Fórmula 1

F1: Mercedes encontra soluções para problemas nas largadas de 2026

Equipe fez ajustes ergonômicos na alavanca de embreagem de Antonelli e no software do W17

F1: Mercedes encontra soluções para problemas nas largadas de 2026

Resumo PreçoCarroBR

  • A notícia entra no radar pelo impacto esportivo sobre equipes, pilotos, estratégia ou campeonato.
  • Em Fórmula 1, o detalhe que decide uma corrida costuma estar no conjunto: ritmo, pneus, boxes, desenvolvimento e leitura do fim de semana.
  • O destaque do momento é: F1: Mercedes encontra soluções para problemas nas largadas de 2026

Leitura da pista

A pauta deve ser lida pelo que revela sobre desempenho, pressão interna, estratégia de equipe e evolução técnica. Na F1, uma decisão de muro, uma janela de pit stop ou uma leitura errada de pneus pode mudar a narrativa de todo o GP.

Impacto esportivo

Para o fã, o ponto central é entender como esse movimento afeta disputa por posições, confiança dos pilotos, desenvolvimento do carro e briga no campeonato.

O que aconteceu

Equipe fez ajustes ergonômicos na alavanca de embreagem de Antonelli e no software do W17

A Mercedes havia demonstrado poucos pontos fracos neste início de temporada da Fórmula 1 e, sem dúvida, entre eles estavam o desempenho na largada. Em várias ocasiões, especialmente com Andrea Kimi Antonelli, a escuderia das 'Flechas de Prata' havia perdido posições assim que as luzes se apagavam, a ponto de, antes do Canadá, nunca ter conseguido assumir a liderança ao final da primeira volta, apesar da marca ter conquistado todas as pole positions da temporada.

Um problema que precisava ser resolvido, pois largar na frente e ser imediatamente sugado para o pelotão, tornando a corrida uma escalada logo nos primeiros metros, certamente não era o cenário ideal. O tamanho do turbo tinha seu peso, mas não era a única causa: a McLaren, que monta a mesma unidade de potência, em várias ocasiões conseguiu, ao contrário, exibir largadas muito eficazes.

A equipe de Woking, por exemplo, fabrica internamente a caixa de câmbio e, entre várias peculiaridades, optou por relações bastante curtas, uma filosofia diferente da pensada pela Mercedes. Uma escolha que, como também confirmou o chefe da McLaren, Andrea Stella, oferece uma vantagem na arrancada, embora não seja o único fator. Em média, porém, o MCL40 demonstrou desempenho superior na largada em dois aspectos.

Foto de: Andy Hone/ LAT Images via Getty Images

O ponto crítico era a regularidade. Além de não ter sempre uma arrancada excepcional, a McLaren também sofria com uma marcante irregularidade na largada: em algumas ocasiões, conseguia limitar os danos à perda de apenas uma posição, enquanto em outras a queda era decididamente mais severa. 

Isso também havia sido observado nos testes no Bahrein, onde era necessário muito tempo para conseguir uma boa largada. Uma variabilidade que havia afetado sobretudo Antonelli, que frequentemente caía para trás nas primeiras fases da corrida. 

Aqui, porém, é preciso fazer uma distinção, pois nem sempre a responsabilidade era do italiano. Na Austrália, por exemplo, o fato de Kimi ter chegado ao grid sem energia devido a um erro de cálculo dos técnicos não lhe permitiu realizar os burnouts e aquecer adequadamente os pneus traseiros; além disso, com a bateria descarregada, a progressão depois de soltar a embreagem também foi inevitavelmente prejudicada.

Na China, houve um mal-entendido com o engenheiro de pista sobre os mapeamentos a serem usados na largada, enquanto em Miami o problema estava ligado a estimativas erradas dos técnicos, que esperavam um nível de aderência mais elevado em sua posição no grid. Os parâmetros da largada, desde o torque a ser aplicado até a forma e o tempo de soltar a embreagem, foram ajustados com base em uma aderência superestimada, gerando um efeito cascata.

O volante do Mercedes W17 de Andrea Kimi Antonelli

Foto de: Andrej Ivanov / AFP via Getty Images

Em Suzuka, por outro lado, a responsabilidade recaiu principalmente sobre o italiano, que cometeu um erro ao soltar a embreagem demais. Um componente extremamente sensível, onde mesmo poucos graus de movimento podem produzir um efeito decisivo. Por isso, na Mercedes o trabalho foi duplo: por um lado, mudou-se o software, pois era evidente que havia pontos críticos a serem resolvidos.

Por outro lado, Antonelli optou por revisar a alavanca da embreagem do ponto de vista ergonômico, de modo a aumentar a sensibilidade na soltura. A alavanca em si não sofreu nenhuma revolução, mantendo-se o que já é utilizado há anos, mas foram feitas alterações na caixa onde os dedos são inseridos, introduzindo pequenas variações no posicionamento que permitem um controle mais preciso na fase de soltura.

“Temos uma nova alavanca de embreagem do meu lado, para me ajudar a ser um pouco mais constante na liberação da embreagem. Obviamente, a equipe também trabalhou muito na parte de software e na própria embreagem, buscando tanto melhorar o desempenho quanto tornar o sistema um pouco mais robusto”, explicou Kimi, que depois testou as soluções nos treinos livres, confirmando as novidades para o resto do fim de semana.

A caixa é, de fato, modelada de acordo com as necessidades de cada piloto, que precisa encontrar a sensibilidade certa no ponto de soltar a embreagem.

No Canadá, a Mercedes parece ter dado um passo à frente: na corrida de sprint, Russell foi autor de uma verdadeira arrancada, provavelmente a melhor entre as primeiras filas.

Na corrida, por outro lado, as três largadas consecutivas e a pista escorregadia criada pela garoa tornaram mais difícil uma avaliação precisa, mas o desempenho na arrancada não pode ser considerado negativo.

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