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Título: 1985 Toyota Celica GT-S Conversível: Superando Expectativas

Categoria: Internacional Marca: Toyota

A história do conversível que a Toyota quis oferecer a clientes como Joy parte de uma ideia simples: a ausência de um teto rígido pode entregar mais do que um carro completo — entrega uma sensação. Para transformar essa intenção em produto, a Toyota recorreu a um parceiro especializado: a Automobile Specialty Company, divisão da ASC, Inc., sediada em Southgate, Michigan, que montou uma planta em Long Beach com investimento de 5 milhões de dólares para realizar a transformação.

A Celica GT-S conversível nasce de um processo híbrido. As carrocerias notchback saíam quase finalizadas do Japão, acompanhadas de um "kit" de peças a ser instalado na Califórnia. O trabalho japonês incluía a maioria das reforças estruturais sob o assoalho — chapas, cantoneiras e tirantes — com o objetivo explícito de preservar 95 percento da rigidez original em termos de viga e torção. Na etapa americana a empresa retirava o teto, soldava novas almas estruturais, fixava ferragens e finalizava o teto de lona.

O controle de qualidade foi tratado com rigor. A operação passou por aprovação do Japão e teve inspetores da Toyota na linha, além de dois engenheiros japoneses em residência na planta durante todo o período. Procedimentos específicos de montagem, proteção contra corrosão, testes de estanqueidade e estações de inspeção em pontos estratégicos fizeram parte do pacote qualitativo que visava preservar a reputação de confiabilidade da marca.

Como carro, o Celica GT-S conversível mantém o perfil esportivo. Trata-se de tração traseira, motor dianteiro, 4 lugares e 2 portas. O conjunto mecânico é um quatro-cilindros em linha com bloco de ferro e cabeçote de alumínio, injeção por corpo de borboleta, deslocamento de 144 in3 (2366 cm3) e potência de 105 bhp a 4800 rpm. Dimensões-chave informadas incluem 98,4 in de entre-eixos e 176,2 in de comprimento; o peso em ordem de marcha estimado é de 3000 lb.

No uso cotidiano o conversível mostrou-se agradável. A capota resistente suportava chuva intensa e até granizo sem problemas aparentes. O acabamento do teto conta com forro interno que oculta os arcos e um "boot" em três partes, em fibra com revestimento vinílico, para esconder o teto rebatido. A luneta é de vidro rígido com desembaçador elétrico e desce de forma articulada; com o teto recolhido permanece uma passagem para o porta-malas, pensada até para levar esquis aquáticos.

Do ponto de vista dinâmico, a suspensão afinada do GT-S e os pneus Potenza permitem condução enérgica; o ambiente interno conserva surpreendente silêncio até velocidades máximas, tanto com o teto fechado quanto aberto. Por outro lado, a conversão adicionou cerca de 275 lb ao peso do carro-base, e em algumas situações há sensações de ressonância torsional que não existem na versão cupê intacta.

No conjunto, a Celica GT-S conversível resultou numa proposta sedutora para quem busca a experiência de dirigir sem teto mantendo padrão de qualidade: um conversível pensado para ser visto e desfrutado, com reforços estruturais e processos de controle que buscavam honrar a tradição de confiabilidade associada ao emblema Toyota.