A Ferrari deixou o GP de Miami com sinais mistos. Por um lado, o pacote de atualizações funcionou. Por outro, os rivais deram passos ainda maiores – e isso mudou o cenário competitivo.
Diante disso, Lewis Hamilton pediu ação imediata. Segundo ele, existe um detalhe técnico que diferencia a Ferrari de Mercedes, McLaren e Red Bull: a asa dianteira.
Hamilton identifica padrão entre rivais
Durante o fim de semana, a Ferrari levou 11 atualizações ao carro. Ainda assim, as concorrentes também evoluíram. Além disso, algumas dessas melhorias pareceram mais eficazes na pista.
Enquanto isso, a Mercedes prepara um grande pacote para o Canadá. No entanto, Hamilton já percebeu uma tendência clara entre as principais equipes.
“Eles estão fazendo algo diferente com a asa dianteira”, afirmou. Portanto, na visão do heptacampeão, a Ferrari precisa investigar rapidamente essa área.
Ao mesmo tempo, ele reconheceu o esforço interno. A equipe italiana deu um passo à frente. Contudo, os rivais mantiveram – ou até ampliaram – a vantagem.
Hamilton destacou o caso da McLaren. Segundo ele, o ganho foi maior do que o previsto. Em contraste, a Ferrari não obteve o mesmo retorno.
“Basta comparar as asas. A nossa é diferente”, explicou. Ainda que não seja o único fator, ele acredita que esse detalhe pode influenciar o desempenho geral.
Leclerc busca respostas para queda no domingo
Enquanto Hamilton levanta hipóteses técnicas, Charles Leclerc quer explicações concretas. Isso porque a performance da Ferrari caiu significativamente entre sábado e domingo.
No sábado, o cenário era promissor. O monegasco terminou a corrida curta em terceiro em Miami. Além disso, garantiu a mesma posição no grid para a corrida principal.
Entretanto, tudo mudou rapidamente no domingo. Logo no início, Leclerc disputou a liderança com Kimi Antonelli e Lando Norris. Porém, o ritmo começou a cair pouco depois. Consequentemente, ele passou a sofrer pressão de Oscar Piastri e George Russell.
A estratégia complicou ainda mais a situação. Quando Russell parou cedo, a Ferrari reagiu na volta seguinte. A partir daí, o desempenho despencou.
Como resultado, a prova terminou de forma frustrante. Na última volta, um erro em disputa direta com Russell agravou o cenário. Inicialmente sexto, Leclerc caiu para oitavo após punição.
Desgaste de pneus expõe fragilidade
Antes mesmo do desfecho negativo, os sinais já eram claros. O carro sofria com o desgaste dos pneus médios. Assim, a Ferrari perdeu ritmo ainda nas fases iniciais.
“Com o médio, não fomos fortes. O desgaste foi enorme”, afirmou.
Por outro lado, houve leve melhora com os pneus duros. Ainda assim, a performance nunca atingiu o nível da corrida curta. Diante disso, Leclerc pediu uma análise detalhada. Segundo ele, a equipe perdeu muito rendimento de um dia para o outro.
“Precisamos entender exatamente o que aconteceu”, concluiu.
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