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Chery Stockman é picape híbrida que não quer repetir erros da BYD Shark

Nova Chery Stockman combina motor diesel e sistema híbrido plug-in, entrega até 170 km elétricos e mira clientes de Hilux e Ranger.

Chery Stockman é picape híbrida que não quer repetir erros da BYD Shark

Resumo PreçoCarroBR

  • O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
  • A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
  • O destaque do momento é: Chery Stockman é picape híbrida que não quer repetir erros da BYD Shark

O que muda para o consumidor

A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.

Impacto no mercado

Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.

O que aconteceu

Lançada primeiro na Austrália, modelo traz sistema diesel plug-in para conquistar consumidores de Ford Ranger e Toyota Hilux

Apesar de crescente em outros segmentos, ainda não é comum vermos picapes médias com eletrificação no mercado. Bom, há exceções, como a híbrida plug-in BYD Shark, mas os volumes de venda não têm sido animadores até aqui, muito devido ao sistema geralmente ser associado a um propulsor a gasolina. Sua conterrânea Chery, por outro lado, resolveu apostar em outra abordagem com a Stockman, apresentada na Austrália.

Baseada no conceito KP31, mostrado no início do ano, a picape foca no que o consumidor médio do segmento busca ao associar um motor diesel biturbo de 2,5 litros, 282 cv e 66,3 kgfm, a um sistema híbrido plug-in recarregável ligado a baterias - sem tamanho revelado - acopladas ao eixo traseiro. No modo elétrico, são até 170 km de autonomia.

A marca destaca que, mesmo com a complexidade da eletrificação, a picape tem aptidão para o fora de estrada graças à combinação do motor elétrico com uma caixa de redução e transferência mecânica e três diferenciais de bloqueio independentes posicionados nos eixos dianteiro, central e traseiro. O conjunto destaca-se ainda pela eficiência térmica de 47% - índice considerado muito positivo para propulsores deste tipo. Nas capacidades, são 1.000 kg de carga e reboque de 3.500 kg.

O modelo final também difere da KP31 no porte. Antes bem mais próxima de uma Ram 1500 do que de uma BYD Shark, a picape que estará nas lojas mede 5.450 mm de comprimento, mas mantém os 1.920 mm de largura e 1.925 mm de altura.

Já no visual, ela mantém o mesmo visual do conceito, apostando em linhas mais quadradas e com um leve toque de Ford Bronco na parte dianteira, identificável pelos faróis redondos e pelo nome Chery por extenso na grade, tal como a marca norte-americana utiliza por padrão, mas com o nome do SUV no lugar.

No interior, a marca parece ter pego alguns botões e itens emprestados de sua irmã focada em modelos aventureiros, a Jetour, ainda que o layout básico seja o conhecido em carros de origem chinesa, com duas grandes telas em destaque e volante de dois raios. De positivo, a marca manteve a maioria dos comandos físicos, presentes no console central e na parte logo abaixo da multimídia.

Caoa Chery no Salão do Automóvel de São Paulo 2025

Por que ela é importante para o Brasil?

Como se sabe, o mercado brasileiro é bem grande para picapes, mas ainda não muito afeito a modelos chineses. Parte disso vem do gosto mais tradicional do consumidor desse segmento, liderado por Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger há anos.

Mesmo assim, a motorização diesel é um passo importante para tentar fisgar esse público, algo que a BYD Shark ainda tem dificuldades para conseguir. Esse propulsor, aliás, não será exclusivo da Stockman, mas também estará presente na Himla, picape apresentada pela CAOA Chery durante o Salão do Automóvel de 2025 e, na época, apontada apenas como um modelo estudado para cá, avaliando a recepção do público.

Ambas serão parte de uma ofensiva de picapes promovida pela Chery em mercados do Oriente Médio, América Latina e alguns mercados europeus. Não sabemos se ao mesmo tempo, mas as dimensões e o visual diferentes sugerem que sim. 

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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