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Geely EX2 tem produção confirmada no Brasil após sucesso de vendas

Geely confirma produção nacional do EX2 no Paraná após crescimento das vendas. Hatch elétrico se junta ao EX5 EM-i nos planos industriais da marca.

Geely EX2 tem produção confirmada no Brasil após sucesso de vendas

Resumo PreçoCarroBR

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O que muda para o consumidor

Movimentos do setor podem afetar disponibilidade de modelos, preço, financiamento, manutenção, desvalorização e escolha de compra. A leitura prática é entender quem ganha espaço e quais tendências chegam ao showroom.

Impacto no mercado

O movimento ajuda a revelar como montadoras, importadores, concessionárias e consumidores estão reagindo a tecnologia, câmbio, demanda e competição.

O que aconteceu

Alta demanda e mais de 4 mil emplacamentos em maio levou à nacionalização do modelo no Paraná

Sucesso inesperado, o Geely EX2 será produzido no Brasil ainda em 2026. O anúncio marca uma mudança importante nos planos da fabricante chinesa para o mercado brasileiro e acontece após o desempenho acima do esperado do hatch elétrico nos primeiros meses de vendas, com destaque para as mais de 4 mil unidades vendidas em maio. 

A produção acontecerá no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), onde a Renault Geely do Brasil também prepara a fabricação do EX5 EM-i, SUV híbrido plug-in que já havia sido anunciado anteriormente como o primeiro modelo nacional da marca.

Quando iniciou oficialmente suas operações no país, em novembro de 2025, a Geely indicava que o EX5 EM-i seria a prioridade industrial local. O EX2 aparecia como uma possibilidade futura, ainda em fase de avaliação. Poucos meses depois, porém, a forte aceitação do hatch elétrico levou a empresa a antecipar os planos.

Segundo a Renault Geely do Brasil, o crescimento consistente da demanda pelo modelo foi um dos fatores que contribuíram para a decisão de nacionalizar o veículo.

Papel central na estratégia da Geely

Lançado no Brasil no fim do ano passado, o EX2 rapidamente se tornou um dos principais produtos da marca no país. O modelo disputa espaço em um segmento que ganhou relevância nos últimos anos com a expansão das vendas de elétricos compactos.

A decisão de produzir localmente justamente o veículo de maior volume da marca mostra uma leitura clara da Geely sobre o mercado brasileiro. Em vez de concentrar a estratégia industrial apenas em modelos mais caros e de maior margem, a fabricante decidiu incluir um hatch compacto entre seus projetos nacionais.

O movimento também ocorre em um momento de aumento gradual das alíquotas de importação para veículos eletrificados, fator que tende a elevar a importância da produção local para marcas que buscam ganhar participação de mercado no Brasil.

O EX2 será fabricado na unidade Curitiba Veículos Utilitários (CVU), instalada dentro do Complexo Ayrton Senna. Atualmente, a planta também é responsável pela produção da Renault Oroch e do Renault Master.

A confirmação do hatch não altera os planos para o EX5 EM-i, que segue previsto para entrar em produção no segundo semestre deste ano.

Recentemente, o presidente da Renault Geely do Brasil, Ariel Montenegro, afirmou que a operação brasileira deverá contar com etapas locais de pintura e montagem de componentes, em um processo mais avançado do que a simples montagem de kits importados. A expectativa é que o EX5 EM-i inaugure esse modelo de produção, abrindo caminho para a fabricação do EX2 dentro de uma estratégia semelhante.

Galeria: Geely EX2 - lançamento no Brasil

A confirmação da produção nacional do EX2 mostra a rapidez com que a estratégia da Geely evoluiu desde sua chegada ao Brasil.

Em novembro de 2025, o hatch ainda era tratado como um possível candidato à nacionalização. Agora, menos de um ano depois, tornou-se o segundo modelo confirmado para fabricação local e uma das principais apostas da marca para ampliar sua presença no segmento de veículos elétricos.

Para a Geely, a decisão vai além da simples nacionalização e mostra a importância do mercado brasileiro dentro dos planos globais da fabricante e sinaliza uma aposta de longo prazo na produção local de veículos eletrificados.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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