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Um anúncio que mostrava uma Mazda MX-5 Miata 2007 com carroceria inspirada nas linhas clássicas da Aston Martin foi retirado do ar depois de uma reclamação de marca registrada sobre os emblemas e a descrição do carro. A plataforma responsável pela venda encerrou o leilão pouco antes do fechamento, citando o uso indevido do distintivo alado na oferta.

O projeto em questão era uma conversão do NC Miata, equipada com câmbio automático e carroceria customizada assinada por Simpson Design. Quando a avaliação pública sobre o trabalho surgiu, as opiniões se dividiram: alguns viram charme na releitura; outros — incluindo quem encontrou o anúncio inicialmente — acharam difícil transformar um carro moderno numa réplica convincente de um clássico Aston Martin.

A plataforma afirmou que a remoção ocorreu porque recebeu uma reclamação referente à marca registrada e que, por não conseguir atender às exigências em tempo hábil e para não prejudicar o vendedor, optou por retirar o anúncio. Segundo a empresa, há tentativa de diálogo com o vendedor e com os representantes da Aston Martin para, se possível, relançar o carro com descrição e apresentação que atendam aos requisitos legais.

Nos comentários preservados da página, apareceu também interação de contas ligadas ao designer do projeto. A postura oficial de Simpson Design, conforme constou ali, é de prudência quanto ao uso de emblemas de terceiros: a empresa costuma aconselhar clientes sobre os riscos de afixar marcas registradas em conversões e evita, por regra, envolver-se nesse tipo de infração.

Do lado do vendedor, ficou registrado que os emblemas da Aston Martin foram acrescentados por ele próprio "por diversão" e que as peças são facilmente removíveis, instaladas com adesivo. Essa colocação reforça a linha que o anúncio, em seu texto, deixava clara — trata-se de um Mazda Miata adaptado, não de um automóvel fabricado pela Aston Martin.

O episódio ressalta o cuidado que empresas de restomod passaram a ter ao comunicar seus projetos, frequentemente adotando termos como "reimaginado" para minimizar riscos legais. Ainda assim, a presença física do logotipo de uma montadora em veículo sem licença é um ponto sensível; por ora, a página do anúncio foi removida da internet e os próximos passos permanecem indefinidos.

Entramos em contato com a Aston Martin para solicitar posicionamento sobre o caso e aguardamos retorno. Enquanto isso, o caso serve como lembrete das fronteiras legais que cercam restaurações estilizadas e da atenção necessária ao misturar identidade visual de marcas consagradas com bases mecânicas de outros fabricantes.