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O Bentley Flying Spur 2027 mantém uma proposta pouco óbvia entre os sedãs de altíssimo luxo: além do refinamento habitual, entrega dinâmica e aceleração de supercarro. Toda a linha adota um sistema híbrido plug-in e, nas versões mais potentes, o conjunto mecânico gera 771 cavalos. Em condução leve, é possível rodar até 30 miles apenas com energia elétrica.

Sob o capô está o mesmo conjunto do Continental GT: um V8 4.0 biturbo combinado a um motor elétrico e a uma bateria de capacidade considerável. A combinação oferece respostas vigorosas mesmo com leve pressão no acelerador; a transmissão é automatizada de oito marchas com dupla embreagem e a tração é integral. Um sistema de esterçamento do eixo traseiro contribui para uma agilidade surpreendente para um sedã desse porte.

A suspensão é adaptativa, com molas a ar e amortecedores de válvulas duplas, equilibrando conforto e comportamento esportivo. Em modo Comfort, o Flying Spur filtra imperfeições do piso com discrição; em modo Sport, a afinação fica mais firme e transforma a limousine em um sedã de comportamento mais incisivo. Na versão Speed testada, a arrancada até 60 mph foi cumprida em 3,0 segundos — desempenho notável para um híbrido de dimensões generosas.

O interior mistura o requinte clássico da marca com recursos contemporâneos. Couro perfumado, painéis de madeira e metais trabalhados dividem espaço com telas nítidas. A divisão Mulliner permite configurações sob medida, com vasta paleta de cores externas e múltiplas escolhas de materiais e acabamentos para o habitáculo — ideal para quem busca exclusividade absoluta.

O banco do motorista é o mais indicado para quem pretende dirigir com afinco, mas o banco traseiro não fica atrás em conforto: espaço generoso, controles remotos montados no console traseiro para ajustar a climatização, cortinas elétricas e até função de massagem. Há ainda mesas de madeira revestida disponíveis para os ocupantes posteriores. O porta-malas oferece volume suficiente para bagagens e itens das rotinas mais exigentes.

A parte digital inclui uma tela de 12,3 polegadas embutida em amplos painéis de madeira; opcionalmente esse display pode ser substituído por um mecanismo giratório que oculta a tela e revela um painel de madeira com três instrumentos analógicos (temperatura externa, relógio e bússola). A conectividade compreende hotspot Wi‑Fi e integração sem fio com Apple CarPlay e Android Auto. O sistema de som de série traz dez alto-falantes, com duas alternativas de som premium: Bang & Olufsen de 16 vias ou Naim de 18 vias.

No aspecto prático, a bateria oferece autonomia elétrica estimada em 30 miles por carga segundo a EPA; o carregador a bordo é de 11 kW e, na tomada adequada, a recarga completa pode ser feita em pouco menos de três horas. As cifras de consumo seguem a estimativa oficial da agência americana: 17 mpg em cidade, 22 mpg na estrada e 19 mpg no combinado. Para quem não precisa do banco traseiro dedicado a passageiros, a alternativa natural na família é o Continental GT, em versão cupê ou conversível, que entrega desempenho semelhante em carroceria de dois volumes.