Resumo PreçoCarroBR
- O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
- A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
- O destaque do momento é: BMW confirma que não repetirá maior erro do M5 no novo M3
O que muda para o consumidor
A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.
Impacto no mercado
Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.
O que aconteceu
Nova geração do esportivo será só a combustão ou elétrica, e o motivo é o peso
Já tendo apresentado o i3, o primeiro Série 3 concebido para nascer como elétrico, a marca agora se prepara para as versões esportivas do seu modelo médio, o M3. E, tal como a versão tradicional, ele terá uma inédita configuração movida a baterias. No entanto, a BMW confirmou que não pretende criar outros tipos de eletrificados, caso dos híbridos, e há um grande motivo para isso.
Em entrevista ao portal britânico PistonHeads, o chefe da BMW M, Frank van Meel, confirmou que o próximo M3 “não será híbrido, pois vamos manter o princípio da combustão perfeita”. O seis-em-linha S58 atualizado, com tecnologia M Ignite, estreia ainda este ano nos atuais M3 e M4 e também deverá equipar futuros modelos M.
Embora a marca não planeje oferecer uma versão híbrida de fato - ou seja, um HEV ou um PHEV - para ficar entre o M3 a combustão e a variante 100% elétrica, a opção com o S58 terá algum nível de eletrificação. A tendência é que o carro adote um sistema híbrido leve de 48 volts, diferente do novo BMW M5, que utiliza um conjunto híbrido plug-in (bem) mais pesado.
Essa diferença clara entre os conjuntos mecânicos permite à BMW “ir aos extremos”, disse van Meel. Enquanto os entusiastas mais puristas devem preferir o modelo a combustão pela experiência de condução mais pura, van Meel foi direto ao afirmar que o M3 elétrico permite à fabricante “avançar para o próximo nível em dinâmica veicular”.
Nas palavras de Meel, a nova plataforma Neue Klasse permite à BMW “criar algo bastante extremo”, prometendo assim que o M3 elétrico seja mais do que apenas rápido em linha reta - “ele também será mais rápido nas pistas”.
De qualquer forma, é bom saber que a BMW não fará uma versão híbrida plena do novo M3 a combustão. Sim, a eletrificação pode gerar muita potência, mas isso vem acompanhado de peso - e é difícil imaginar que a marca queira repetir a repercussão negativa do M5 atual, que estreou com mais de 2.404 kg. A primeira aparição do M3 só a baterias deve acontecer ainda neste ano, junto do novo Série 3 a combustão.
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