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BYD Seal após 50 mil km: veja quanto a bateria realmente degradou

Após dois anos, sua bateria LFP apresenta degradação mensurável. Mas o número é menos alarmante do que parece.

BYD Seal após 50 mil km: veja quanto a bateria realmente degradou

Resumo PreçoCarroBR

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O que muda para o consumidor

Movimentos do setor podem afetar disponibilidade de modelos, preço, financiamento, manutenção, desvalorização e escolha de compra. A leitura prática é entender quem ganha espaço e quais tendências chegam ao showroom.

Impacto no mercado

O movimento ajuda a revelar como montadoras, importadores, concessionárias e consumidores estão reagindo a tecnologia, câmbio, demanda e competição.

O que aconteceu

O resultado ajuda a responder uma das maiores dúvidas sobre carros elétricos usados

Quanto um carro elétrico realmente perde de bateria com o tempo? Essa é uma das dúvidas mais comuns entre donos e futuros compradores de EVs, principalmente no mercado de usados. Para sair do campo da especulação, um BYD Seal 2024 com 50 mil km rodados passou por uma análise para medir o desgaste real da bateria.

Embora estudos indiquem que, em geral, os EVs envelhecem bem em uso normal, não existe uma resposta única e simples sobre degradação. Por isso, nasceu o Degradation Diaries (Diários da Degradação), uma coluna que analisa casos concretos de perda de autonomia e o que dá para aprender com a experiência.

O primeiro episódio da série é um BYD Seal 2024 de motor único, com 31.000 milhas (50.000 km), testado na Austrália pelo canal do YouTube Beyond EV. O carro tem cerca de dois anos, e eles verificam quanta capacidade foi perdida usando um Scan OBD2 e o aplicativo Car Scanner.

Quando era novo, a bateria Blade de lítio-ferro-fosfato (LFP) do carro tinha capacidade de 82,56 kWh, com cerca de 85 kWh no total incluindo a reserva da bateria. Isso rendia uma autonomia oficial no ciclo WLTP de aproximadamente 570 km, ou 50 km a mais do que a versão mais rápida com dois motores.

A Australian Automobile Association (AAA) testou o Seal de motor único em vias públicas e chegou a uma autonomia máxima teórica de 488 km, o que é 14,4% abaixo do que a fabricante declara.

Nos testes realizados pela InsideEVs Brasil em 2024, com a mesma capacidade de bateria, porém com conjunto de dois motores e 531 cv, o veículo registrou consumo de 6,2 km/kWh, resultando em autonomia superior a 500 km. Já o Inmetro declara 372 km de autonomia para o padrão brasileiro.

O vídeo entra em alguns detalhes sobre o carro, mas não informa como ele foi carregado, se recebia carga lenta em um carregador AC durante a noite ou se passava com frequência por recargas rápidas em corrente contínua (DC).

O tipo de carregamento usado pode influenciar a longevidade da bateria, e depender muito de carregadores rápidos DC públicos pode acelerar a degradação, embora baterias LFP como a deste Seal tendam a se sair melhor nesse aspecto do que as de níquel-manganês-cobalto (NMC).

Os testes da bateria deste Seal indicaram que ela ainda tinha 95,08% da capacidade original, o que equivale a cerca de 78,5 kWh. É um resultado bem positivo, especialmente porque não sabemos como esse carro foi carregado, se ficava em garagem ou estacionado ao ar livre e se o dono evitava deixar a bateria muito vazia ou muito cheia.

Uma perda de 5% de capacidade em dois anos também soa pior do que realmente é. Segundo um estudo publicado no Journal of Power Sources, a degradação de baterias de íons de lítio (incluindo LFP) costuma ser não linear, portanto uma queda de saúde abaixo de 5% após 50.000 km não significa que o carro continuará perdendo capacidade exatamente no mesmo ritmo.

E esse é o objetivo do Degradation Diaries: dados de um único carro não contam toda a história, mas são muito mais úteis do que ficar no campo do palpite. A bateria deste Seal claramente envelheceu, mas os números parecem mais dentro do esperado do que motivo de preocupação.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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