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Nova bateria da BYD é brilhante, mas pode tornar reparos um problema

Equipe levou 8 horas para desmontar a nova bateria Blade da BYD. Estrutura pode dificultar reparos e elevar custos.

Nova bateria da BYD é brilhante, mas pode tornar reparos um problema

Resumo PreçoCarroBR

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O que muda para o consumidor

Movimentos do setor podem afetar disponibilidade de modelos, preço, financiamento, manutenção, desvalorização e escolha de compra. A leitura prática é entender quem ganha espaço e quais tendências chegam ao showroom.

Impacto no mercado

O movimento ajuda a revelar como montadoras, importadores, concessionárias e consumidores estão reagindo a tecnologia, câmbio, demanda e competição.

O que aconteceu

Complexidade da nova Blade exigiu cortes, congelamento e 8 horas de trabalho para desmontagem

A nova bateria Blade da BYD impressiona pela engenharia e capacidade de carregamento ultrarrápido, mas um teste recente levantou uma dúvida importante: será que ela será fácil de reparar? Uma equipe levou cerca de oito horas para desmontar o conjunto, recorrendo até a congelamento industrial para tentar remover adesivos estruturais.

A nova bateria Blade (de lâminas) é de fato um projeto extremamente inteligente. A BYD utiliza células longas e estreitas como elementos estruturais, extremamente compactos. Isso permite a montadora alcançar maior eficiência e densidade energética, algo desafiador ainda mais para um pack de baterias capaz de suportar um carregamento com velocidade de megawatt.

A solução de estrutura compacta traz muitas vantagens na prática, como em qualquer projeto de engenharia complexos, sempre existem compromissos técnicos. No caso desse conjunto de baterias, o preço dessa solução pode estar na complexidade de manutenção.

A BYD, assim como muitas montadoras, trata esses conjuntos de bateria como grandes sistemas integrados. As células, todas as 170 dentro do pacote Blade, se tornam módulos, virando componentes estruturais, que passam a fazer parte do próprio veículo. Outros fabricantes estão buscando ideias semelhantes, por bons motivos, como redução de peso, aumento de rigidez, além da redução da complexidade de fabricação, todos eles contribuindo para extrair ao máximo a autonomia de um veículo elétrico.

Um dos grandes desafios durante as 8 horas de desmontagem foi a quantidade de adesivo estrutural usada para montar o conjunto. Esses adesivos , como o próprio nome sugere, são utilizados para fixar os componentes entre si. Eles criam ligações extremamente fortes dentro do pack, ajudando o conjunto a resistir a diferentes condições ambientais, além de contribuir para a resistência em caso de colisão.

Esse tipo de solução também substitui o uso de fixadores mecânicos, ou outros componentes que aumentam o peso ao sistema. Por outro lado, o uso do adesivo pode dificultar bastante a manutenção do conjunto, um ponto que foi bastante destacado por Sandy Munro há alguns anos, quando a Tesla passou a utilizar estruturas como preenchimento de espuma rosa em seus packs estruturais.

No caso da BYD, o relatório de desmontagem aponta que esses adesivos estruturais estavam aplicados ao redor dos módulos de bateria, barras de barramento, terminais das células e até mesmo da fiação. A equipe chegou a congelar o conjunto por 40 horas em câmara fria, na tentativa de torná-lo mais frágil e facilitar a desmontagem, mas isso não foi suficiente para facilitar o processo.

Imagine tentar reparar um conjunto de baterias desse tipo após um acidente, ou até mesmo substituir uma única célula defeituosa em uma oficina independente. Fica claro como essa complexidade pode se igualar em uma mão de obra especializada e cara, tornando o reparo do pack extremamente caro, ou seja em alguns casos, levando até a um aumento no custo do seguro, já que a tendência pode ser a substituição completa da bateria.

Embora na prática, na maioria dos veículos elétricos atuais envolvidos em colisões, o conjunto de baterias inteiro já costuma ser substituído, com posterior reparo fora do veículo antes de uma possível revenda.

A CarNewsChina afirma que a equipe classificou o pack da BYD como o mais difícil de desmontar até agora, e eles fizeram isso com mais de 20 conjuntos diferentes analisados.  Eles também destacaram os desafios mais amplos que as estruturas de baterias EV altamente integrados podem trazer para a reparabilidade de veículos elétricos (especialmente porque não foi possível utilizar calor ou produtos químicos de forma segura para remover o adesivo estrutural), além de possíveis dificuldades no processo de reciclagem ao fim da vida útil da bateria.

Esse pode se tornar um dos debates mais interessantes no universo dos veículos elétricos nos próximos anos. Os consumidores querem maior autonomia e carros mais baratos, o que obriga as montadoras a reduzirem custos de produção. Por isso, a indústria tende a avançar em soluções como maior eficiência de integração, redução de custos e baterias mais densas para atingir esses objetivos.

O ponto mais delicado, que muitas vezes fica fora dessa equação, é o momento em que esses sistemas precisam de reparos. Porque, inevitavelmente, seja após um acidente ou em um veículo fora de garantia como falha em um módulo, haverá necessidade de manutenção e reparo dos sistemas de bateria.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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