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Toyota começa a produzir baterias do Yaris Cross híbrido em Sorocaba (SP)

Já em produção, o Yaris Cross passa a ter suas baterias feitas também na planta de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Toyota começa a produzir baterias do Yaris Cross híbrido em Sorocaba (SP)

Com capacidade para 50.000 conjuntos, japonesa é pioneira na produção de baterias do tipo no país

Ainda recuperando-se dos desastres em Porto Feliz, no ano passado, a Toyota do Brasil inaugura seu novo Centro Técnico de Baterias na planta de Sorocaba, no interior de São Paulo. Inaugurada em 2012, a fábrica é responsável hoje pela produção pelos SUVs Corolla e Yaris Cross.

Com a inauguração da nova área, a Toyota passa a ser a primeira fabricante instalada no país a produzir localmente baterias de íon-lítio, focando inicialmente na produção das versões Hybrid do SUV compacto da japonesa. 

Segundo a marca, a capacidade inicial será de 50.000 unidades, o que a montadora projeta ser suficiente para atender toda a demanda do Yaris Cross em 2026. Lembrando que o SUV, feito na mesma planta, é fabricado lá tanto para o mercado local como também para exportação, chegando através do Brasil em vários países da América Latina, como Argentina, Uruguai e Equador.

O modelo, que chegou como nova porta de entrada da japonesa no país tem a missão de concorrer com os principais players do segmento, como VW T-Cross, Honda HR-V e Hyundai Creta, mas com a primazia de ser o primeiro híbrido pleno flex do segmento.

Entre seus diferenciais, o novo Toyota Yaris Cross chega apostando forte na confiabilidade da marca japonesa, assim como na possibilidade de garantia de até 10 anos, além de oferecer duas propostas distintas sob o capô, sempre flex: versões com motor 1.5 aspirado e a configuração híbrida plena, também 1.5, que surge como principal atrativo do modelo.

Em medidas, o novo SUV compacto da Toyota possui 4,31 metros de comprimento, 1,77 m de largura, 1,65 m de altura e entre-eixos de 2,62 m, sendo um dos maiores de sua categoria. Apenas como exemplo, seu irmão maior, o Corolla Cross, possui 4,46 metros de comprimento, 1,82 m de largura, 1,62 m de altura e 2,64 m de entre-eixos.

O Yaris Cross 2026 está sendo oferecido pela Toyota atualmente em quatro configurações, sendo duas com o motor aspirado e duas com propulsão eletrificado. Seus preços ficam entre R$ 149.990 (XR, com foco no público PcD) a R$ 189.990 (XRX Hybrid). 

No ano passado, pouco antes de lançar seu primeiro SUV compacto no país, a Toyota passou por uma verdadeira prova de fogo em seu complexo de Porto Feliz (SP), no fim do ano passado. Na época, um forte temporal ocorrido em 22 de setembro destruiu boa parte da estrutura da fábrica, arrancando quase todo o telhado do galpão, entortou estruturas metálicas e chegou a capotar um carro no pátio da unidade.

A tempestade fez parte de uma frente fria que avançou pelo interior paulista e causou estragos em várias cidades, como Itu, Salto, Tietê e Sorocaba. Em Porto Feliz, as rajadas chegaram a 90 km/h, segundo a Defesa Civil. E, segundo nossos informações do portal AutoIndustria, a produção ainda deve demorar a ser restabelecida.

Sua importância é tamanha para a produção das famílias Corolla e Yaris que a marca vem fazendo o que pode para tentar voltar aos níveis de produção anteriores a setembro. A primeira ação foi importar motores das versões híbridas de outros países, em especial do Japão e na Turquia, para que as vendas não fossem totalmente interrompidas.

Já sabemos, no entanto, que a marca já alugou um novo espaço para produção dos motores do Yaris Cross enquanto a reconstrução de Porto Feliz, prevista para o fim de 2027, não se encerra. O espaço, segundo o presidente da Toyota do Brasil, Evandro Maggio, já está a pleno vapor, com todas as máquinas necessárias para o funcionamento emergencial da produção. Com o ritmo de produção, o executivo espera que a oferta volte aos números anteriores ao desastre ainda neste mês

Vendaval na Toyota de Porto Feliz - Reprodução da internet (2)

Ainda segundo o AutoIndustria, que esteve na reunião para imprensa com o executivo, todo o espaço da fábrica de Porto Feliz será refeito e atualizado, já que ''só deu para aproveitar o chão da fábrica''. Os executivos até tinham opções mais baratas e mais rápidas, mas tentaram ao máximo manter a cadeia de fornecedores, levando-os para outros países e depois importando os motores prontos ou semi-prontos, como forma de evitar que a cadeia local colapsasse sem a demanda da japonesa.

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Fonte

Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.

Motor1 Brasil - Indústria
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