação da FIA

A Ferrari levará para Spielberg a terceira especificação da UP 067/6. O conjunto inclui todas as modificações permitidas pelo regulamento do ADUO. Portanto, caso a FIA conceda a homologação final, o novo motor estreará imediatamente.

Ao mesmo tempo, a equipe acredita que poderá reduzir a vantagem do motor de combustão interna da Mercedes. Para alcançar esse objetivo, o departamento comandado por Enrico Gualtieri trabalhou lado a lado com o laboratório da Shell em Hamburgo.

Ainda assim, permanece difícil determinar quanto do ganho de performance virá do combustível recém-homologado e quanto será resultado das alterações aprovadas pela FIA.

Temperaturas mais altas prometem elevar a eficiência

Até o momento, a Ferrari vinha utilizando um conceito conhecido como motor “quente”. Nesse sistema, o ar admitido chega ao intercooler com temperaturas superiores a 100°C. Em comparação, os projetos convencionais normalmente trabalham entre 60°C e 70°C.

Entretanto, a partir do GP da Áustria, esse limite deverá ultrapassar os 115°C. Como resultado, a temperatura e a pressão mais elevadas dentro da câmara de combustão permitirão que uma parcela muito maior das partículas de combustível seja queimada.

Dessa maneira, o motor produzirá menos emissões e alcançará uma combustão significativamente mais eficiente. Consequentemente, uma parcela maior da energia química será convertida em trabalho mecânico.

Vitória em Barcelona aumenta o otimismo em Maranello

Enquanto aguarda a estreia do novo motor, a Ferrari chega motivada após a vitória de Lewis Hamilton em Barcelona. O resultado aumentou a confiança da equipe, que acredita ter encontrado um caminho sólido para desenvolver o SF-26.

A Scuderia espera confirmar esse avanço na Áustria com o segundo pacote aerodinâmico da temporada, sucessor da atualização introduzida em Miami.

Na Espanha, a redução do arrasto e o aumento da carga aerodinâmica fizeram diferença. Como consequência, o projeto liderado por Loic Serra apresentou excelente desempenho.

Além da velocidade, o SF-26 foi o carro que melhor preservou os pneus durante a prova. Dessa forma, a Ferrari encerrou a sequência de seis vitórias consecutivas da Mercedes no campeonato.

Ferrari investiga falha sofrida por Leclerc

Por outro lado, nem tudo foi positivo após a etapa de Barcelona. Durante a reunião pós-corrida, a Ferrari concentrou esforços para entender a falha eletrônica que comprometeu o carro de Charles Leclerc.

O monegasco perdeu repentinamente a direção hidráulica, o sistema brake-by-wire e também os dispositivos aerodinâmicos ativos.

Agora, os engenheiros tentam identificar a origem do problema. Existe a suspeita de que a falha tenha relação com o incidente vivido por Leclerc na curva Antony Noghes durante o GP de Mônaco, já que ambos os episódios apresentam características semelhantes.

Por fim, embora a Ferrari espere manter a pressão sobre a Mercedes na disputa pelo campeonato, a equipe também sabe que enfrentará uma reação da Red Bull.

Afinal, a formação austríaca programou a estreia de um importante pacote de atualizações justamente em sua corrida de casa no Red Bull Ring.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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