A galeria revela o Zoox por todos os ângulos: interior e exterior apresentados de forma detalhada para avaliar tanto o projeto quanto a proposta funcional do veículo autônomo. As imagens mostram um layout que foge ao convencional de carros de passeio adaptados para a condução autônoma.
Em vez de posicionar um pacote de sensores sobre um modelo já existente, a Zoox desenhou um veículo pensado desde o início para serviço de ride‑hailing. O resultado é um automóvel compacto — com 142,9 polegadas de comprimento, ligeiramente menor que um Fiat 500e — cujo desenho prioriza eficiência, espaço interno e usabilidade urbana.
O carro apresenta dianteira e traseira idênticas: cada extremidade pode funcionar como frente ou como traseira, conforme a necessidade. Essa simetria é complementada por elementos de iluminação dinâmicos que mudam de tonalidade para indicar o sentido do deslocamento, reforçando a leitura visual do movimento para pedestres e outros usuários da via.
A arquitetura mecânica também segue essa lógica modular. Cada metade da carroceria abriga seu próprio pacote de bateria de 67 kWh, um motor de 134 cv e um sistema de direção independente, o que contribui para redundância e segurança na operação autônoma. As rodas, altas e estreitas, foram inspiradas no traço do BMW i3 original, segundo o responsável pelo design industrial da Zoox.
No campo executivo e produtivo, a empresa recrutou Corrado Lanzone, vindo da Scuderia Ferrari, para liderar operações de manufatura do projeto. A comparação com máquinas de corrida vem justamente da ideia de um produto criado com um propósito muito definido. A Zoox foi fundada em 2014 por Jesse Levinson e, em 2020, passou a integrar o grupo Amazon por valor superior a US$ 1 bilhão.
Hoje, a liderança comercial no segmento de veículos autônomos para passageiros está muito associada à Waymo, mas concorrentes como o projeto Robotaxi da Tesla e a proposta da Zoox também oferecem corridas sem operador humano a bordo. Em testes presenciais, houve relato de maior conforto ao ver Zoox e Waymo em operação do que com alguns motoristas; ainda assim, a equivalência com pilotos humanos altamente treinados permanece em aberto.
Quando a fábrica atingir plena capacidade, a produção poderá chegar a até 10.000 unidades por ano. Para quem acompanha tecnologia e mobilidade urbana, as fotos do Zoox revelam não só um produto, mas uma visão de como a mobilidade autônoma pode ser repensada desde o primeiro traço de projeto.