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Formula X e Formula S: a Fangchengbao quer mostrar que não faz só SUV

Divisão da BYD aposta em apelo emocional no estilo e experiência brutal ao volante com supercarros no Salão de Pequim.

Formula X e Formula S: a Fangchengbao quer mostrar que não faz só SUV

Resumo PreçoCarroBR

  • O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
  • A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
  • O destaque do momento é: Formula X e Formula S: a Fangchengbao quer mostrar que não faz só SUV

O que muda para o consumidor

A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.

Impacto no mercado

Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.

O que aconteceu

Divisão da BYD aposta em apelo emocional no estilo e experiência brutal ao volante

A divisão Fangchengbao (“Fórmula Leopardo”, em chinês) da BYD é focada em SUVs, dos quais o mais conhecido é o Bao 5, vendido no Brasil com o nome de Denza B5. No último Salão de Pequim, contudo, a marca mostrou que pretende diversificar sua linha: em vez de jipões eletrificados, o estande teve como grande novidade uma família batizada de “Formula”, composta por modelos de alto desempenho no asfalto, com visual futurista e foco em tecnologia.

No centro das atenções estava o Formula X, um supercarro elétrico derivado quase diretamente do conceito Super 9, apresentado em 2024. O visual deixa claro que a Fangchengbao quis criar um carro de impacto, com uma estética chamada de “bio-metal” — mistura de superfícies metálicas e formas inspiradas no mundo animal.

Fangchengbao Formula X no Salão de Pequim (Jason Vogel)

Assinado por Wolfgang Egger (ex-diretor de design de Audi, Lamborghini e Alfa Romeo), o estilo bebe diretamente nas barchettas dos anos 1960. É um roadster extremo, com cockpit minimalista, para-brisa baixo e bem inclinado, traseira musculosa e proporções do Mach 5 do Speed Racer.

Embora o Formula X seja elétrico e não precise de uma frente longa para abrigar um V8 big block, seu bico é pontiagudo e se abre para as laterais. É uma mistura fascinante: alma de esportivo italiano, como o Lamborghini Miura, com o “músculo” de carros americanos como o Corvette Stingray C3, produzido entre 1969 e 1976.

Distribuídas pela carroceria baixa e esculpida há 19 passagens de ar funcionais, responsáveis por incrementar a refrigeração e o downforce. Os faróis de LED receberam o nome de “Olhar felino agressivo”. Já as portas combinam movimentos de asa-de-gaivota e tesoura em um sistema batizado de “Asa do dragão” (os chineses adoram essas analogias…).

O Formula X utiliza uma estrutura monocasco de fibra de carbono, material também empregado em boa parte dos painéis externos. A solução busca reduzir peso e aumentar a rigidez torcional, aproximando o modelo mais dos hipercarros europeus do que dos esportivos chineses tradicionais.

O interior abandona as telas gigantes e aposta em uma configuração voltada ao piloto, com comandos físicos, bancos de competição integrados à estrutura, cintos de quatro pontos e volante retrátil para facilitar o acesso ao carro.

O carro traz três motores elétricos e tração integral, entregando algo em torno de 1.000 cv e 100 kgfm de torque. Toda a arquitetura elétrica opera em 800 volts, permitindo recargas ultrarrápidas e maior eficiência térmica em uso extremo. A suspensão utiliza o sistema magnético DiSus-M, desenvolvido pela própria BYD, capaz de ajustar o amortecimento em milissegundos. É baseada na mesma tecnologia usada no Yangwang U9

Segundo a Fangchengbao, a versão definitiva entrará em produção em 2027 e deverá preservar mais de 80% do desenho do conceito exibido em Pequim. O speedster sem teto provavelmente ganhará configurações mais utilizáveis no mundo real, incluindo versões targa e cupê.

Galeria: Fangchengbao Formula X e S

Embora o Formula X tenha roubado a cena, a linha mais importante comercialmente talvez seja a Formula S. Trata-se de uma família de sedãs e peruas elétricas de alto desempenho criada para enfrentar modelos como Porsche Taycan e Tesla Model S Plaid. A gama será composta por três versões: Formula S, Formula SL e Formula S GT.

O Formula S será o modelo de entrada da linha esportiva. Já o Formula SL terá posicionamento mais luxuoso, com acabamento superior e detalhes exclusivos, incluindo rodas de 21 polegadas com acabamento dourado. A variante mais interessante é a Formula S GT, uma shooting brake que tenta combinar desempenho extremo com maior versatilidade de uso e apelo emocional — algo ainda raro entre os esportivos elétricos chineses.

Todos compartilham dimensões generosas, com mais de cinco metros de comprimento e entre-eixos de 3,11 metros. O conjunto mecânico também repete a receita do Formula X: três motores elétricos, cerca de 1.000 cv e sistema elétrico de 800 volts. A expectativa da marca é atingir tempos de recarga de 10% a 80% em menos de 15 minutos em carregadores ultrarrápidos — daqueles capazes de provocar um apagão numa cidade de pequeno porte. O lançamento comercial na China está previsto para o fim de 2026.

Tecnicamente, os novos Fangchengbao compartilham grande parte de sua engenharia com a linha Z da Denza, especialmente os Z9 GT e o roadster derivado do projeto Z. Motores, baterias Blade, inversores de carbeto de silício e sistemas de suspensão DiSus são praticamente os mesmos.

A diferença aparece no posicionamento. Enquanto a Denza tenta assumir uma postura mais sofisticada e global, mirando diretamente clientes de marcas europeias tradicionais, a Fangchengbao busca uma imagem mais agressiva e experimental. A Denza aposta em luxo tecnológico, múltiplas telas e conforto. Já a Fangchengbao fala em cockpit com botões físicos e experiência “mais raiz”.

As duas marcas também carregam a influência do designer alemão Wolfgang Egger. Na prática, porém, a Fangchengbao parece funcionar como o laboratório mais ousado do grupo, permitindo soluções de estilo mais radicais do que aquelas vistas na Denza.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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