Omoda & Jaecoo quer produzir no Brasil em 2027; Omoda 5 e Jaecoo 5 cotados
A Omoda & Jaecoo tem planos ambiciosos para o Brasil e deve assumir a fábrica hoje operada pela Jaguar Land Rover em Itatiaia (RJ), embora ainda não exista um anúncio formal sobre a operação. A movimentação reforça a intenção do grupo de montar uma base local para abastecer a demanda por seus SUVs.
Segundo o CEO global Shawn Xu, a meta é começar a fabricar veículos no país já no início de 2027. Para dar partida à produção com volumes relevantes, a companhia avalia trazer modelos de grande apelo comercial: entre as opções estudadas estão o Omoda 5 e o Jaecoo 5.
O Omoda 5 já registra desempenho comercial no Brasil: mais de 6 mil unidades foram emplacadas em 2026 entre as variantes híbrida e elétrica. O Jaecoo 5, por sua vez, tem estreia prevista para julho no mercado nacional e é cotado como candidato à produção local.
O Jaecoo 5 deve ser oferecido inicialmente em duas versões, com preço estimado entre R$ 150 mil e R$ 160 mil, posicionando-se ligeiramente abaixo do Omoda 5, mas mantendo propulsão híbrida plena (HEV). A arquitetura híbrida é a mesma do Omoda 5 HEV: motor 1.5 turbo combinado a um propulsor elétrico, com funcionamento inicial apenas a gasolina — um sistema flex está nos planos. Os números declarados falam em 224 cv de potência combinada e cerca de 30 kgfm de torque (30,1 kgfm em informações do conjunto DHT); o motor a combustão entrega 135 cv e 20,4 kgfm, e o elétrico responde por 203 cv.
Construído sobre a mesma plataforma do Omoda 5, o Jaecoo 5 aposta em traços mais tradicionais, com linhas retas e inspiração nos modelos da Land Rover. A estratégia é posicioná-lo como opção híbrida mais acessível dentro do portfólio, mirando os SUVs compactos do mercado e confrontando versões intermediárias do VW T‑Cross e do Jeep Renegade, que não oferecem híbrido pleno.
Além disso, há movimentações relacionadas a um novo modelo de entrada — levemente maior que um Fiat Pulse — que deve chegar entre outubro e dezembro de 2026 e pode ter preço inicial perto de R$ 130 mil, posicionando-se próximo ao VW Tera. Globalmente, o Omoda 4 deve ser oferecido com opções híbrida plena e 100% elétrica, e há até números para a versão elétrica: 204 cv, 34,6 kgfm e bateria de 61,1 kWh. No entanto, a liderança local enfatiza que a construção da imagem da marca passa pela eletrificação, o que torna improvável, ao menos por enquanto, um Omoda 4 sem qualquer eletrificação no Brasil.
Com metas de volume ambiciosas — a operação fala em cerca de 50 mil SUVs em 2026 — e a disputa pela planta no interior do Rio entre diferentes atores, a chegada da produção nacional pode redesenhar o mapa competitivo dos SUVs com eletrificação no país, trazendo alternativas híbridas a preços mais próximos dos rivais tradicionais.