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MotoGP: Quartararo critica "intensidade" do fim de semana e pede menos sprints

Francês da Yamaha citou preocupação com número de largadas durante a etapa e falta de tempo para trabalhar na moto

MotoGP: Quartararo critica "intensidade" do fim de semana e pede menos sprints

Resumo PreçoCarroBR

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Leitura das pistas

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O assunto ajuda a entender tendências da categoria e a separar resultado isolado de sinal competitivo mais amplo.

O que aconteceu

Francês da Yamaha citou preocupação com número de largadas durante a etapa e falta de tempo para trabalhar na moto

Após um GP da Catalunha marcado por duas grandes quedas que resultaram em lesões para Álex Márquez e Johann Zarco, a questão da segurança voltou a ser o centro das preocupações na MotoGP. O campeonato apresentou quatro propostas, relacionadas às largadas e à segurança das próprias motos, mas Fabio Quartararo sugeriu uma reformulação mais abrangente.

Mesmo que esses acidentes tenham ocorrido durante a corrida principal, o francês considera que as sprints têm um impacto negativo. A prova curta foi introduzida na categoria em 2023 e, além de adicionar uma largada - que, por natureza, é uma fonte de perigo -, ao fim de semana, obrigou uma alteração ao planejamento das etapas, com menos treinos e mais momentos decisivos. 

Quartararo vê nisso uma fonte de tensão prejudicial para os pilotos e gostaria que a MotoGP repensasse o formato: “Eu ainda sou totalmente contra as corridas sprint”, explicou. "Vemos que as largadas são, pelo menos para mim, o momento mais perigoso. A intensidade que isso nos impõe, em termos de pressão, é algo que precisará ser eliminado no futuro". 

Fabio Quartararo não gosta do formato dos fins de semana com a corrida de sprint.

Foto de: Gold and Goose Photography / LAT Images / via Getty Images

"Ou então poderiam existir apenas algumas, como acontece na Fórmula 1, mas não em todo o calendário. É intenso demais. Espero que eles também entendam isso. Incluir sprints em locais onde talvez haja um pouco menos de gente para atrair público, acho que é interessante", acrescentou ele.

Para Quartararo, o problema não é tanto o cansaço causado pelo calendário, com 22 GPs programados para este ano, mas sim o desenrolar do próprio fim de semana, com uma sessão de treinos que determina o Q2 já na tarde de sexta-feira e pouco tempo para ajustar a moto. "É uma questão de intensidade da sprint. Não temos tempo para trabalhar em nada", falou. 

Márquez também considera os fins de semana muito intensos

Sem questionar diretamente a existência das sprints, Marc Márquez também coloca em dúvida o nível de intensidade atual do MotoGP. Entre as atividades na pista e os inúmeros compromissos fora dela, os fins de semana são cronometrados, e definir uma programação mais adequada tornou-se uma necessidade.

“Hoje em dia, é mais exigente do que nunca nas corridas, em termos de eventos, redes sociais, câmeras, tudo...”, explicou o espanhol. “No fim das contas, somos humanos e não é fácil passar um fim de semana em que não só pilotamos uma moto, o que é muito arriscado e muito exigente, mas, quando descemos dela, temos duas horas e meia seguidas de eventos e atividades diferentes". 

Marc Márquez tem uma agenda minuciosamente programada em todos os Grandes Prêmios.

“Mas isso não vai mudar se os pilotos não estiverem unidos. Veremos o que acontecerá no futuro. Eu sempre tento ajustar bem minha agenda porque isso é o mais importante se quisermos minimizar os riscos". 

As sequências mais perigosas costumam ocorrer na largada, e a introdução das sprints as duplicou, o que Márquez considera perigoso : “O risco estará presente. Sempre. Mas 44 largadas com essas motos não é a melhor maneira de reduzi-los". 

"É bom para o espetáculo, eu entendo, mas corremos grandes riscos por sermos os pilotos que o fazem. Normalmente, todas as quedas e situações perigosas ocorrem nas primeiras voltas, quando há um grande grupo", finalizou. 

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