Fórmula 1

F1: GP do Canadá convence Hamilton de que está "melhor sem simulador" da Ferrari

Após sua melhor corrida até agora pela Ferrari, heptacampeão está convencido de que pode obter melhores resultados sem depender da ferramenta

F1: GP do Canadá convence Hamilton de que está "melhor sem simulador" da Ferrari

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: F1: GP do Canadá convence Hamilton de que está "melhor sem simulador" da Ferrari

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

Após sua melhor corrida até agora pela Ferrari, heptacampeão está convencido de que pode obter melhores resultados sem depender da ferramenta

Lewis Hamilton voltou ao local de sua primeira vitória na Fórmula 1 e alcançou mais um marco no GP do Canadá: um segundo lugar, seu melhor resultado em um GP pela Ferrari, após 17 meses turbulentos na Scuderia.

Hamilton levou a melhor sobre seu companheiro de equipe Charles Leclerc durante a maior parte do fim de semana em Montreal, embora tenha ficado atrás dele na corrida sprint.

Largando em quinto lugar no grid do GP, o heptacampeão ultrapassou Oscar Piastri, da McLaren, conquistando o quarto lugar na primeira volta, e depois perseguiu e ultrapassou o Red Bull de Max Verstappen assumindo o segundo lugar no final da corrida.

Seu melhor resultado anterior em um GP foi o terceiro lugar na China (embora tenha sido desclassificado depois da prova), onde venceu a corrida sprint pela Ferrari em 2024. Além desses destaques, Lewis passou por momentos difíceis desde sua transferência de grande repercussão da Mercedes e se tornou alvo de muitas especulações sobre seu futuro.

“Sim, me diverti muito lá na pista durante todo o fim de semana”, disse Hamilton após a corrida. “Em cada volta. Senti que começamos com o pé direito, viemos com a atitude certa e o carro realmente se comportou muito bem no geral". 

“E então, vir para Montreal, uma pista que eu adoro, e poder aproveitar um fim de semana de sprint aqui, que é o primeiro que tivemos [aqui], foi incrível. E este é meu primeiro segundo lugar com a equipe".

"É algo pelo qual tenho trabalhado muito, nem consigo explicar o quanto tive que me esforçar para chegar a este ponto, e todo o trabalho e esforço nos bastidores para possibilitar esse tipo de desempenho. Mas sou muito grato à equipe por continuar me valorizando e me apoiando fim de semana após fim de semana".

"Foi incrível, absolutamente incrível disputar com um dos grandes [Verstappen]. Foi um desafio enorme".

Lewis Hamilton, Ferrari, Max Verstappen, Red Bull Racing

Foto: Andy Hone/LAT Images via Getty Images

Antes do fim de semana, Hamilton explicou que havia decidido não se preparar para o Canadá no simulador da Ferrari em Maranello, dizendo que sentia que faltava correlação com as condições reais nas pistas visitadas até agora nesta temporada.

Ele havia feito o mesmo na China e alcançado o que era, na época, seu melhor resultado em um GP pela Ferrari, segundo ele, então optou por seguir o mesmo caminho aqui: evitar o simulador e se concentrar em uma análise aprofundada dos dados. Ele agora continuará com essa estratégia.

"Tenho certeza de que vou pilotá-lo [o simulador] em algum momento", disse. "Acho que o que poderia ser bom é, por exemplo, voltar e fazer uma comparação com este fim de semana para que possamos descobrir onde está faltando. Porque o piloto de testes estará lá dizendo que está tudo... eles só saberão o que sabem porque não chegam a pilotar". 

“Só o Charles e eu é que pilotamos o carro. Então, o lado positivo de algo como poder pilotar o carro de verdade, voltar e dizer: ‘É assim que realmente se sente. Essas são as coisas que estão faltando’, para que possamos melhorá-lo". 

"Estou sempre presente para ajudar a equipe a avançar e a desenvolvê-lo. Agora, se eu uso isso para me preparar para outra corrida? Provavelmente não".

"Os riscos são muitos. Se você olhar para as duas melhores corridas que eu tive, eu não usei um simulador. E foi assim mesmo, sinceramente. Praticamente em todos os campeonatos anteriores, exceto talvez em 2008, eu não usei o simulador. Então, não é uma necessidade. É uma ferramenta que pode ser poderosa. Mas, no meu caso, sou da velha guarda. Provavelmente me saio melhor sem ele".

Dudu BARRICHELLO analisa VERSTAPPEN no endurance, F1 pré-Canadá, BORTOLETO, HAMILTON e mais

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