Em visita ao estúdio da MG em Londres, Motor1 Brasil revela a origem do modelo
No centro de design da MG Motor em Londres, um dos projetos mais improváveis da fase recente da marca começou sem qualquer plano formal. Foi ali que o repórter Paulo Henrique do Motor1 Brasil esteve com o Deputy Director of Product Bernardo Moutinho para entender de onde veio o Cyberster.
A história não passa por pesquisa de mercado nem por estratégia de portfólio. “O projeto começou aqui no estúdio como uma atividade para reimaginar como seriam os esportivos conversíveis na era elétrica”, explicou. Não havia briefing. Nem pressão comercial. “Os designers simplesmente decidiram brincar com a ideia.”
Foi ali que o projeto deixou de ser exercício interno e começou a ganhar corpo. Segundo Moutinho, a equipe passou a apresentar o conceito à liderança da SAIC, que reagiu de forma positiva. O projeto avançou, virou um modelo em escala real e acabou sendo levado ao Salão de Pequim de 2019.
“Teve uma recepção muito boa, e aí decidiram dar o ok para virar um veículo de produção”, resumiu. O lançamento oficial viria anos depois, em 2024.
“Teve uma recepção muito boa, e aí decidiram dar o ok para virar um veículo de produção”, resumiu. O lançamento oficial viria anos depois, em 2024.
O resultado foge da lógica dominante entre os elétricos. O Cyberster ocupa um espaço pouco explorado: o de esportivo conversível elétrico produzido em escala mais ampla. Antes dele, apenas o Tesla Roadster havia seguido esse caminho, mas em volumes bastante limitados e com proposta mais restrita.
Além da configuração, o modelo aposta em soluções visuais marcantes. As proporções seguem a cartilha clássica dos roadsters, com capô longo e traseira curta, mas há elementos mais ousados, como as portas em estilo tesoura e a identidade luminosa bem definida. Por dentro, o foco permanece no motorista, com um cockpit envolvente e forte presença digital.
O Cyberster cumpre uma função estratégica. “Ele é o nosso halo model”, disse Moutinho. É a partir dele que a MG vem orientando sua linguagem de design, algo que já começa a aparecer em modelos mais acessíveis.
Um exemplo direto é o MG4 Urban. “Teve muita inspiração no design do Cyberster”, afirmou. A ideia, segundo ele, é levar esse visual mais limpo e contemporâneo para o restante da linha, sem abrir mão de atributos mais pragmáticos.
Nesse ponto, o executivo destaca um cuidado específico com usabilidade, inclusive pensando no Brasil. “A gente quer botão físico porque não é só mais fácil, mas também mais seguro”, explicou. Funções como ar-condicionado, multimídia e atalhos principais seguem com comandos dedicados, evitando a dependência total de telas.
No caso do Cyberster, o discurso de imagem vem acompanhado de números. O modelo é vendido no Brasil com 510 cv de potência, aceleração de 0 a 100 km/h em 3,2 segundos e autonomia de até 443 km no ciclo WLTP (342 km pelo Inmetro). A recarga rápida de 10% a 80% pode ser feita em cerca de 38 minutos em carregadores de até 150 kW. O preço parte de R$ 529.800, com pacote de garantia que cobre o veículo por sete anos e a bateria por oito.
Com Paulo Henrique do Motor1.com em Londres a convite da MG Motor
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