Espanhol conquistou neste sábado seu segundo triunfo em sprint na temporada, mesmo com uma queda em meio ao caos da chuva
A primeira corrida sprint com troca de moto da história da MotoGP teve vitória de Marc Márquez. Mas poucos teriam apostado que isso aconteceria momento após vê-lo sofrendo uma queda que, naquele momento, na sexta volta, parecia tê-lo tirado da disputa.
Mas Márquez adora o caos; ele é quem melhor sabe interpretar um cenário que para os outros é imprevisível, e assim conquistou sua 17ª vitória em sprints, um número que o torna o piloto mais bem-sucedido dos sábados, empatado com Jorge Martín.
Apesar de ser conhecido por tomar decisões em circunstâncias críticas, dessa vez a sorte esteve ao seu lado: Márquez caiu na última curva do traçado e isso permitiu-lhe atravessar a pista para trocar de moto e voltar à corrida com a GP26 equipada com pneus de chuva.
Ao ver-se em terceiro, ele deu tudo de si para ultrapassar Pecco Bagnaia (segundo) e voltar a se beneficiar do acidente de Fermín Aldeguer.
"Tivemos muita sorte, sobretudo na queda. Caí na melhor curva e no melhor momento. E, além disso, a moto não parou. Esperei todos passarem, saí e vi que estava em terceiro. Esta é uma vitória diferente”, resumiu Márquez, que, apesar da satisfação, fez uma autocrítica por não ter tomado a decisão correta, optando por continuar na pista.
“Eu deveria ter recorrido à experiência e entrado antes para trocar de moto, mas vi que Álex continuava na pista e cometi o erro de segui-lo”.
Sobre o momento em que decidiu a corrida, quando cruzou a pista de fora para dentro e entrou na pista dos boxes para trocar de moto, Márquez não teve qualquer receio em reconhecer que agiu por instinto, embora sem colocar em risco ninguém que pudesse vir por trás.
“Uma coisa é você cruzar a pista criando uma situação de perigo, mas eu esperei que todos os pilotos passassem. O que diz o regulamento, eu não sei”.
Foto de: Pierre-Philippe Marcou / AFP Via Getty Images
Após as três primeiras corridas da temporada, marcadas pela limitação no ombro direito, o espanhol pôde aproveitar o mês sem provas para se cuidar, se recuperar e treinar. Resta saber se o resultado deste sábado será constante e se sua Ducati poderá voltar a disputar de igual para igual com a Aprilia.
A reação, definitiva ou não, chega em circunstâncias adversas, já que Marco Bezzecchi, Jorge Martín e Pedro Acosta, os três primeiros colocados no Mundial, não tenham somado um único ponto.
“Este é um campeonato em que já aconteceu de tudo em três corridas e meia. Imaginem o que vai acontecer em 18 corridas. Todos nós vamos cometer erros”, concluiu Márquez.
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