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Red Bull contesta FIA sobre avaliação de motor da F1

A Red Bull segue pressionando a FIA após contestar a avaliação de motores feita pelo sistema ADUO, já que a equipe teme impactos importantes para as próximas três temporadas da Fó…

Red Bull contesta FIA sobre avaliação de motor da F1

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: Red Bull contesta FIA sobre avaliação de motor da F1

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

A Red Bull segue pressionando a FIA após contestar a avaliação de motores feita pelo sistema ADUO, já que a equipe teme impactos importantes para as próximas três temporadas da Fórmula 1.

A análise inicial da entidade apontou a Red Bull Ford como a fabricante com o motor de combustão mais competitivo para 2026. No entanto, o resultado criou uma situação curiosa para a equipe austríaca.

Red Bull questiona impacto das regras do ADUO

Apesar de aparecer como referência no desempenho do motor de combustão, a Red Bull se tornou a única fabricante sem acesso às concessões de evolução previstas pelo sistema ADUO.

Enquanto isso, Mercedes, Ferrari, Audi e Honda podem utilizar os benefícios criados pelo regulamento. Por esse motivo, a equipe comandada por Laurent Mekies quer entender melhor os critérios usados pela FIA.

Quando o canal Viaplay brincou ao parabenizar Mekies por ter o melhor motor da Fórmula 1, o chefe da Red Bull evitou comemorar o resultado.

“Ainda é um pouco cedo para parabéns”, afirmou Mekies, sorrindo. “Recebemos algumas informações da FIA sujeitas a mudanças.”

O dirigente confirmou que a Red Bull pediu explicações e uma revisão dos cálculos apresentados pela entidade. Além disso, destacou que a equipe trabalha para garantir que os dados estejam corretos antes de qualquer decisão.

“Como você pode imaginar, temos discussões muito detalhadas com eles para garantir que a análise deles esteja correta”, explicou Mekies.

Decisão pode influenciar três temporadas da F1

A preocupação da Red Bull aumenta porque o sistema ADUO terá influência além de 2026. Segundo Mekies, as concessões previstas também podem afetar 2027 e 2028.

“Isso se aplica não apenas a 2026, mas também a 2027 e, de algumas formas, a 2028”, disse o chefe da equipe.

Além disso, o francês reforçou que a Fórmula 1 precisa trabalhar com um cenário correto para evitar consequências esportivas durante o novo ciclo de motores.

“Acho que é muito importante para o esporte que o cenário apresentado também esteja correto”, completou Mekies.

A FIA afirma que usa dados objetivos para realizar a avaliação. A entidade coleta as informações por meio de sensores de torque padronizados instalados em todos os carros da categoria.

Wolff defende análise feita pela FIA

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, apoiou o método utilizado pela FIA e afirmou que o processo depende apenas de dados técnicos.

“Na minha opinião, quando você fala com Nikolas, são dados que eles mediram e coletaram”, afirmou Wolff, citando Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA.

“Não existe um contexto político, não existem favores, mas sim o resultado da análise dos sensores de torque e da forma como ela foi feita.”

Mattia Binotto, chefe da Audi, também defendeu a avaliação da entidade. Porém, o dirigente acredita que o regulamento pode passar por ajustes no futuro.

“Não há dúvida sobre a avaliação. Temos sensores adequados no carro para medir a diferença de potência”, declarou Binotto.

Mesmo concordando com a análise atual, o italiano questionou se a potência máxima deve continuar como principal referência para os cálculos do ADUO.

“Talvez devêssemos fazer algo muito parecido com o chassi, onde você se baseia na classificação das temporadas anteriores. Se a convergência é o objetivo, talvez essa seja a maneira mais simples.”

FIA explica objetivo do sistema ADUO

Nikolas Tombazis explicou que a FIA criou o ADUO para evitar que fabricantes fiquem presos em uma desvantagem permanente durante o novo regulamento de motores.

“Existia uma preocupação de que, se você começasse atrás, poderia estar quase condenado à pobreza permanente”, disse Tombazis ao Soy Motor.

“E essa pobreza permanente levaria essas fabricantes de equipamentos originais a deixarem o esporte.”

Segundo Tombazis, a FIA concentrou o sistema apenas na parte de combustão das unidades de potência porque a disputa tecnológica principal deve acontecer no setor elétrico.

“A razão para isso é que havia a sensação de que o lado elétrico seria o campo de batalha. A ideia era que a parte térmica não seria uma disputa tão grande, então, se você estivesse atrás, teria tempo, dinheiro e recursos para recuperar.”

Ainda assim, o dirigente admitiu que a FIA pode modificar o funcionamento do sistema caso encontre uma alternativa melhor para a categoria.

“Queremos ver qual é a melhor maneira de fazer isso para o esporte. Se será exatamente igual ou não, isso é algo que precisa ser discutido.”

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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