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GWM prepara nova fábrica e novos modelos para crescer de vez no Brasil

Marca cravará de vez sua base no Brasil com planta do Espirito Santo e 12 lançamentos planejados só em 2026.

GWM prepara nova fábrica e novos modelos para crescer de vez no Brasil

No Espirito Santo, planta será usada para exportação e já está em processo de estudos de desenvolvimento

Depois de Iracemápolis (SP), que já opera perto de sua total capacidade, a GWM está em processo avançado para a sua nova planta em Aracruz, no Espirito Santo. Ali nascerão novos modelos e novidades para um médio prazo importante para a empresa, inclusive exportação.

Durante o Salão de Pequim e mais alguns dias após, a GWM falou sobre e apresentou como trabalha em sua sede em Baoding, mas deixou claro que observa as necessidades de cada mercado onde está atuando, inclusive o orgulho da fábrica no interior de São Paulo, que hoje opera com os Haval H6 e H9 e a picape Poer P30.

Recentemente, a GWM confirmou sua segunda fábrica no Brasil, mas muita coisa ainda está para acontecer antes de ver sua operação. Segundo executivos, a atual fase está nas mãos do governo do Espirito Santo, que é o responsável pelo processo de compra dos terrenos que farão parte do complexo, em posição estratégia pela proximidade com portos e aeroportos.

Isso é importante tanto para a chegada de componentes importados quanto para a exportação de carros feitos nesta planta para mercados próximos que, por exemplo, colocam barreiras tributárias em modelos feitos na China. Segundo o governo local, a nova fábrica fará desde a estamparia até a montagem final de modelos, principalmente eletrificados. 

Até mesmo o valor a ser investido nesta planta não está fechado. Este projeto pode aumentar os já planejados R$ 10 bilhões garantidos, dependendo do que a GWM planeja para ela em capacidade, tipos de modelos e até mesmo quais tecnologias ela irá abrigar, como modelos elétricos.  

O sucesso da multienergia e os novos GWM

No Salão do Automóvel de São Paulo, em 2025, a GWM prometeu 12 lançamentos em 2026, que devem incluir versões e melhorias em seus modelos atuais, como aconteceu com o Ora 03 2027, agora em versão única e novas cores, e o Tank 300 PHEV flex, que foi inclusive destaque durante a coletiva de imprensa no Salão de Pequim tamanha sua importância no projeto global da marca. 

Nos próximos meses, o Ora 5 chega ao Brasil. Posicionado acima do Ora 03, que hoje está em versão única de R$ 169 mil, é maior e mais próximo de um crossover, segmento mais interessante que o de hatches, e que resolve questões como o espaço interno e baixa altura do solo do 03.

Os primeiros carros já estão nos navios e servirão de estudo para o futuro da linha Ora no Brasil. Além de novas tecnologias como o sistema Coffee OS, que ditará a chegada da reestilização do 03, suas vendas definirão se ele será um dos modelos da nova fábrica, mas com a adição tecnologia HEV flex.

O Ora 5 pode ser a resposta que a GWM precisa para o problema de não ter um modelo abaixo do Haval H6, não só pelo preço, mas pelo porte. Com a tecnologia HEV, entrará em uma briga que hoje já se aquece com os compactos eletrificados, como o Omoda 5 e Toyota Yaris Cross, sem falar no que chegará como Jaecoo 5 e, caso se eletrifique, até o GAC GS3. Mas isso é para o futuro.

Este ano, a GWM deve apresentar novidades importadas para preencher lacunas. O Haval H7 chegará para atender pedidos de clientes que gostam do estilo do H9, mas querem algo menor e híbrido, mais próximo ao H6, inclusive compartilhando com ele o conjunto híbrido plug-in. Ao mesmo tempo, o Tank 400 ficará acima do Tank 300, já em uma faixa superior de preços e como um produto de posicionamento de marca, não volume. 

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