Resumo PreçoCarroBR
- A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
- Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
- O destaque do momento é: Vitória de Hamilton em Barcelona quebra marcas históricas da F1; entenda
Leitura da pista
A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.
Impacto esportivo
Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.
O que aconteceu
Primeiro triunfo do heptacampeão pela Ferrari vem acompanhada de estatísticas sem precedentes
Em Mônaco, Lewis Hamilton achou engraçado dividir o pódio com dois pilotos, Kimi Antonelli e Isack Hadjar, cuja idade somada era menor do que a sua. Uma semana depois, ele pode se orgulhar de estar na lista dos vencedores mais velhos da história da Fórmula 1 — sem deixar de figurar também na lista dos mais jovens.
Para compreender a magnitude do desempenho do piloto britânico, é melhor voltar à sua primeira temporada. Em 10 de junho de 2007, no GP do Canadá, Hamilton, com 22 anos e 154 dias, tornou-se o quarto mais jovem vencedor da história da F1.
Desde então, ele caiu para o oitavo lugar nesse ranking (Max Verstappen, Kimi Antonelli, Sebastian Vettel e Charles Leclerc o ultrapassaram nessa estatística), mas agora tem a distinção de também estar entre os sete vencedores mais velhos.
Ao vencer aos 41 anos e 158 dias de idade no domingo, Hamilton tornou-se o sétimo piloto mais velho a subir ao pódio e apenas o décimo a fazê-lo após completar 40 anos.
Luigi Fagioli, vencedor do GP da França de 1951 aos 53 anos e 22 dias, continua sendo o único piloto na casa dos 50 anos a ter vencido na F1. Mas era uma época diferente e, entre aqueles à frente de Hamilton neste ranking, a maioria são pilotos que correram na década de 1950, com exceção de Jack Brabham, vencedor de seu último GP com quase 44 anos em 1970.
Hamilton é o mais velho a vencer desde o triunfo de Brabham no GP da África do Sul de 1970, e houve apenas uma corrida em que um piloto na casa dos 40 subiu ao degrau mais alto do pódio: Adelaide 1994, onde Nigel Mansell venceu aos 41 anos e 97 dias.
Um total de 19 anos e quatro dias se passaram entre a primeira vitória de Hamilton e a de Barcelona. Esse é, de longe, um recorde, à frente dos 15 anos e 212 dias que separam a primeira e a última vitória de Kimi Raikkonen (Sepang 2003 e Austin 2018), e dos 14 anos e 32 dias entre o primeiro e o último triunfo de Michael Schumacher (Spa 1992 e Xangai 2006).
Hamilton também melhora seu recorde de vitórias em temporadas diferentes, elevando-o para 17. Ele está à frente de Schumacher (15) e Alain Prost (11) neste ranking.
Como o evento passou a se chamar oficialmente “GP da Catalunha”, este é o 32º GP diferente vencido por Hamilton, o que constitui outro recorde, à frente dos 30 de Verstappen, mas Hamilton ampliou suas estatísticas ao vencer várias provas com novos nomes em 2020: GP da Estíria (Red Bull Ring), GP da Toscana (Mugello), GP de Eifel (Nurburgring) e GP da Emília-Romanha (Imola).
Primeira vitória com a Ferrari em Barcelona, assim como Schumacher
Schumacher, o outro heptacampeão da F1, também venceu sua primeira corrida pela Scuderia em Barcelona, há exatamente 30 anos.
Como uma ironia da história, a vitória de Schumacher no GP da Espanha de 1996 foi a 106ª da Ferrari. A conquistada por Hamilton é a 249ª para a Ferrari — mas a 106ª dele pessoalmente.
O primeiro pódio totalmente britânico em 58 anos
Além de ser um momento significativo para Hamilton e a Ferrari, a corrida de Barcelona também ficará marcada nos livros de história do Reino Unido. Graças ao segundo lugar de George Russell e ao terceiro lugar de Lando Norris, o país fechou o pódio, pela 12ª vez em sua história e pela primeira vez desde Watkins Glen em 1968, com Jackie Stewart, Graham Hill e John Surtees.
Foto: Simon Galloway / LAT Images via Getty Images
É apenas a 32ª vez na história que um país domina o pódio, e a estatística é distorcida pela presença das 500 Milhas de Indianápolis no calendário na década de 1950. Os Estados Unidos, portanto, conseguiram essa conquista 11 vezes, todas em Indianápolis.
Os únicos outros países a colocar três pilotos no pódio são a Itália (seis vezes) e a França (três vezes). O último pódio inteiramente dominado por uma nação antes deste domingo foi um pódio totalmente francês, composto por Patrick Tambay, Alain Prost e René Arnoux no GP de San Marino de 1983.
KIMI já é GRANDE? Russell em mais um FIASCO, Hamilton FREIA Leclerc, BORTOLETO e + | FELIPE MOTTA
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