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Toyota fecha fábrica do Corolla e investirá em planta de Sorocaba (SP) para ter picape híbrida

Após quase três décadas, Toyota fechará a fábrica de Indaiatuba (SP); Corolla irá para Sorocaba (SP), que deve receber ainda futura rival da Toro.

Toyota fecha fábrica do Corolla e investirá em planta de Sorocaba (SP) para ter picape híbrida

Resumo PreçoCarroBR

  • O lançamento entra no radar por indicar direção de produto, posicionamento de marca e possíveis rivais no mercado.
  • A leitura principal está em preço, tecnologia, versão, público-alvo e chance de chegada ao Brasil.
  • O destaque do momento é: Toyota fecha fábrica do Corolla e investirá em planta de Sorocaba (SP) para ter picape híbrida

O que muda para o consumidor

A novidade pode influenciar comparações, expectativa de preço, escolha de versão e movimentação de concorrentes. Para quem está pesquisando carro, vale observar equipamentos, motorização, garantia, custo de uso e disponibilidade.

Impacto no mercado

Quando uma marca mexe em produto ou posicionamento, a resposta dos rivais costuma aparecer em preço, pacote de equipamentos ou novas versões.

O que aconteceu

Altos custos para atualização do complexo levaram marca a transferir produção do sedã para fábrica do Corolla e Yaris Cross

Investindo cada vez mais em suas operações na cidade de Sorocaba (SP), a Toyota anunciou que desativará a fábrica de Indaiatuba (SP), onde produzia o Corolla sedã desde 1998. A versão mais tradicional do modelo será feita por lá até 30 de junho, quando enfim mudará de casa para fazer companhia aos Corolla e Yaris Cross.

Para isso, a marca inaugurará em novembro uma segunda unidade que faz parte do investimento de R$ 11 bilhões que a montadora planeja investir por aqui até 2030. Como o complexo onde era feito o sedã já contava com três décadas, julgou-se que era mais prático - e talvez mais barato - produzir o modelo junto do restante da família do que em uma fábrica só dele.

Ainda que parte desse montante tenha ido para o Yaris Cross e agora para o anexo que fabricará o Corolla sedã, esse valor ainda dará origem a novos modelos e tecnologias, o que abre espaço para a nova picape rival da Fiat Toro que a marca planeja. Na época do comunicado original, em março de 2024, a marca citou a "produção de outro modelo com a mesma tecnologia, desenvolvido especialmente para o Brasil".

Corrobora com isso também os vários ensaios para o lançamento de uma picape de passeio menor que a Hilux também no exterior, com a mostra do conceito EPU, em 2023 e 2024, bem como informações divulgadas pelo portal Autos Segredos, que afirma ter apurado que já há protótipos com carroceria final rodando pelo interior de São Paulo.

Planta fez 1º carro de passeio da marca

Inaugurada em meados de 1998, a planta de Indaiatuba (SP) foi a primeira da japonesa no país focada em automóveis de passeio. Antes, a Toyota fez apenas o Bandeirante, uma versão local do Land Cruiser FJ-251, produzido de 1958 a 2001 na região do ABC Paulista.

Quase quarenta anos depois do utilitário, a Toyota via a boa aceitação dos produtos importados que chegavam ao país após a reabertura do mercado no início da década de 1990. Inicialmente, seus carros eram trazidos de maneira independente e, após 1992, de maneira oficial. Com a reabertura, chegavam os sedãs Corolla, Corona e Camry, que logo ganharam as ruas do país.

Antes dos carros, Toyota focava no Bandeirante

Parte de um investimento de US$ 150 milhões, o escolhido para ser nacionalizado foi o Corolla, o mais vendido entre os produtos oferecidos por aqui. Inicialmente, seria produzido o modelo europeu da época, importado para o país apenas no ano de 1997. Seu visual polêmico, entretanto, logo fez a japonesa mudar de rota e produzir a versão asiática do modelo, mais conservadora.

Geração Brad Pitt fez Corolla virar best-seller

Quem realmente alçou o Corolla ao sucesso foi a geração seguinte, conhecida informalmente como Brad Pitt. Lançado no fim de 2002, o modelo ficou maior, levemente mais esportivo e bem mais refinado, ganhando até a companhia de uma versão perua exclusiva do mercado nacional, a Fielder.

Chegando em 2003, trazia uma mistura única para o mercado brasileiro: possuía a frente do Corolla americano, como o sedã, e a carroceria de station wagon só produzida em outros mercados com o visual do modelo europeu.

No fim de 2008, chegava a décima geração global e terceira fabricada no país, agora com design mais evolutivo e inspirado no irmão maior, o Camry. Pela primeira vez, o Corolla passava a ter faróis de xenônio com lavadores, airbags laterais e de cortina, retrovisores rebatíveis e banco elétrico, ganhando maior refinamento nas versões mais equipadas para tentar bater o fenômeno New Civic, que chegou em 2006 e já ameaçava o sedã da Toyota em vendas.

Em 2011, chegaria pela primeira vez o motor 2.0 flex de 153/142 cv com câmbio automático sequencial com borboletas no volante (ainda de 4 marchas), que passava a fazer parte do catálogo das versões XEI e Altis - que entrou no lugar da SE-G -, enquanto em 2012 chegaria com um discreto facelift, focado em novos para-choques, grades e lanterna traseira.

Falando em 2012, a marca decidiu apostar em um mercado de maior volume do que a linha Corolla e trouxe ao país o Etios, um projeto focado em mercados emergentes como Índia, África do Sul e Brasil. Com o hatch e o sedã, foi inaugurada ainda a fábrica de Porto Feliz (SP), onde eram feitos os motores 1.3 e 1.5.

Bem franciscano, o modelo nasceu bem simplificado quando comparado ao restante da linha Toyota oferecida no país. Com o tempo, no entanto, foi ficando mais adequado ao gosto local, ganhando câmbio automático, painel digital e melhorias na segurança e na motorização.

Em 2015, a planta ganharia mais uma geração do Corolla, novamente inspirado nos modelos mais refinados vendidos na Ásia - tal como faz até hoje - e aposentando de vez o antigo câmbio automático de apenas quatro marchas, dando lugar a um CVT que logo seria figura onipresente no restante da linha.

Na virada da década, a atual geração do Corolla chegou ao mercado trazendo pela primeira vez um sistema híbrido pleno em um modelo feito aqui, herdado do Prius, mas com sistema flex. O modelo recebeu poucas mudanças desde então, tendo tido apenas um leve facelift em meados de 2024 para 2025, quando passou a contar com mais tecnologia a bordo.

Desde então, a Toyota tem focado suas atenções em Sorocaba (SP), que ficou responsável pela produção da família Yaris hatch e sedã, em seus primeiros anos, e depois dos Corolla e Yaris Cross. Segundo a marca, o novo ciclo de investimentos garantiu a criação de aproximadamente 2.000 novos postos de trabalho, o que, ao menos em tese, cobriria o número de colaboradores de Indaiatuba.

Fonte

Esta publicação considera a matéria original indicada abaixo.

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