Resumo PreçoCarroBR
- O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
- A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
- O destaque do momento é: Polêmica hoje, desejada amanhã? Ferrari Luce pode virar item de coleção
O que muda para o consumidor
A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.
Impacto no mercado
Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.
O que aconteceu
Os antecedentes da Purosangue e de outros modelos da Ferrari indicam que as polêmicas nem sempre prejudicam o valor no longo prazo
Já se passaram mais de três semanas desde o lançamento oficial da Ferrari Luce e as polêmicas ainda não se acalmaram, sobretudo devido ao seu design incomum. Enquanto isso, grande parte da imprensa concluiu erroneamente que a queda das ações na bolsa foi causada justamente por esse modelo.
Mas, mais do que o modelo em si, a verdadeira discussão diz respeito ao seu impacto sobre a Ferrari. A Luce representa a declaração de intenções da marca em relação aos carros elétricos. Embora a montadora italiana não precise necessariamente de um carro como esse, ela não pode se dar ao luxo de se limitar a reagir a uma nova realidade. Como inovadora do setor, ela precisa se antecipar às tendências.
A Luce não é apenas a primeira Ferrari totalmente elétrica, mas também a primeira Ferrari de quatro portas com carroceria liftback (a 456 GT Sedan foi um exemplar único fabricado exclusivamente para o sultão de Brunei). É também a Ferrari com a maior influência de DNA de design estrangeiro. Esses três elementos já poderiam ser suficientes para transformar a Luce em uma futura raridade que muitos colecionadores da marca desejarão possuir.
No entanto, há um elemento ainda mais convincente, baseado na história recente de alguns modelos da Ferrari.
Para entender melhor qual poderia ser o valor futuro da Luce, analisei a evolução dos preços de algumas Ferraris recentes. Comparei o preço inicial no momento do lançamento com as cotações atuais no mercado de usados. Levei em consideração cinco modelos: F12 Berlinetta de 2013, GTC4 Lusso de 2016, SF90 Stradale de 2020, 296 GTB de 2022 e Purosangue de 2023.
No caso do modelo mais antigo – a Ferrari F12 Berlinetta, lançada em 2013 –, registrou-se um dos piores desempenhos. O preço inicial era de 274.400 euros em 2013, o que, em valores atuais (levando em conta a inflação italiana), corresponde a cerca de 340.100 euros.
Hoje, o menor preço pedido por um exemplar de 2013 no site oficial de carros usados da Ferrari (Ferrari Approved) é de 253.000 euros. Isso significa que seu valor diminuiu 26% ao longo dos anos. O caso da GTC4 Lusso é ainda pior, com uma perda de valor de 31%.
Por outro lado, a Purosangue, outro modelo polêmico da marca, foi o único a ver seu valor aumentar com o tempo. De acordo com os dados, seu preço inicial em 2023 corresponde hoje a cerca de 406.800 euros. No entanto, o preço mais baixo para um exemplar de 2023 é de 475.000 euros, o que significa que seu valor cresceu 17%.
Será que a Luce seguirá os passos da Purosangue?
O autor do artigo, Felipe Munoz, é analista especialista no setor automotivo e criador de conteúdo da Car Industry Analysis nas redes sociais.
Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.
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