SUV passou a adotar frenagem autônoma desde a versão LT, mas continua sem controle de cruzeiro adaptativo (ACC)
A Chevrolet já anuncia a chegada da linha 2027 do Tracker. O SUV, que agora tem a companhia do Sonic dentro da gama, passou a ter os mesmos recursos que o recém-lançado SUV cupê, caso da frenagem autônoma em (quase) todas as versões, bem como a volta do sistema start-stop para as configurações com motor 1.0, presente nos primeiros anos do modelo. Os preços partem de R$ 119.990.
Ao todo, o Tracker continua a ser oferecido em cinco versões diferentes. A mais barata é a 1.0 Turbo AT, única com preço abaixo do limite para isenção total em vendas CNPJ. Ela não recebeu os adicionais de segurança, e a única novidade é o sistema que desliga e religa automaticamente o motor em paradas de semáforos e congestionamentos. Segundo a GM, ele pode gerar até 0,5 km/l de ganho em ciclo urbano.
Logo acima vem a versão LT, que já traz o painel de instrumentos digital de 8'', introduzido junto da reestilização no ano passado, bem como rack de teto, console central com apoio de braço e rodas de aço aro 17'' com calotas em dois tons.
Na segurança, passam a ser de série a partir do Tracker LT os alertas de detecção frontal de pedestres e ciclistas, frenagem automática de emergência em baixa velocidade e sistema auxiliar de permanência em faixa. Segundo a Chevrolet, a novidade é possível graças à nova câmera instalada no para-brisa - a mesma presente no Sonic - e que é capaz de ampliar em 40% a área de captação.
Já na LTZ, o SUV adiciona rodas de liga leve de aro 17'', ar-condicionado digital, bancos em tecido sintético, lanternas em LED, além de sistema de monitoramento da pressão dos pneus e alerta de ponto cego. Esta opção é a mais cara a dispor do propulsor 1.0 turbo.
Vale lembrar que, desde meados do ano passado, ele perdeu potência para se enquadrar nas novas regras de isenção do IPI Verde, indo de 121 cv para 115,5 cv. O torque permanece em 18,3 kgfm com gasolina e 18,9 kgfm com etanol, enquanto a transmissão é sempre automática de seis marchas.
Partindo para as opções com motor 1.2 turbo, há a Premier, que traz interior com revestimento em couro preto e bege, sistema de estacionamento automático (Easy Park), teto solar elétrico panorâmico, rodas de liga leve aro 17'' diamantadas e carregador de celular por indução.
Por fim, há a RS com visual esportivo, também com o propulsor mais potente, mas apostando em adereços visuais escurecidos e detalhes em vermelho. Nela, há grade estilo colmeia, rodas de liga leve de 17'' em preto diamantado, capa dos retrovisores e rack de teto em preto, além de interior com couro diferenciado.
Outra novidade, desta vez para toda a linha, está no campo de tecnologia. Segundo a Chevrolet, todos as versões do Tracker 2027 contarão com oito anos de gratuidade do OnStar básico, que inclui diagnóstico remoto e acesso ao myChevrolet App com funcionalidades como localização do veículo, travamento e destravamento remoto das portas.
Por fora, a única novidade visual é a troca da cor Cinza Rush pelo Cinza Âmbar, um tom metálico que estreou antes na Spin 2027. De resto, continua exatamente igual à linha anterior, inclusive nas medidas. São 4.304 mm de comprimento, 1.791 mm de largura, altura de 1.624 mm (sem rack) e 1.626 mm (com rack), além de distância entre os eixos de 2.570 mm. O porta-malas leva 393 litros.
Esperados há algum tempo, os primeiros híbridos flex feitos pela General Motors no país ainda devem levar mais algum tempo para chegar às lojas. Cotado para estrear inicialmente durante as comemorações do centenário da norte-americana por aqui, ainda não chegou.
Segundo o colunista da CNN Jorge Moraes, no entanto, os planos da Chevrolet para ter híbridos leves, com sistema semelhante ao de alguns concorrentes (como Fiat e Jeep) continuam a todo vapor, e o escolhido para a estreia será justamente o Tracker. A escolha faz sentido, já que ele precisa de mais argumentos para se diferenciar do seu irmão menor, o Sonic, bem como se manter relevante numa categoria com cada vez mais concorrência.
Diferente dos sistemas híbridos plenos (HEV), como o Toyota Yaris Cross, o conjunto escolhido pela Chevrolet é do tipo híbrido-leve de 48V, similar ao que estreou recentemente no Jeep Renegade 2027.
Segundo apurações do GM Authority, o sistema consiste em um pequeno motor elétrico que auxilia o motor a combustão em situações específicas, como arrancadas, visando reduzir o consumo e a emissão de poluentes sem a necessidade de grandes baterias, mas sem capacidade de tracionar as rodas. Não são esperadas mudanças em potência, provavelmente seguindo o que já acontece em modelos do tipo, como os Fiat Fastback e Pulse.
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