Título: Veículos Elétricos do Futuro: os EVs que você poderá comprar em breve
Categoria: Internacional
A transição para a mobilidade elétrica segue acelerada: montadoras consagradas e novos nomes desenvolvem veículos que variam do conceito à produção. A seguir, um panorama das propostas elétricas que ainda não estão à venda, mas que prometem chegar em breve — algumas, inclusive, podem nem avançar além do estágio de projeto.
Na Alfa Romeo, a gama conhecida ganhará versões totalmente elétricas. A próxima Giulia será construída sobre a plataforma STLA Large, com arquitetura de 800 volts, recarga ultrarrápida e autonomia anunciada de até 500 milhas. Estima-se que a versão de entrada ronde 350 cv, a Veloce aproxime-se de 800 cv e a topo de linha Quadrifoglio supere a marca de 1.000 cv. Há rumores de que a marca também manterá opções com motores a combustão, e o Stelvio seguirá o mesmo caminho técnico, com variantes elétricas e híbridas, embora sua chegada aos EUA deva ficar para 2027.
A francesa Alpine revisou seus planos para os Estados Unidos: o projeto inicial do A390, fastback crossover com três motores e cerca de 470 cv, foi alterado após mudanças tarifárias. Hoje a marca indica que uma chegada ao mercado norte-americano deverá ocorrer com o A110 em versão elétrica e um SUV maior, em data ainda a ser confirmada.
A Audi avança com um esportivo elétrico programado para 2027, apresentado pelo radical Concept C. Com comprimento parecido ao de um Porsche 911, o modelo se posicionará entre os antigos TT e R8, trazendo nova linguagem de desenho e retorno a controles físicos. O conceito é de tração traseira e pesa 3.726 libras; a futura versão de produção também terá opção biturbo elétrica com tração integral (dual-motor) e plataforma compartilhada com o Porsche 718 EV.
A Bentley prepara seu primeiro elétrico para 2026: um “luxury urban SUV” posicionado abaixo do Bentayga, com até 197 polegadas de comprimento e visual antecipado pelo EXP 15. A montadora aponta venda para início de 2027 e, por indícios em registros, o nome Barnato é o favorito. Outras iniciativas elétricas da marca foram postergadas até, pelo menos, 2030.
A BMW amplia sua ofensiva elétrica: o i3 será a versão elétrica do Série 3 sobre a plataforma Neue Klasse, com arquitetura de 800 volts, carga de até 400 kW e bateria de 109 kWh que promete cerca de 440 milhas de autonomia. A primeira oferta, 50 xDrive, entrega 463 cv e 476 lb-ft. Da mesma base virá o iM3, a primeira M totalmente elétrica, com arquitetura quad-motor de mais de 600 cv, possibilidade de desacoplamento dos motores dianteiros e recursos sonoros artificiais para remeter a motores V8 e V10 clássicos.
A família iX traz ainda o iX3, um equivalente elétrico do X3 com design ousado e dupla motorização de 463 cv capaz de fazer 0–62 mph em 4,9 s; a mesma bateria de 109 kWh e recarga de 400 kW prometem próxima de 400 milhas de autonomia. O iX4, versão coupé do X4, será produzido junto ao iX3 e tem previsão de início de fabricação em novembro de 2026, com vendas nos EUA em 2027 e variantes M em estudo. Já o iX5, baseado em adaptação do chassi CLAR, deve ser apresentado no fim de 2026 e chegar aos EUA em 2027, enquanto a BMW também testa uma opção com célula a combustível em parceria com a Toyota para antes do fim da década.
Marcas menores e de nicho também apostam: a Caterham projeta o Project V, cupê elétrico para produção em 2027 e possível entrada nos EUA, equipado com motor Yamaha de 268 cv no eixo traseiro, bateria dividida (cerca de 27 kWh entre as pernas dos ocupantes e outra sob o banco traseiro), 0–62 mph abaixo de 4,5 s e preço estimado por volta de US$ 135.000.
No topo do desempenho, a Ferrari anuncia o primeiro modelo totalmente elétrico, previsto para debutar no começo de 2026. Com quatro portas, entre eixos de 116,5 polegadas e peso um pouco abaixo de 5.100 lb, o Luce deve usar quatro motores para cerca de 1.000 cv, 0–62 mph em 2,5 s e velocidade máxima de 193 mph. A arquitetura será de 800 volts, bateria de 122 kWh com recarga de até 350 kW e autonomia europeia acima de 330 milhas (estimando algo em torno de 280 milhas nos EUA). O interior, assinado por Jony Ive, promete acabamento e linguagem minimalista.
No segmento urbano e de baixa velocidade, a Fiat vai além do 500e: o Topolino, com menos de 100 polegadas de comprimento, entrega apenas 8 cv e velocidade máxima de 28 mph. Sua bateria de 5,5 kWh oferece cerca de 47 milhas de autonomia declarada e, na Europa, é classificado como quadriciclo. Espera-se que seja comercializado sob normas de veículos de baixa velocidade (LSEV/Neighborhood Electric Vehicle).
Esses projetos mostram diferentes estratégias: do luxo extremo ao minimalismo urbano, a eletrificação cobre variadas ambições productivas e comerciais. Muitos desses modelos ainda têm datas e detalhes sujeitos a revisão, mas já apontam a direção das próximas gerações automotivas.