Fórmula 1

Por que Hamilton, Russell e mais três pilotos tomaram a mesma punição no GP de Mônaco

Competidores foram penalizados em cinco segundos por problemas ao entrarem no pit lane do principado de Monte Carlo, caso 'antecipado' pela FIA

Por que Hamilton, Russell e mais três pilotos tomaram a mesma punição no GP de Mônaco

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: Por que Hamilton, Russell e mais três pilotos tomaram a mesma punição no GP de Mônaco

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

Competidores foram penalizados em cinco segundos por problemas ao entrarem no pit lane do principado de Monte Carlo, caso 'antecipado' pela FIA

O GP de Mônaco de Fórmula 1 deste domingo (7) se destacou por uma série de penalidades por excesso de velocidade no pit lane. Os documentos da FIA revelam que, em todos os casos, a infração foi inferior a um quilômetro por hora. Para Oscar Piastri, George Russell, Franco Colapinto e Pierre Gasly, passou apenas de 0,1 km/h. E por que isso aconteceu?

Após a movimentada corrida no principado, a federação responsável pela regulação do esporte revisou suas linhas de cronometragem e equipamentos de medição e não encontrou anormalidades. A teoria mais aceita pela entidade é de que o problema esteja relacionado à trajetória escolhida pelos pilotos.

Em Mônaco, a entrada nos boxes pode ser ligeiramente cortada. Há uma curva onde os pilotos podem, efetivamente, seguir reto à direita por uma curta distância, ganhando alguns metros. Segundo um porta-voz da FIA, a medição começa no momento em que a primeira roda do carro entra na fast lane.

Como o sistema mede a velocidade média no pit lane usando sensores eletrônicos de cronometragem embutidos na pista e o transponder oficial da FIA do carro, todas as infrações acabaram sendo extremamente pequenas. Em todos os setores dos boxes, o efeito é, em média, inferior a um quilômetro por hora.

Lewis Hamilton, que ainda terminou na vice-liderança apesar de ter recebido uma penalização de cinco segundos, corroborou essa teoria e acredita que a trajetória escolhida também foi a causa de ter se prejudicado.

"Eu não estava em alta velocidade, acho que é só o jeito que o pit lane funciona", comentou o heptacampeão após a corrida, relembrando que ali é um local que já conhece. "Faço esse traçado há anos. Não é como se eu tivesse entrado e não apertado o botão, e o limitador de velocidade do pit lane é ativado imediatamente”.

Hamilton concordou com a hipótese da FIA de que as punições por excesso de velocidade no pit lane venha da trajetória para entrar nos boxes.

Foto de: Sam Bagnall / Sutton Images via Getty Images

“Acho que é questão da trajetória que você pega, que é a mesma que todos nós pegamos há anos, onde você entra, meio que corta parte da linha branca e sai. Fiquei chocado ao ouvir que eu estava em alta velocidade, porque não excedi o limite", contestou Hamilton, sobre seu caso em específico.

Para ele, o ocorrido abre espaço para discussões com a FIA a respeito desse aspecto no circuito de Monte Carlo. “Creio que seja pela distância, e é algo que realmente precisamos investigar, porque ouvi dizer que muitos receberam essa punição hoje, mas provavelmente não estavam em alta velocidade".

Punições no GP de Mônaco foram 'antecipadas' pela FIA

A FIA afirmou que a direção de prova alertou as equipes sobre esse possível problema antes da corrida, tanto em relação à velocidade quanto à distância real do pit lane que é medida, e aconselhou os pilotos a optarem pela linha de entrada mais ampla.

Um detalhe importante é que, com exceção de Hamilton, todos os penalizados utilizavam unidades de potência Mercedes. No entanto, isso não tem relação com o equipamento ou com a calibração do limitador.

Piastri, da McLaren, teve o mesmo problema, mas conseguiu terminar em quarto na corrida em Monte Carlo.

Foto de: Anni Graf - Formula 1 via Getty Images

O chefe da McLaren, Andrea Stella, reconheceu que Piastri teve o mesmo contratempo da 'tangência' no pit lane. “Acreditamos que isso possa ter sido causado por excesso de atalhos. Essa é a hipótese no momento, então dissemos ao Oscar para simplesmente evitar”, disse.

"Inicialmente, não foi compreendido. Sabemos que, às vezes, quando se usa muitos atalhos, isso pode levar a uma medição de velocidade acima do limite, mas não temos mais detalhes no momento", complementou o executivo.

O caso não terminou após a corrida, no entanto, pois a Alpine solicitou o direito de revisão do caso. Pierre Gasly foi enfático e acredita que seu pódio foi “roubado” no GP de Mônaco, quando cruzou a linha de chegada em terceiro e, sendo penalizado pelo mesmo motivo, caiu para a sétima colocação.

Pilotos CHORÕES, o golpe em Russell, GALVÃO, Bortoleto, NASCAR Brasil e + | Cacá Bueno e Caio Collet

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