Novo motor substitui sistema criticado na Europa e promete maior confiabilidade
A morte dos motores a combustão foi bastante exagerada. Manchetes bombásticas sobre os elétricos dominarem o mercado vieram e foram embora. É verdade que os carros elétricos continuam ganhando espaço em várias partes do mundo, mas, em 2026, os veículos com motor a combustão interna (ICE) ainda predominam.
Até a Stellantis está encarando essa realidade, reduzindo ambições antes elevadas de eletrificar totalmente suas muitas marcas no curto prazo. Com isso em mente, a Peugeot está lançando um novo motor a combustão pensado para corrigir falhas do passado. A problemática designação PureTech — grande motivo de preocupação para proprietários — saiu de cena e deu lugar ao nome mais direto Turbo 100.
Embora continue sendo um motor 1,2 litro de três cilindros, ele aborda as questões de confiabilidade ao adotar corrente de comando no lugar da temida correia banhada a óleo (wet belt), que trabalhava imersa no lubrificante. A Peugeot diz que o motor é cerca de 70% novo, com atualizações em componentes principais como o bloco do motor, o turbocompressor e o sistema de injeção.
O Turbo 100 opera no ciclo Miller para melhorar a eficiência térmica, usando uma taxa de compressão mais alta. Os engenheiros também desenvolveram um novo sistema de comando de válvulas para reduzir o atrito interno, além de um turbocompressor de geometria variável para melhorar a resposta em baixas rotações.
O três-cilindros entrega 100 cv a 5.500 rpm e 205 Nm de torque a partir de 1.750 rpm. Não é um conjunto feito para empolgar, mas a Peugeot quer tranquilizar compradores de que os problemas de confiabilidade foram resolvidos. Protótipos do motor somaram 30.000 horas em bancos de prova, enquanto veículos de teste acumularam mais de três milhões de quilômetros. Alguns rodaram mais de 200.000 km.
O hatch compacto 208 é o primeiro modelo da Peugeot na Europa a receber o novo motor neste mês, com o crossover 2008 previsto para adotar o conjunto em maio. No Brasil, tivemos o PureTech na versão 1.2 aspirada na geração anterior do 208 e Citroën C3, mas os motores turbo nunca chegaram.
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