A Fórmula E chega mais uma vez ao icônico circuito de rua de Mônaco para duas novas corridas da Temporada 12.
A joia da coroa do automobilismo está de volta, com a Fórmula E retornando às glamorosas ruas de Monte Carlo para um espetáculo de corridas como nenhum outro. Desde sua estreia nas icônicas ruas do principado, em 2015, Mônaco recebeu a categoria totalmente elétrica de braços abertos.
A Fórmula E utiliza o circuito completo de 3,337 km e proporciona corridas excelentes e ultrapassagens espetaculares. As oito corridas disputadas em Mônaco viram pelo menos um piloto ganhar nove ou mais posições em relação ao local de largada. Isso inclui Nick Cassidy, que avançou do 14º para o terceiro lugar com a Jaguar TCS Racing durante a Rodada 7 do ano passado.
É um dos grandes destaques para fãs, equipes, pilotos e imprensa, sendo considerado por muitos o fim de semana favorito do calendário do Campeonato Mundial de Fórmula E.
Monte Carlo é parte fundamental do calendário desde a criação da categoria, com o campeonato utilizando uma versão reduzida do famoso circuito antes de adotar o traçado completo na Temporada 7. Os pilotos adoram o circuito e, com carros rápidos e estreitos, as oportunidades de ultrapassagem são infinitas — a Temporada 9, por exemplo, registrou impressionantes 116 manobras de ultrapassagem.
Curvas icônicas como Rascasse, Casino Square e Grand Hotel Hairpin continuam presentes, e ultrapassagens podem ser vistas em diversos pontos improváveis, como carros passando lado a lado a centímetros de distância na subida de Beau Rivage. Três das oito corridas também foram decididas por menos de meio segundo.
O circuito completo, com sua forte subida e trechos de alta velocidade, voltará a colocar à prova as habilidades de gestão de energia dos pilotos.
No ano passado tivemos dois vencedores: o atual campeão mundial Oliver Rowland, da Nissan, seguido por Sébastien Buemi, da Envision Racing, que conquistou sua terceira vitória recorde no Principado na Fórmula E.
As primeiras oito rodadas da temporada 2025/26 da Fórmula E foram marcadas por drama, imprevisibilidade e muitos vencedores diferentes. Aqui está um resumo rápido de como se desenrolaram as primeiras etapas:
O Brasil abriu a temporada, com Jake Dennis finalmente encerrando um jejum de quase dois anos sem vitórias ao converter sua pole position em um triunfo convincente para a Andretti. Depois veio a Cidade do México, onde Nick Cassidy saiu da 13ª posição para a vitória e deu à Citroën Racing seu primeiro triunfo em monopostos apenas na segunda corrida da equipe desde sua estreia na Fórmula E.
Em seguida veio Miami, no International Autodrome da cidade. Mitch Evans, da Jaguar, conquistou a 15ª vitória de sua carreira sob pista molhada e assumiu a liderança histórica em número de vitórias na categoria.
Pascal Wehrlein venceu a primeira das duas corridas em Jeddah, assumindo a liderança do campeonato de pilotos com a Porsche. No dia seguinte, Antonio Felix da Costa garantiu sua primeira vitória com sua nova equipe Jaguar — um quinto triunfo com um quinto fabricante diferente para o ex-campeão da Fórmula E.
Depois foi a vez de Madrid receber a Fórmula E pela primeira vez, competindo em Jarama, em uma corrida também vencida por da Costa, que assegurou vitórias consecutivas para o piloto português.
Mais recentemente veio Berlim, com a capital alemã sendo novamente parte vital do calendário. Nico Müller conquistou sua primeira vitória na Fórmula E, e no dia seguinte foi Evans quem voltou ao topo do pódio, avançando da 17ª posição para a vitória graças a uma combinação sublime de estratégia e habilidade.
O cronograma das corridas em Mônaco é um pouco diferente em relação à maioria das etapas, já que o sábado recebe ambas as sessões de treinos livres pela manhã e um início antecipado às 07h30 no horário local.
O ano passado também introduziu duas corridas em Mônaco — o dobro de diversão. Esse formato continuará na temporada 2025/26, com corridas consecutivas entre sábado e domingo.
Esse formato também significa que teremos uma corrida com PIT BOOST no sábado para alterar as estratégias, com os pilotos obrigados a realizar uma parada no meio da prova para que os carros recebam um incremento ultrarrápido de energia.
Isso é feito por meio de uma recarga de 600 kW durante 30 segundos no pit lane, oferecendo em troca um aumento de 10% de energia (3,85 kWh). Essas corridas disponibilizam mais energia para o grid, o que aumenta as chances de ultrapassagens e disputas na pista, já que os pilotos podem atacar mais.
Essas corridas também contam com apenas um ATTACK MODE, com duração de seis minutos, em comparação com as provas tradicionais, que possuem duas ativações totalizando oito minutos.
À medida que nos aproximamos da metade da temporada, todas as atenções inevitavelmente se voltam para as classificações dos campeonatos, com pilotos, equipes e fabricantes lutando por seus respectivos títulos.
A Porsche lidera atualmente os três campeonatos mundiais, com Pascal Wehrlein mantendo-se na frente entre os pilotos. No entanto, a disputa está extremamente equilibrada: o alemão soma 101 pontos, mas logo atrás aparece Evans com 98, enquanto Edoardo Mortara, da Mahindra Racing, é terceiro com 93.
A Porsche também enfrenta forte concorrência na disputa entre equipes, liderando com 176 pontos, enquanto a Jaguar reduziu a diferença para 163 após vencer quatro das oito primeiras corridas.
Esta publicação foi consolidada a partir da matéria original indicada abaixo.
Autoracing - Fórmula 1