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Título: Funcionários da Stellantis reclamam de 'sangramentos nasais, enxaquecas, vômitos, problemas de pele e distúrbios digestivos' após retornarem ao escritório cinco dias por semana Categoria: Internacional

Uma onda de relatos de problemas de saúde envolvendo funcionários da Stellantis chamou a atenção das autoridades em Auburn Hills, Michigan. Trabalhadores que voltaram a cumprir jornada presencial de cinco dias por semana passaram a relatar sintomas diversos — incluindo sangramentos nasais, enxaquecas, vômitos, problemas de pele e distúrbios digestivos — e apontaram condições ambientais ruins dentro do prédio-sede.

Relatos internos descrevem poeira escura, presença de roedores, cheiro de mofo e episódios de alagamento em áreas do edifício, uma torre de 15 andares construída na década de 1990. Segundo denúncias encaminhadas ao órgão estadual de segurança do trabalho, que inspecionou o local em fevereiro, essas queixas surgiram logo que os empregados retornaram gradualmente ao escritório há cerca de um ano e se intensificaram após a adoção do novo regime presencial de cinco dias.

A Michigan Occupational Safety and Health Administration (MIOSHA) realizou a inspeção, mas não aplicou autuações. Em vez disso, direcionou recomendações voltadas à melhoria da qualidade do ar e à prevenção de mofo. Inspetores registraram contagens de esporos de fungos um pouco acima das amostras externas, porém classificaram os resultados como, em termos gerais, aceitáveis para ambientes internos — ressaltando, contudo, que não existe um padrão estadual ou limite publicado para exposição segura a mofos.

A empresa informou ter adotado medidas de preparo antes do retorno em massa, como limpeza, lavagem de sistemas e atualização de filtros de ar, além de testes de qualidade do ar e de presença de fungos. Fontes internas afirmam, contudo, que as intervenções não foram suficientes para evitar novos episódios de queixas médicas, e o tema chegou a ser debatido em reunião aberta com funcionários.

No capítulo paralelo da segurança veicular, a agência federal americana NHTSA decidiu encerrar uma investigação preliminar sobre mais de 120 mil unidades do Tesla Model Y do ano-modelo 2023. A apuração teve início após duas ocorrências em que o volante teria se desalojado por falta de um parafuso de retenção; ambos os carros foram fabricados na primeira semana de janeiro de 2023, nas plantas do Texas e da Califórnia. A autoridade concluiu que os casos foram isolados e não justificavam medidas adicionais em escala regulatória.

Enquanto isso, o setor automotivo segue atravessando outras movimentações: o primeiro trimestre da General Motors não foi dos melhores, e a montadora de nicho Bollinger está encerrando suas atividades, desenhando os últimos capítulos de sua trajetória. O conjunto de notícias evidencia como saúde ocupacional, segurança veicular e mudanças no mercado permanecem temas críticos e interligados para a indústria.