Lançamentos

Jeep convoca mais de 1 milhão de Wrangler e Gladiator por risco de incêndio

Mais de 1 milhão de Jeep Wrangler e Gladiator são convocados por defeito que pode causar incêndio após o carro ser desligado.

Jeep convoca mais de 1 milhão de Wrangler e Gladiator por risco de incêndio

Resumo PreçoCarroBR

  • O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
  • A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
  • O destaque do momento é: Jeep convoca mais de 1 milhão de Wrangler e Gladiator por risco de incêndio

O que muda para o consumidor

A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.

Impacto no mercado

Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.

O que aconteceu

Donos são orientados a estacionar ao ar livre; Brasil ainda não foi incluído no recall

A Jeep faz um dos maiores recalls de sua história nos Estados Unidos: nada menos que 1.076.999 exemplares de Wrangler e Gladiator com ano-modelo entre 2021 e 2025 estão sendo chamados de volta às concessionárias por risco de incêndio (mesmo com o carro desligado). Como medida preventiva, a fabricante recomenda que os proprietários estacionem os veículos ao ar livre e longe de construções até que o reparo seja realizado.

O problema está relacionado à bomba eletro-hidráulica da direção assistida. Segundo documentos apresentados à National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), a conexão entre o chicote e a placa eletrônica do sistema pode apresentar resistência excessiva devido a uma falha de fabricação em um dos conectores. Em determinadas situações, isso provoca superaquecimento, derretimento dos terminais e, em casos extremos, pode gerar um princípio de incêndio no cofre do motor.

O aspecto mais incomum do caso é o fato de o perigo persistir mesmo depois que o veículo é estacionado. Embora a bomba da direção assistida seja desligada quando a ignição é cortada, o calor acumulado na conexão defeituosa é tão intenso que pode derreter componentes próximos e, eventualmente, inflamar fluidos. Foi essa possibilidade que levou as autoridades norte-americanas a classificarem o recall como uma situação de risco relevante.

A convocação abrange praticamente todas as versões dos dois modelos fabricados no período, independentemente da motorização ou do tipo de transmissão. Estão incluídos desde exemplares quatro-cilindros 2.0 turbo e V6 3.6 (usados, respectivamente, nos Wrangler e Gladiator vendidos no Brasil) até as versões mais potentes, como o Wrangler 392 equipado com o V8 Hemi. O recall atinge até configurações de exportação com volante à direita. Do total de unidades envolvidas, cerca de 787.900 são Wrangler e 289.100 são Gladiator.

Nem todos os exemplares produzidos nesses anos, porém, estão sujeitos à falha. A Stellantis informou que veículos fabricados após 2 de dezembro de 2024 já receberam componentes modificados e, portanto, não apresentam o problema. Da mesma forma, Wrangler produzidos antes de 24 de junho de 2020 e Gladiator montados antes de 18 de agosto de 2020 utilizavam uma configuração diferente da bomba eletro-hidráulica e ficaram fora da campanha.

Embora o número de veículos convocados seja enorme, a incidência da falha é relativamente baixa. A própria Stellantis estima que apenas cerca de 0,1% da frota afetada apresente efetivamente o defeito. Ainda assim, os registros acumulados chamaram a atenção das autoridades. A NHTSA afirma ter investigado dezenas de ocorrências relacionadas ao problema, incluindo cerca de 51 relatos de incêndio e um caso de ferimento potencialmente associado ao defeito. Já a Stellantis reconhece que, até março de 2026, houve pelo menos 47 ocorrências ligadas ao superaquecimento ou derretimento dos conectores. Não houve registros de mortes.

A investigação interna da fabricante começou em maio de 2023. Inicialmente, os engenheiros concluíram que a baixa frequência dos casos não configurava um risco significativo à segurança. O caso foi encerrado em meados de 2024, mas voltou à pauta poucos meses depois, quando houve aumento no número de ocorrências reportadas em campo. Paralelamente, a NHTSA abriu uma investigação própria sobre incêndios ocorridos no compartimento do motor de Wrangler e Gladiator fabricados entre 2021 e 2023.

A partir daí, a Stellantis intensificou os estudos para identificar a causa raiz. Foram feitos testes de bancada, análises por tomografia computadorizada e exames por raios X. Após meses de investigação, os engenheiros concluíram que o defeito estava ligado a um problema dimensional no conector da bomba eletro-hidráulica, capaz de comprometer a qualidade do contato elétrico e aumentar a resistência do circuito. A confirmação definitiva ocorreu apenas em abril deste ano.

Por enquanto, a solução definitiva ainda está sendo finalizada. A orientação inicial da Stellantis é que as concessionárias inspecionem os componentes do sistema de direção assistida em busca de sinais de superaquecimento ou derretimento. Dependendo do estado das peças, será feita a substituição de parte do chicote elétrico, da bomba eletro-hidráulica ou de ambos os componentes. A empresa afirma que disponibilizará o reparo completo o mais rapidamente possível.

Alguns veículos podem apresentar sinais prévios da falha antes de qualquer dano mais sério. Entre eles estão a perda da assistência da direção e o acendimento da mensagem "Service Power Steering" no painel de instrumentos. Mesmo assim, nos EUA, a fabricante reforçou que todos os donos dos Jeep citados devem seguir a recomendação de estacionar os veículos longe de edificações até a realização da inspeção.

As concessionárias americanas começaram a receber as orientações técnicas do recall este mês (junho de 2026). As cartas de notificação aos proprietários deverão ser enviadas no início de julho. Além dos EUA, a Stellantis estima que mais de 254 mil veículos sejam convocados em outros países.

Até o momento, a Stellantis não anunciou qualquer campanha de recall para os Wrangler e Gladiator vendidos no Brasil. Por aqui, os volumes são bastante reduzidos: entre 2021 e 2025, foram emplacadas apenas 588 unidades do jipe e 801 da picape, segundo dados da Frota Nacional de Veículos, da Senatran. 

Curiosamente, tanto o Wrangler Rubicon 2.0L Turbo quanto a Gladiator Rubicon V6 3.6 têm o mesmo preço de tabela no país: R$ 529.990.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

Motor1 Brasil - Notícias
Leia também

Relacionadas