Declaração do CEO da Liberty Media vem após a presença de Carlos Ezpeleta na etapa da F1 no último fim de semana
O CEO da Liberty Media, Derek Chang, confirmou que há negociações em andamento entre a promotora do GP de Miami de Fórmula 1 e a MotoGP para a realização de uma prova no circuito ao redor do Hard Rock Stadium no futuro, afirmando que uma prova na capital da Flórida seria um "local lógico".
No ano passado, o órgão antitruste da União Europeia autorizou a compra de 85% das ações da Dorna Sports pela Liberty Media, colocando as duas principais categorias do esporte a motor mundial sob um mesmo guarda-chuva.
Desde então, a Liberty tem dado seus primeiros passos como a nova dona da categoria, tomando decisões polêmicas perante o paddock e os fãs, como desconsiderar os títulos dos pilotos na Moto2 e Moto3 dentro da contagem de Mundiais no esporte, o fim dos wildcards e mais.
A "F1lização" da MotoGP, como muitos apontam, leva um dos maiores impasses da categoria nos últimos anos: a demora na assinatura do novo acordo comercial da categoria. Equivalente ao Pacto de Concórdia para a F1, o acordo rege a governança da MotoGP e a divisão das receitas comerciais entre equipes.
As montadoras e equipes da MotoGP pedem que o novo acordo, válido de 01 de janeiro de 2027 até o fim de 2031, siga o modelo da F1, com um valor ajustável de acordo com a receita da categoria em um determinado ano, enquanto a Liberty tenta manter o modelo atual, com o repasse de um valor fixo.
Porém, a novidade mais polêmica envolvendo a Liberty está na busca por novos palcos para a categoria. Mais cedo neste ano, a MotoGP anunciou a saída do GP da Austrália de seu local tradicional, em Phillip Island, para a realização em um circuito de rua em Adelaide a partir de 2027.
E Adelaide pode não ficar sozinha nesta lista por muito tempo. Em uma reunião com investidores nesta quinta-feira, Derek Chang, CEO da Liberty, admitiu que a empresa está em conversas com a South Florida Motorsports para uma possível realização de uma etapa no mesmo palco do GP de Miami de Fórmula 1.
"Miami parece ser um local lógico", disse Chang após ser questionado sobre a presença de Carlos Ezpeleta, diretor esportivo da MotoGP, na prova da F1 no último fim de semana, "porque já há uma pista ali".
"Há muitas coisas que precisariam ser feitas, seja em Miami ou em qualquer outra pista, em termos de funcionar ou não para a MotoGP - resolver as preocupações com a segurança, já que as exigências são diferentes das da F1, além da questão de mercado, se faz sentido do ponto de vista comercial".
"Mas são conversas que teremos que ter com Miami, assim como outros locais, tentando entender quais seriam os locais ideais para uma expansão nos EUA".
O fato de Chang citar uma expansão nos EUA mostra que a Liberty deve dar à MotoGP o mesmo "tratamento" dado à F1 nos últimos anos. Quando assumiu o Mundial em 2017, a empresa sempre deixou claro que um de seus focos era aumentar a visibilidade do campeonato em solo norte-americano.
Start of the sprint race, F1 Grand Prix of Miami
Foto de: Hector Vivas / Formula 1 via Getty Images
Até 2020, a F1 realizava apenas um GP nos EUA, no Circuito das Américas, em Austin, e, atualmente, adicionou à lista etapas em Miami, com o circuito ao redor do Hard Rock Stadium, e em Las Vegas, em um traçado que utiliza a icônica Strip.
Por outro lado, a MotoGP tentou na década passada um processo de expansão nos EUA, mas sem sucesso. Em 2013, o Mundial chegou a realizar três corridas no país, em Austin, Laguna Seca e em Indianápolis. Mas a etapa atual no Circuito das Américas é uma das de menor público no calendário, sendo uma das poucas a não divulgar o número de pessoas presentes em um fim de semana.
Por isso, Chang não quer dar passos em falso com esse processo: "Já dissemos - e seguirei dizendo - que os EUA são um mercado importante para a MotoGP, e vamos olhar para todas as formas de crescimento de nosso negócio aqui. Vamos dar tempo, assim como fizemos com a F1, mas precisamos ver se há interesse, se teremos um mercado aqui. Temos interesse em acrescentar corridas aqui nos EUA".
"Acho que nosso objetivo claro é trazer algumas dessas corridas para locais mais próximos das cidades, onde possamos aproveitar a infraestrutura existente. Seja um aeroporto ou as viagens de longa distância para nós e os fãs que vêm de outros países, os hotéis e restaurantes, facilitar o acesso".
"Acho que isso é importante e vocês já estão vendo isso com as corridas anunciadas para o ano que vem: Buenos Aires e Adelaide. Já estamos progredindo neste sentido".
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