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GWM pode ter picape híbrida no Brasil para atender pedido de concessionários

Demanda por picapes eletrificadas crescerá nos próximos anos e a GWM já tem produtos para atender o mercado.

GWM pode ter picape híbrida no Brasil para atender pedido de concessionários

Com sucesso da Poer P30 diesel, sistema eletrificado pode chegar como opção topo de linha

O mercado brasileiro não é fácil para as marcas chinesas. Com necessidades específicas, faz rumos mudarem durante projetos que não podem dar errado. Um exemplo é a picape Poer P30, que chegou a ser estudada como híbrida, mas foi chegou com um motor 2.4 turbodiesel tradicional, com 184 cv.

Isso pois a GWM sabe que o mercado de picapes é composto por clientes mais tradicionais e racionais, que precisavam primeiro conhecer a marca com a Poer e ganhar confiança, o que tem funcionado para a marca. Só este ano, já emplacou 1.180 unidades de janeiro a março e exige aumentos seguidos na planta de Iracemápolis por demanda.

Hoje, a Poer P30 ocupa uma faixa de preço de R$ 220 mil a R$ 240 mil com suas duas versões, ainda longe das versões topo de linha das picapes médias tradicionais. Executivos da GWM falaram ao Motor1.com que concessionários já pedem uma versão híbrida da Poer P30 ou alguma picape com este sistema, como a Poer P500.

Isso pois a eletrificação começa a ser observada por clientes das picapes que as usam para lazer, ou “o carro do patrão”. Fora do trabalho, a capacidade de carga alta deixa de ser uma obrigação, mas mantém o sistema 4x4 e a possibilidade de rodar em modo elétrico em uma picape que pode ser recarregada na tomada abastecida por placas solares, por exemplo.

Existem duas opções para a GWM. A Poer P30, já produzida no Brasil, tem a opção PHEV, usando o conjunto HI4-T que conhecemos no Tank 300, recentemente adotando a tecnologia flex. A combustão, o 2.0 turbo é acompanhado de um motor elétrico na transmissão e chega aos 300 cv e 71,4 kgfm combinados, sem perder a capacidade fora de estrada ao adotar eixo cardã, caixas de transferências e diferenciais dianteiro, central e traseiro blocantes.

A P500 é maior que a P30 (ou P300 na China), mas adota um conjunto semelhante, o Hi4-T. Mais refinada, seria mais bem posicionada como uma picape mais cara e topo, mas provavelmente seria apenas importada da China, e não produzida em uma Iracemápolis (SP) já operando em alta demanda. 

As picapes eletrificadas ganharão peso nos próximos tempos. A Toyota já testa a Hilux MHEV na Argentina, enquanto a Nissan também já roda com a Frontier Pro, uma picape PHEV produzida na China e que pode ser feita em Resende (RJ), e a Ford já anunciou a Ranger PHEV com produção na Argentina e vendas em 2027, já flex. Vale lembrar que a BYD já vende a Shark PHEV no Brasil, mas um volume baixo.

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