Executivo apareceu em fotos ao lado do Eletre, rival de Urus e Cayenne, e promete focar em entusiastas
Após confirmarem a chegada da Lotus ao Brasil, executivos da empresa responsável pela operação nacional da marca britânica de esportivos enfim começaram a revelar mais detalhes do que esperar da operação brasileira. Em um post feito no Instagram, o diretor de marketing da empresa, Oswaldo de Paula Ramos Jr., deu a deixa dos produtos que poderão ser oferecidos por aqui.
Na publicação, o executivo aparece ao lado do principal SUV da marca, o Eletre. Como seu nome indica, ele é sempre eletrificado - podendo ser elétrico ou híbrido plug-in - e é um dos maiores rivais do Lamborghini Urus e do Porsche Cayenne.
As fotos, feitas durante o Salão de Pequim, também mostram o clássico 98T pilotado por Ayrton Senna, bem como o slogan que mostra qual será o posicionamento da empresa por aqui: "For the drivers" (Para os pilotos, em tradução livre).
Primeiro SUV da história da britânica, o Eletre nasceu graças ao acesso a tecnologias de sua dona desde 2017, a chinesa Geely. Este foi o ano em que o grupo chinês passou a deter 51% das ações da marca inglesa.
Sua própria concepção é bem diferente do que Colin Chapman, fundador da marca, focou em seus anos áureos, quando a meta da marca era focar no equilíbrio entre peso e potência com as sensações entre piloto e automóvel.
Sendo um SUV de grande porte, com 5,10 metros de comprimento, ele é construído sobre uma plataforma chamada Electric Premium Architecture (800V, exclusiva da Lotus), que é derivada da Sustainable Experience Architecture (SEA) da Geely. Nem por isso, no entanto, deixa de entregar muita potência.
Em sua configuração de motor duplo menos potente, o Lotus Eletre entrega 447 kW (600 cv) de potência, permitindo acelerar até 100 km/h em menos de 3 segundos, com velocidade máxima de 260 km/h.
Equipado com uma bateria de 100 kWh, a autonomia é de cerca de 600 km por carga pelo ciclo WLTP. O SUV tem potência de carregamento de até 350 kW, permitindo adicionar 400 km de alcance em 20 minutos. Nas versões de topo, a potência sobe para 930 cv e mais de 100 kgfm de torque.
O Lotus Eletre também é capaz de dirigir de forma autônoma graças ao conjunto de sensores LiDAR. No interior, ele segue a tendência atual de mais telas do que botões, com acabamento que remete à tecnologia da Geely. Segundo a marca, a carroceria é marcada por apêndices aerodinâmicos no capô, nos para-choques e no aerofólio para melhorar o desempenho.
Correndo por fora, há ainda o Emeya, um sedã que utiliza a mesma base do SUV e mira no Porsche Taycan. Curiosamente, ele é o primeiro três volumes de quatro portas da marca desde o Carlton (uma versão esportiva e preparada do Chevrolet, ou Opel no caso da Europa, Omega). Tal como o Eletre, ele é grande, com 5,14 metros de comprimento e 3,07 metros de entre-eixos. A tração é sempre integral, com potências que podem chegar aos 905 cv e 100,4 kgfm de torque.
Já entre os produtos mais "raiz", há o Emira. Ele surgiu em 2021 e é hoje o carro que continua o legado pelo qual a Lotus ficou famosa desde sua criação, em 1952. Ele pode ser equipado com motorização 2.0 turbo de quatro cilindros, que trabalha em conjunto com um câmbio de dupla embreagem de oito marchas em suas versões mais simples. Nessa configuração, a Lotus fala em 400 cv e 48,9 kgfm de torque, capaz de levar o bólido de 0 a 100 km/h em apenas 4,9 segundos, enquanto a velocidade máxima fica em 291 km/h.
Já nas versões mais equipadas, a Lotus reserva um V6 de 3,5 litros que também está na casa dos 400 cv, mas com torque de 43,8 kgfm. Ele está disponível nas configurações SE e SE Racing Line, podendo ser configurado com câmbio automático ou manual de seis marchas. Apesar de ser o modelo mais próximo dos antigos carros da marca, ele não é exatamente leve.
Enquanto um Elise nunca passava dos 1.000 kg, o novo esportivo da marca está na casa dos 1.400 kg. Ainda assim, é bem menos do que os elétricos Eletre e Emeya. E se o peso já não é o mesmo, a ideia de esportivo focado na direção continua presente. Ele é sempre configurado como um carro de dois lugares, com motor central-traseiro e altura mínima do solo, apenas com o necessário para poder acelerar.
Como a proposta destes carros será apostar na imagem, não espere preços tão competitivos. A ideia é que a Lotus seja a vitrine máxima do que o conglomerado pode fazer através do know-how de todas as suas marcas.
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